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O deputado estadual oficializou a sua desfiliação do Podemos nesta terça-feira (8/3) e Moro continua determinado a manter sua aliança com o MBL, onde surgiu Arthur do Val. Uma fonte ligada ao Podemos garante que o ex-juiz acredita que o episódio deve ser superado e que ele quer seguir com os integrantes do movimento em seu palanque até o final.
A decisão divide congressistas do Podemos. Muitos acreditam não ser possível dissociar a imagem de Arthur do Val ao MBL e que essa aliança deve trazer mais perdas do que ganhos. Vale lembrar que o deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP), outro grande nome do movimento, também foi alvo de críticas em fevereiro, após falar no podcast “Flow”, que o nazismo não deveria ter sido criminalizado na Alemanha.
O Correio procurou o deputado estadual Arthur do Val para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação da matéria. O deputado Kim Kataguiri também foi procurado para comentar o caso, mas preferiu não se manifestar. No Twitter, o parlamentar compartilhou texto contra o “cancelamento” do colega de movimento.
O presidente do Podemos no Paraná e líder do partido no Senado, o senador Álvaro Dias comemorou a desfiliação de Arthur do Val da sigla.
Candidatura enfraquecida
Na avaliação do cientista político Ismael Almeida, as polêmicas recentes devem respingar na candidatura de Moro. “Sem dúvida o impacto das declarações sexistas do Artur Val vai ser muito grande na pré-candidatura do Moro, isso inclusive já está acontecendo”, afirmou.
Para o especialista, será difícil separar a imagem do MBL da campanha presidencial do Podemos. “Até por declarações que ele deu quando aconteceu a entrada do movimento na sua campanha, de que o apoio de que o apoio do movimento seria até mais importante do que de partidos. Então ele fez questão de amarrar bem a sua figura a esse movimento, que até então tinha o seu lugar ao sol nessa questão de mobilização política. Agora fica difícil de descolar a imagem, quando um fato como esse ocorre”, analisou Almeida.
O cientista político André César, da consultoria Hold, avalia que a aproximação de Moro com o MBL se deu por uma dificuldade do ex-juiz e sua sigla em atrair alianças que fortaleçam sua candidatura. “Essa aproximação foi atabalhoada, vamos dizer assim. Ele viu uma tábua passando no meio do mar, se apoiou nela, mas a tábua estava lixada. Agora, descolar a imagem dele é difícil”, afirmou.
Carta de desculpas
Em carta enviada aos gabinetes dos deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Arthur do Val pediu desculpas aos colegas pelas falas sexistas ditas por ele. O parlamentar ainda disse que, a cassação do mandado é uma medida "excessiva".
“Assumo e entendo a necessidade desta Casa em aplicar-me uma punição. É justo e necessário, entretanto, peço encarecidamente que considere a ausência de dolo e de dano a terceiros na dosimetria da pena. Se de um lado a punição é necessária, de outro, a cassação se faz excessiva. Acredito que essa Casa terá a serenidade para aplicar uma pena justa, como suas tradições sempre mostraram”.
No texto encaminhado nesta terça-feira (8/3), Arthur também disse que não vai concorrer a um novo mandato nas próximas eleições.
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O cientista político André César, da consultoria Hold, avalia que a aproximação de Moro com o MBL se deu por uma dificuldade do ex-juiz e sua sigla em atrair alianças que fortaleçam sua candidatura. “Essa aproximação foi atabalhoada, vamos dizer assim. Ele viu uma tábua passando no meio do mar, se apoiou nela, mas a tábua estava lixada. Agora, descolar a imagem dele é difícil”, afirmou.
Carta de desculpas
Em carta enviada aos gabinetes dos deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Arthur do Val pediu desculpas aos colegas pelas falas sexistas ditas por ele. O parlamentar ainda disse que, a cassação do mandado é uma medida "excessiva".
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No texto encaminhado nesta terça-feira (8/3), Arthur também disse que não vai concorrer a um novo mandato nas próximas eleições.