A possibilidade de candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin ao governo paulista ganhou força após pesquisas encomendadas pelo Palácio do Planalto apontarem que ele ganhou popularidade no interior do estado. Na semana passada, o presidente Lula estimulou esse debate ao dizer que Alckmin será importante na eleição em São Paulo.

A leitura predominante no Planalto é a de que o vice acumulou capital político na condução das reuniões com empresários em meio ao tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O interior de São Paulo é responsável por parte significativa da produção de café, laranja, açúcar e outros produtos industriais que foram afetados pelas sobretaxas. 

 

 
 

Lula quer um palanque forte em São Paulo. Além de Alckmin, são especulados os nomes dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento), cotados para concorrer ao governo ou ao Senado.

Apesar dos dados positivos, Alckmin não quer ser candidato a governador e deseja continuar na função de vice-presidente. Lula, entretanto, cogita outros partidos para ocupar a vaga. O MDB, por exemplo, tem mais tempo de TV, mais recursos para investir na campanha e maior penetração nos municípios do que o PSB de Alckmin.