O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saiu em defesa do atacante Neymar, do Santos, após uma fala de conotação machista do jogador em entrevista depois da partida contra o Remo, nessa quinta-feira. Ao respaldar o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira, o parlamentar também voltou a criticar a Lei da Misoginia, prevista no PL 896/2023, em apreciação na Câmara. 

“Se a lei da misoginia for aprovada, casos como esse, levaria Neymar pra cadeia. Foi como eu disse, essa lei é uma aberração. Derrubaremos isso na câmara”, escreveu Nikolas, no X, nesta sexta-feira (3/4). O posicionamento do deputado se dá em meio a uma grande polêmica envolvendo o jogador do Santos. Após a partida contra o Remo, ao reclamar da arbitragem em entrevista ao Sportv, Neymar fez uma declaração de cunho machista que tem gerado dezenas de críticas. 

“Ele acordou de ‘chico’ e veio assim para o jogo. Não podia nem falar com ele que ele te ignorava, virava as costas”, disse o jogador, meio a risadas, ao relacionar a arbitragem de Sávio Pereira Sampaio ao período menstrual. A declaração foi classificada como misógina por mulheres. Críticas também foram feitas pela imprensa internacional. 

Lei da misoginia 

O PL que prevê enquadrar a misoginia como crime no Brasil foi aprovado no Senado Federal no dia 27 de março com 67 votos favoráveis e nenhum contrário. A proposta prevê 

a inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação (PL 896/2023). O texto aprovado define a misoginia como uma conduta de ódio ou aversão às mulheres.

A legislação atual equipara a misoginia à injúria e à difamação – com pena que pode ir de dois meses a um ano de reclusão, de acordo com o Código Penal. O texto foi enviado à Câmara para seguir o rito processual.