BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou, a uma plateia de conservadores americanos, que os Estados Unidos precisam “exercer pressão diplomática” sobre as instituições brasileiras durante as eleições deste ano.

Neste sábado (28/3), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez um discurso na CPAC, evento anual que reúne lideranças da direita conservadora nos Estados Unidos.

 “Meu apelo aqui, não apenas aos Estados Unidos, mas ao mundo inteiro, é que acompanhem as eleições brasileiras com enorme atenção. Aprendam e compreendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e exerçam pressão diplomática para que as nossas instituições funcionem adequadamente”, disse.

Apontado como o principal adversário do o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, Flávio chamou o petista de “antiamericano”, que “aliou o Brasil à China em grande escala” e “se opôs aos interesses americanos em todos os itens de política externa”.

Flávio chegou ao evento ao lado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está morando nos EUA há cerca de um ano. Em seu discurso, o senador disse que, caso eleito presidente, será um “Bolsonaro 2.0”, mas “muito melhor” devido aos anos de experiência do pai.

O parlamentar comparou a condenação de Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado, aos processos enfrentados por Trump, condenado por falsificação de registros financeiros empresariais para ocultar um pagamento a uma ex-atriz pornô em 2016.

"Mas a verdadeira razão é a mesma. O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha", afirmou.

Ainda segundo Flávio, “as mesmas pessoas” que prenderam seu pai “tiraram” Lula da prisão e “o colocaram de volta na Presidência”. Ele acusou o governo Joe Biden de interferir no processo.

O senador ainda prometeu que, caso eleito ao Planalto, lutará contra o que chama de “agenda woke”, "agenda ambientalista radical" e"interesses das elites globais".