Candidata ao Senado na chapa das federações PT/PCdoB/PV e PSOL/Rede e PSB, Marília Campos (PT) foi a primeira a discursar em ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira (21/8), na Praça da Estação, em Belo Horizonte. A ex-prefeita de Contagem disse que quer atuar como representante dos municípios e “porta-voz das mulheres” no Senado. 

O evento foi organizado para lançar a candidatura de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais na primeira vinda de Lula ao estado nesta campanha eleitoral. 

Marília não citou a candidata Áurea Carolina (PSOL), que também disputa uma das duas vagas ao Senado pela chapa. Nas eleições deste ano, o eleitor mineiro escolherá dois senadores. Já Áurea citou Marília algumas vezes no discurso, e pediu o público para eleger “duas mulheres de luta ao Senado”.

Durante a fala, Marília destacou a diversidade de Minas Gerais e disse ter percebido, ao percorrer o estado durante a pré-campanha, o “empobrecimento” de diferentes regiões. Segundo ela, o problema seria resultado do abandono por parte de governos que, em sua avaliação, apareceram nos municípios apenas durante períodos eleitorais.

Ela citou como prioridades a recuperação das estradas, a ampliação do acesso à água no Norte de Minas, investimentos em saúde e a garantia de institutos federais no estado. Marília também defendeu uma atuação conjunta entre Lula, caso seja reeleito, e Patrus, se eleito governador.

“Patrus governador, dando as mãos pra Lula presidente, vamos poder trazer mais desenvolvimento em Minas para reduzir a desigualdade em Minas Gerais”, afirmou.

Riquezas minerais

A candidata também falou sobre a exploração das riquezas minerais do estado. Para Marília, Minas Gerais possui grande riqueza mineral, mas os recursos não têm sido utilizados de forma eficiente para promover o desenvolvimento estadual e nacional.

“Essa é uma oportunidade histórica porque somos um estado muito rico, as nossas riquezas minerais são muito grandes, só que a nossa riqueza mineral não está sendo utilizada pra garantir o desenvolvimento do nosso estado e do nosso pais”, disse.

Mulheres na política

A participação das mulheres na política foi outro ponto central do discurso. Marília afirmou que, em 202 anos de Senado, Minas Gerais elegeu apenas uma mulher para a Casa, a ex-senadora Júnia Marise.

“Eu quero ser eleita senadora também para representar a luta das mulheres, mas não apenas para representar. Quando ocupamos espaços de poder, a gente transforma”, declarou.

Na sequência, ela defendeu o combate à discriminação, ao preconceito e à violência contra as mulheres. Marília citou o número de 175 vítimas de feminicídio em Minas Gerais em 2025.

“Parem de matar as nossas mulheres. E eu quero, no Senado Federal, também abraçar essa luta”, afirmou. Ela também defendeu a igualdade entre homens e mulheres.

Ao final, Marília associou sua candidatura ao projeto político de Lula e Patrus e disse ter convicção de que o presidente será reeleito. Ela afirmou que, juntos, os dois poderiam ampliar políticas públicas para os municípios e cidades mineiras.

Para a candidata, as eleições também envolvem uma disputa sobre o modelo de democracia e a soberania nacional. “Nós estamos disputando o projeto de democracia, nós estamos disputando a soberania nacional”, afirmou. Antes da entrada dos candidatos, o público estendeu uma bandeira gigante do Brasil.

Marília encerrou o discurso convocando os apoiadores a participarem da campanha. “Eu conclamo todos que estão aqui a entrar nessa campanha de lutas pra fazer Lula presidente e Patrus governador”, disse.