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O povo está assustado – e isso é bom para todo o Brasil, a começar pelo próprio povo. A tática bolsonarista de sair ‘governando’ antes da hora vem ajudando a campanha de reeleição. As mensagens transmitidas pelo mentiroso 01 sobre mudar a Constituição para dar-lhe, em primeiro lugar, cinco anos de gestão de poder e, no contexto ampliado, quebrar as garantias individuais ali estabelecidas, mostraram a ponta do iceberg que está pela frente na rota de opção pela extrema-direita.
O insistente anúncio de um ajuste fiscal draconiano, com um ataque voraz sobre os programas sociais, pegou mal até mais fortemente do que a intenção de rasgar a Carta de 1988. Nesse padrão, a encarnação dos extremistas deixou-se carimbar como o sujeito que nunca dará reajustes honestos sobre o salário mínimo. Por estas e muitas outras mais, “com Flávio você perde” é um ótimo slogan, por capturar o medo crescente no inconsciente coletivo.
A campanha bolsonarista está enredada em contradição. No programa de rádio deste sábado, 10, no horário eleitoral gratuito, o ventríloquo do que há de pior na política brasileira diz que o povo quer mudança, a ser representada em sua figura bordada pela falsidade, mas encerra com um ping-pong de perguntas e respostas que derruba a própria a tese.
“Farmácia Popular continua?”, questiona a locutora. “Continua”, responde o mentiroso. “Minha Casa Minha Vida continua? ‘Continua’”. “Bolsa Família continua? ‘Continua, com reajuste’”, promete o candidato do mal, trucando na lorota. Quem escuta fica sem entender. Se ele quer mudar, porque diz que vai continuar? Por oportunismo, interesse inconfesso e costume.
Flávio é o sonho do colunista que gosta de ser agressivo. Chamá-lo de mentiroso, por exemplo, tem vitória assegurada, em um eventual processo judicial, para quem faz a afirmação. Repita-se a verdade, pois: men-ti-ro-so. O filho do inominável, como muitos democratas se referem ao desastrado golpista Bolsonaro pai, mente até no currículo, do qual constava uma pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ que nunca fez.
No rolo multimilionário e obscuro em torno do filme Dark Horse, o nome do PL disse, de pronto, “não tem isso aí”, e depois admitiu que, sim, tinha isso aí e, aos poucos, conforme foi sendo descoberto, passou a admitir tudo, da dinheirama tomada do esquema do corruptor Daniel Vorcaro ao estreito relacionamento com o próprio, a quem considera “irmão”. É lícito que se lembre e pergunte: você quer um mitômano na Presidência da República?
O engodo arraigado em Flávio Bolsonaro é um dado da realidade. Quem nele vota mal se importa, ok, mas a melhor notícia da primeira semana do segundo turno é a de que as forças da luz estão mais fortes agora.
O instituto Vox Brasil, que projetou a diferença inferior a 2 pontos percentuais a favor de Flávio sobre Lula no primeiro turno, agora já inverte a cena e aponta a chapa do presidente e do vice Geraldo Alckmin à reeleição com 1,5 ponto à frente. Na tempestade de informações e ‘fake news’ em que a disputa presidencial se transformou, esse dado da pesquisa que se mostrou de alta precisão é, neste momento, o mais importante a ser considerado. Precisamente porque sustenta, para quem gosta de se pautar pelos levantamentos de opinião, a virada que está em pleno curso, a olhos vistos.
“O Lula não perdeu o seu eleitor, este é que, simplesmente, não foi votar no primeiro turno”, explica o diretor do Vox, Alberto Barros. Para este segundo turno, o estatístico diz que o presidente e seu vice estão seguindo pelo caminho certo para encontrar o votante que ficou ausente. “A chapa sabe onde estão as suas bases: no Nordeste, nas mulheres e nos católicos. É aí que está intensificando a campanha.”
Um dado novo, que tem gerado cenas espetaculares em diferentes grandes cidades do País, vem dos estudantes universitários. Aos milhares, em manifestações com o sentido de defender o ensino, tal qual o conhecemos, frente ao projeto que prega a ignorância, eles têm feito os atos mais numerosas da história do aguerrido estudantil brasileiro. Cada um deles têm pai, mãe, irmãos, parentes, amigos que igualmente podem se sensibilizar pela causa. O vermelho dos comícios pró-Lula do primeiro tempo, organizados pelo PT, ganharam cores múltiplas. Completam-se. Trata-se de uma soma – sim, uma ampliação – sobre o que se viu no segundo turno.
A esperança está no ar. A campanha de Lula melhorou. Tem agora até um pequeno jingle alegre, usa a palavra mudança, que entra em voga em toda eleição, e também termos como prosperidade, olha só. Algo aconteceu lá dentro a partir do que tivemos aqui fora. O vice-presidente passou a ter mais voz, e bem disse Geraldo Alckmin neste sábado: “Eu governei São Paulo por quatro vezes, o presidente Lula governou o Brasil por três vezes, nós temos a experiência para fazer as mudanças necessárias com segurança e tranquilidade”, nessa linha.
O quadro está entrando nos eixos. Lula-Alckmin se aprumou e cresce; o outro lado ainda tenta se encontrar. A malandragem continua lá. A Polícia Federal recolheu nada menos que R$ 27 milhões de reais destinados à compra de votos no primeiro turno. Táticas desonestas desse tipo podem se repetir. É de se acreditar que o governo reforce as providências para que a disputa seja limpa no momento decisivo do voto. As chances de salvar o Brasil do desastre prometido pelo bolsonarismo estão em alta.
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A campanha bolsonarista está enredada em contradição. No programa de rádio deste sábado, 10, no horário eleitoral gratuito, o ventríloquo do que há de pior na política brasileira diz que o povo quer mudança, a ser representada em sua figura bordada pela falsidade, mas encerra com um ping-pong de perguntas e respostas que derruba a própria a tese.
“Farmácia Popular continua?”, questiona a locutora. “Continua”, responde o mentiroso. “Minha Casa Minha Vida continua? ‘Continua’”. “Bolsa Família continua? ‘Continua, com reajuste’”, promete o candidato do mal, trucando na lorota. Quem escuta fica sem entender. Se ele quer mudar, porque diz que vai continuar? Por oportunismo, interesse inconfesso e costume.
Flávio é o sonho do colunista que gosta de ser agressivo. Chamá-lo de mentiroso, por exemplo, tem vitória assegurada, em um eventual processo judicial, para quem faz a afirmação. Repita-se a verdade, pois: men-ti-ro-so. O filho do inominável, como muitos democratas se referem ao desastrado golpista Bolsonaro pai, mente até no currículo, do qual constava uma pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ que nunca fez.
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O engodo arraigado em Flávio Bolsonaro é um dado da realidade. Quem nele vota mal se importa, ok, mas a melhor notícia da primeira semana do segundo turno é a de que as forças da luz estão mais fortes agora.
O instituto Vox Brasil, que projetou a diferença inferior a 2 pontos percentuais a favor de Flávio sobre Lula no primeiro turno, agora já inverte a cena e aponta a chapa do presidente e do vice Geraldo Alckmin à reeleição com 1,5 ponto à frente. Na tempestade de informações e ‘fake news’ em que a disputa presidencial se transformou, esse dado da pesquisa que se mostrou de alta precisão é, neste momento, o mais importante a ser considerado. Precisamente porque sustenta, para quem gosta de se pautar pelos levantamentos de opinião, a virada que está em pleno curso, a olhos vistos.
“O Lula não perdeu o seu eleitor, este é que, simplesmente, não foi votar no primeiro turno”, explica o diretor do Vox, Alberto Barros. Para este segundo turno, o estatístico diz que o presidente e seu vice estão seguindo pelo caminho certo para encontrar o votante que ficou ausente. “A chapa sabe onde estão as suas bases: no Nordeste, nas mulheres e nos católicos. É aí que está intensificando a campanha.”
Um dado novo, que tem gerado cenas espetaculares em diferentes grandes cidades do País, vem dos estudantes universitários. Aos milhares, em manifestações com o sentido de defender o ensino, tal qual o conhecemos, frente ao projeto que prega a ignorância, eles têm feito os atos mais numerosas da história do aguerrido estudantil brasileiro. Cada um deles têm pai, mãe, irmãos, parentes, amigos que igualmente podem se sensibilizar pela causa. O vermelho dos comícios pró-Lula do primeiro tempo, organizados pelo PT, ganharam cores múltiplas. Completam-se. Trata-se de uma soma – sim, uma ampliação – sobre o que se viu no segundo turno.
A esperança está no ar. A campanha de Lula melhorou. Tem agora até um pequeno jingle alegre, usa a palavra mudança, que entra em voga em toda eleição, e também termos como prosperidade, olha só. Algo aconteceu lá dentro a partir do que tivemos aqui fora. O vice-presidente passou a ter mais voz, e bem disse Geraldo Alckmin neste sábado: “Eu governei São Paulo por quatro vezes, o presidente Lula governou o Brasil por três vezes, nós temos a experiência para fazer as mudanças necessárias com segurança e tranquilidade”, nessa linha.
O quadro está entrando nos eixos. Lula-Alckmin se aprumou e cresce; o outro lado ainda tenta se encontrar. A malandragem continua lá. A Polícia Federal recolheu nada menos que R$ 27 milhões de reais destinados à compra de votos no primeiro turno. Táticas desonestas desse tipo podem se repetir. É de se acreditar que o governo reforce as providências para que a disputa seja limpa no momento decisivo do voto. As chances de salvar o Brasil do desastre prometido pelo bolsonarismo estão em alta.