BRASÍLIA - O presidente do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré‑candidato à Presidência da República, Renan Santos, se explicou neste sábado (31/1) sobre declarações nas quais afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) precisava “ser destruído e morrer”. Após a repercussão, ele disse não se arrepender da fala e afirmou que se referia a Flávio “morrer politicamente”.

“Eu disse que ele tem que morrer politicamente. Flávio Bolsonaro é um câncer para a política brasileira. Ele, com seu escândalo das rachadinhas e seu envolvimento com milícias, foi o responsável por fazer o pai, o covarde Jair Bolsonaro, trair a revolução que o levou ao poder”, disse Renan Santos em trecho de entrevista compartilhado por ele nas redes sociais.

A declaração original ocorreu em um vídeo gravado em dezembro, que viralizou nas redes sociais nesta semana. Na transmissão ao vivo, Renan chamou o senador e também pré-candidato à Presidência de “ladrão” e “traidor” e afirmou que ele precisava “ser destruído”.

“Flávio Bolsonaro é um ladrão. Nossa função histórica não é só acabar com a roubalheira e com a esquerda. O traíra tem de morrer. O traíra é Flávio Bolsonaro, ele precisa ser destruído. Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O presidente do MBL também acusou Flávio Bolsonaro de trair a “revolução” iniciada pelo movimento. “Não há Lava Jato. As ruas foram tomadas pelo culto ao bolsonarismo. Tudo foi entregue ao Supremo Tribunal Federal porque o Flávio Bolsonaro é corrupto, ladrão, vendilhão e fraco. O pai dele, outro fraco, para protegê-lo, entregou tudo ao STF”, disse.

Até o momento, a equipe do senador não divulgou nota nem tomou medidas judiciais sobre o caso. Críticos de Renan sinalizam que o tom agressivo faz parte de uma estratégia para ampliar sua visibilidade no debate eleitoral, enquanto ele busca consolidar sua candidatura à Presidência.

Histórico do movimento

O MBL surgiu em novembro de 2014 como um grupo de inspiração liberal‑conservadora, com forte atuação nas redes sociais. O movimento ganhou destaque nacional ao organizar manifestações contra o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) e apoiar a Operação Lava Jato, contribuindo para o impeachment de 2016.

Com o tempo, passou a atuar politicamente, elegendo representantes e, em 2025, se transformou em partido com a fundação do Partido Missão, presidido por Renan Santos. Inicialmente próximo ao bolsonarismo, o MBL se distanciou e passou a criticar membros da família Bolsonaro e outras lideranças da direita.