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Nas redes sociais, o ex-juiz Sergio Moro (PL-PR) e o ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo) decidiram se juntar a TV Globo, que vem sendo acusada de propagar ataques contra o governo Lula, e estão defendendo uma tese de Gerson Camarotti, analista política da GloboNews, que tenta ligar a ascensão de Daniel Vorcaro ao que ele classifica como “desmonte da Lava Jato”.
Em seguida, Sergio Moro compartilhou a tese nas redes afirmando que Daniel Vorcaro ascendeu pelo vazio deixado pela operação: “O desmonte da Lava Jato abriu os portões do inferno para a volta da roubalheira sem pudor”, disse. A tese do jornalista da TV Globo foi prontamente compartilhada por Deltan Dallagnol nas redes sociais.
No entanto, Moro ignorou o fato que teve aval do Banco Central de Roberto Campos Neto para criar o Banco Master em 2019, quando ele era ministro da Justiça do então governo Jair Bolsonaro.
No X (antigo Twitter), internautas rebateram publicações de Moro sobre o assunto, classificando a Lava Jato como 'farsa' e relembrando que na época da operação, a emissora carioca teria 'usado' o juiz para criar narrativas negativas contra o Partido dos Trabalhadores. Um internauta relembrou entrevista com 'bajulação' de Camarotti para Moro, defendendo a Lava Jato: "A Globo acha que esquecemos que eles tentaram usar a Lava Jato para afundar o PT. Lava-Jato foi um farsa. Tanto é, que o Valdemar Costa Neto estava envolvido na operação, mas apenas citam a esquerda. Valdemar é líder do PL, partido de Bolsonaro, no qual Moro se filiou", disse um.
"Você é aliado do mesmo grupo político que acabou com a Lava-Jato, está se fazendo de besta senador?", questionou outro. "O mais triste para mim é ver o senhor senador ao lado justamente das pessoas, ou melhor, da família que promoveu esse desmonte. Sei que busca preservar capital político e apoio, mas ao se aliar aos Bolsonaros você destruiu sua história. Sua covardia foi maior. Lamentável", destacou internauta.
Globo usa filho para desgastar Lula
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a TV Globo está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula, que tentará seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro, onde provavelmente Flávio Bolsonaro (PL) estará entre os candidatos.
Em entrevista à 'Revista Fórum', Carvalho comentou a edição da noite anterior do Jornal Nacional, que dedicou boa parte do telejornal para exibir reportagem baseada a partir de "uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens".
Horas depois, Flávio Bolsonaro, que criticou a emissora muitas vezes a chamando de 'GloboLixo', compartilhou em suas redes a reportagem na íntegra, mostrando um alinhamento com a emissora.
O advogado destacou que como a oposição não tem um projeto para o país, que a emissora então armou uma estratégia para bater no governo de outra forma. Para ele, a Globo se associar ao bolsonarismo, remete aos tempos 'tenebrosos' da Lava Jato, quando a força tarefa comandada por Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) – candidatos de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado e ao Senado no Paraná – mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.
"A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção", afirmou Carvalho.
Segundo ele, o método usa novamente vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que está alinha ao bolsonarismo. O advogado antecipou à Fórum que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações sobre esses vazamentos.
"Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram", disse.
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Em seguida, Sergio Moro compartilhou a tese nas redes afirmando que Daniel Vorcaro ascendeu pelo vazio deixado pela operação: “O desmonte da Lava Jato abriu os portões do inferno para a volta da roubalheira sem pudor”, disse. A tese do jornalista da TV Globo foi prontamente compartilhada por Deltan Dallagnol nas redes sociais.
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No X (antigo Twitter), internautas rebateram publicações de Moro sobre o assunto, classificando a Lava Jato como 'farsa' e relembrando que na época da operação, a emissora carioca teria 'usado' o juiz para criar narrativas negativas contra o Partido dos Trabalhadores. Um internauta relembrou entrevista com 'bajulação' de Camarotti para Moro, defendendo a Lava Jato: "A Globo acha que esquecemos que eles tentaram usar a Lava Jato para afundar o PT. Lava-Jato foi um farsa. Tanto é, que o Valdemar Costa Neto estava envolvido na operação, mas apenas citam a esquerda. Valdemar é líder do PL, partido de Bolsonaro, no qual Moro se filiou", disse um.
"Você é aliado do mesmo grupo político que acabou com a Lava-Jato, está se fazendo de besta senador?", questionou outro. "O mais triste para mim é ver o senhor senador ao lado justamente das pessoas, ou melhor, da família que promoveu esse desmonte. Sei que busca preservar capital político e apoio, mas ao se aliar aos Bolsonaros você destruiu sua história. Sua covardia foi maior. Lamentável", destacou internauta.
Globo usa filho para desgastar Lula
O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a TV Globo está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula, que tentará seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro, onde provavelmente Flávio Bolsonaro (PL) estará entre os candidatos.
Em entrevista à 'Revista Fórum', Carvalho comentou a edição da noite anterior do Jornal Nacional, que dedicou boa parte do telejornal para exibir reportagem baseada a partir de "uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens".
Horas depois, Flávio Bolsonaro, que criticou a emissora muitas vezes a chamando de 'GloboLixo', compartilhou em suas redes a reportagem na íntegra, mostrando um alinhamento com a emissora.
O advogado destacou que como a oposição não tem um projeto para o país, que a emissora então armou uma estratégia para bater no governo de outra forma. Para ele, a Globo se associar ao bolsonarismo, remete aos tempos 'tenebrosos' da Lava Jato, quando a força tarefa comandada por Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) – candidatos de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado e ao Senado no Paraná – mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.
"A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção", afirmou Carvalho.
Segundo ele, o método usa novamente vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que está alinha ao bolsonarismo. O advogado antecipou à Fórum que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações sobre esses vazamentos.
"Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram", disse.