Há dois estados em que bolsonaristas raiz não engolem os apoios de Flávio Bolsonaro a candidatos ao Senado.

No Tocantins, a ala mais ideológica do PL considera um absurdo o filho do ex-presidente não ter garantido apoio ao pastor Eli Borges, que deixou o partido e teve de se abrigar no Republicanos para tentar uma vaga no Senado. No estado, Flávio declarou apoio ao atual senador Eduardo Gomes (PL) e a Carlos Gaguim (União Brasil), como consta da lista de 47 candidatos ao Senado apoiados pelo presidenciável.

Em Alagoas, bolsonaristas também têm dificuldade de aceitar o apoio de Flávio a Marina Cândia (PSDB) e, principalmente, a Arthur Lira (PP). O desconforto não é apenas teórico. Na passagem de Flávio por Alagoas nesta semana, Marina e Lira não participaram dos eventos públicos do candidato, numa demonstração das dificuldades de transformar os acordos eleitorais em palanque efetivo.

Se Flávio vencer em outubro, os conflitos internos do PL e do bolsonarismo que hoje aparecem nas campanhas estaduais certamente serão transferidos para dentro do novo governo.