Um dia depois de anunciar candidato próprio a governador, o PT mineiro convidou o PSB a integrar a aliança, como vice de Patrus Ananias ou senador. Os pessebistas queriam o apoio dos petistas para seu pré-candidato a governador, Jarbas Soares. O próximo encontro deverá ser com o pré-candidato a governador pelo PDT, Alexandre Kalil. A união dessas três forças partidárias e políticas é avaliada pelos petistas como “chapa dos sonhos” pelo potencial eleitoral competitivo. A aliança contaria ainda com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, como pré-candidata ao Senado.

Participaram do encontro, além de Patrus e Jarbas, a presidente estadual do PT, deputada Leninha, e o presidente estadual do PSB, Otacilinho Costa. “É o cargo que ele quiser”, disse um observador, excetuando, claro, a cabeça de chapa, sobre o convite a Jarbas. Eles consideram que o nome de Jarbas, como vice, somaria no projeto muito mais do que como candidato a senador.

Jarbas ouviu atento e pediu tempo para consultar outros segmentos partidários, reconhecendo que há resistências no apoio ao PT entre deputados estaduais e federais da legenda. Hoje, o PSB já não é mais um partido de centro-esquerda, com inclinação maior ao centro político. Além dessa consulta, Jarbas está de olho nos movimentos divergentes de adversários, como por exemplo, os desentendimentos na chapa do governador Mateus Simões (PSD).

Nessa composição, o MDB já estaria descartado, desde que o seu pré-candidato a governador, Gabriel Azevedo, recusou a proposta. Kalil também mantém a disposição de candidatura própria, mas seu partido não tem um fundo partidário robusto (recursos financeiros para a campanha). Além disso, está com dificuldades de montar sua chapa e a de deputados federais, correndo o risco de se isolar. Situação semelhante ronda o MDB. A vaga a ser oferecida a Kalil seria a segunda vaga ao Senado.

Aro articula em Brasília
Pré-candidato a senador, Marcelo Aro (PP) está perto do rompimento com o governador Mateus Simões, pré-candidato à reeleição pelo PSD. Ele passou essa quarta-feira (22), em Brasília, buscando apoio para ser candidato a governador pela federação União Brasil-PP. Convencido de que Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder das pesquisas para governador, não será candidato, quer atrair o partido dele para a nova chapa. O problema de Aro será convencer o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), que é o coordenador dessa federação em Minas. A divergência dele com Simões é a presença do senador Carlos Viana (PSD), candidato à reeleição, que dividiria os votos ao Senado.

15 minutos com Simões
O governador Mateus Simões convidou deputados estaduais aliados para encontros individuais em seu gabinete. A mensagem formal adianta que será uma reunião de apenas 15 minutos e sem uso de celular. “Caro deputado, vamos ter uma conversa estratégica sobre as eleições. Teremos 15 minutos. Favor não usar nem levar celular”, seria o texto do convite. Algumas reuniões já aconteceram na semana passada, mas, com o recesso parlamentar, alguns encontraram o motivo para não ir.

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