BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40,5% das intenções de voto no primeiro turno das eleições, previsto para acontecer em 4 de outubro. Já seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), é a preferência de 30,4% dos eleitores. A informação é da 170ª rodada da pesquisa de opinião CNT/MDA, publicada nesta terça-feira (15/9).

O levantamento aponta, também, uma diferença de mais de sete pontos entre os dois candidatos em um possível segundo turno: Lula pontua 47,3%, contra os 40% de Flávio. Votos brancos e nulos somam 10,2%, e 2,5% do eleitorado ainda está indeciso.

Apesar de expressiva, a distância entre os candidatos é menor do que na última edição da pesquisa, publicada em agosto. Na época, o atual presidente estava 9 pontos à frente do senador no segundo turno.

Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores são questionados em quem vão votar sem receber a lista completa de candidatos, Lula tem 36,6% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 26,7%. 4,4% dos eleitores afirmam que pretendem votar no escritor Augusto Cury (Avante), 1,6% dizem que votarão em Ronaldo Caiado (PSD), 1,5% em Renan Santos (Missão) e 0,3% em Romeu Zema (Novo). Os indecisos somam 20,8%.

Flávio lidera na rejeição do eleitorado também, com 44,2% dos entrevistados afirmando que não votariam de jeito nenhum no senador. Lula, por sua vez, é rejeitado por 41,1%.

A 170ª rodada do levantamento CNT/MDA foi realizada entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06902/2026.

Os números apresentados destoam de outras pesquisas recentes, como a Quaest dessa segunda-feira (14/9), que apontava uma vitória apertada de Flávio no segundo turno. Já o levantamento BTG/Nexus da mesma data apontava que Lula venceria o segundo turno, mas por uma margem bem menor: de um ponto percentual em relação ao adversário.

Simulação de primeiro turno 

Na simulação de primeiro turno da CNT/MDA, o atual presidente aparece liderando o pleito com 40,5% das intenções de voto. A pesquisa estimulada inclui Pablo Marçal (PRTB), que teve a candidatura indeferida pelo TSE.  Veja os números de cenário de primeiro turno:

Lula (PT): 40,5% (eram 42,4% em 11 de agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 30,4% (eram 28,7%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 1,2%)
Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 4%)
Renan Santos (Missão): 2,7% (eram 2,8%)
Pablo Marçal (PRTB): 1,8% (não pontuava)
Romeu Zema (Novo): 1% (eram 3,3%)

Outros: 1,1%

Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6,8%)

Não sabem ou não responderam: 7,5% (eram 7,2%)

Simulações de segundo turno 

Na CNT/MDA de abril deste ano, Lula aparecia cinco pontos a frente de Flávio Bolsonaro, com 45% das intenções de voto. Em junho, essa distância aumentou, alcançando 12 pontos: o chefe do executivo era preferência de 49% dos eleitores, enquanto o senador acumulava 37% dos votos. Desde então essa distância tem diminuído, alcançando os 7 pontos atuais. Veja os números de cenário de segundo turno:


Lula x Flávio

Lula (PT): 47,3% (eram 48% em 11 de agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 40% (eram 39,1%)
Brancos ou Nulos: 10,2% (eram 10,6%)
Não sabem ou não responderam: 2,5% (eram 2,3%) 

Lula x Augusto Cury
Lula (PT): 45,3% (eram 48,6% em 11 de agosto)
Augusto Cury (Avante): 38,4% (eram 32,4%)
Brancos ou Nulos: 12,7% (eram 13,4%)
Não sabem ou não responderam: 3,6% (eram 5,6%) 

Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 46,4% (eram 47,9% em 11 de agosto)
Ronaldo Caiado (PSD): 37,3% (eram 35,9%)
Brancos ou Nulos: 13,1% (eram 11,7%)
Não sabem ou não responderam: 3,2% (eram 4,5%)

Lula x Renan Santos
Lula (PT): 47,3% (eram 48,5% em 11 de agosto)
Renan Santos (Missão): 33,9% (eram 33%)
Brancos ou Nulos: 15,7% (eram 13,6%)
Não sabem ou não responderam: 3,1% (eram 4,9%)

Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 47,7% (eram 49,1% em 11 de agosto)
Romeu Zema (Novo): 34,5% (eram 34,9%)
Brancos ou Nulos: 14,5% (eram 11,8%)
Não sabem ou não responderam: 3,3% (eram 4,2%)