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string(101) "Lula reforça importância do investimento na agricultura familiar em lançamento de novo Plano Safra"
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string(7440) "Brasil247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com R$ 85,2 bilhões em crédito rural para financiar produtores em todo o país. O novo pacote prevê juros entre 0,5% e 7,5% ao ano no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com foco no aumento da produção de alimentos, na modernização do campo e no fortalecimento da soberania alimentar.
Em discurso durante a cerimônia, Lula defendeu que agricultores e agricultoras familiares utilizem integralmente os recursos colocados à disposição, afirmando que a execução do crédito será decisiva para ampliar o orçamento em ciclos futuros. “Usem tudo que está disponibilizado. Porque se vocês utilizarem, será mais fácil a gente fazer aparecer mais dinheiro”, disse o presidente.
Lula afirmou que a redução dos juros para a agricultura familiar foi resultado de negociação dentro do governo, envolvendo a equipe econômica e a Casa Civil. O presidente destacou que o crédito anunciado precisa chegar de fato aos produtores, sem entraves bancários ou falhas de informação. “Quando a gente anuncia que tem tantos bilhões disponibilizados, é para vocês saberem que nós queremos emprestar”, afirmou.
O presidente também cobrou fiscalização social sobre a execução do Plano Safra. Segundo ele, agricultores, movimentos sociais e entidades do campo devem denunciar dificuldades de acesso ao financiamento, especialmente quando bancos impuserem obstáculos ao crédito prometido. “Quem fiscaliza este Plano Safra são vocês”, declarou.
Lula ressaltou que o plano ficará em vigor até junho de 2027 e disse que a utilização plena dos recursos será argumento para ampliar o volume de crédito no próximo ciclo. “Até junho do ano que vem, vocês têm que ter utilizado todo esse recurso. Porque quando a gente estiver preparando o outro, a gente vai ter que saber que vai ter que colocar mais dinheiro”, afirmou.
Ao comentar a política de juros do programa, o presidente disse que a redução das taxas é uma disputa permanente no país. Em tom informal, Lula brincou com integrantes da equipe econômica e afirmou que o esforço para baratear o crédito rural é fundamental para dar condições reais de investimento aos pequenos produtores. “Vocês não têm noção da briga que é para a gente reduzir essa coisa chamada taxa de juros”, disse.
O presidente associou o crédito à agricultura familiar ao dinamismo da economia local. Para Lula, quando o recurso chega ao pequeno produtor, o dinheiro circula nas comunidades, movimenta o comércio, aumenta a demanda por serviços e gera empregos. “Se o pequeno tem dinheiro, ele não vai comprar dólar. Ele vai utilizar aquele dinheiro em benefício da família”, afirmou.
Lula citou como exemplos de uso do crédito a compra de equipamentos, motores, bombas, animais e máquinas agrícolas. Segundo ele, a circulação de renda nas pequenas propriedades fortalece mercados locais e estimula a cadeia produtiva. “Ele vai comprar comida, ele vai comprar uma máquina, ele vai comprar um motor, ele vai comprar uma bomba, ele vai comprar uma vaquinha, ele vai comprar uma cabrinha”, declarou.
O presidente também defendeu a expansão do programa Mais Alimentos, criado em 2008, e afirmou que a mecanização da agricultura familiar pode estimular a indústria nacional. Lula disse que o Brasil deve produzir máquinas para atender o campo brasileiro e também ampliar a presença em mercados da África e da América Latina.
No discurso, Lula vinculou a política agrícola à soberania alimentar. Ele afirmou que a capacidade de produzir alimentos é estratégica para qualquer país e relatou uma conversa com o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez sobre o tema. “Você sabia que a melhor arma que um país tem que ter é alimento?”, disse Lula, ao relembrar o episódio. “Nós temos que ter soberania alimentar.”
Além do crédito rural, o presidente abordou problemas estruturais enfrentados por famílias de baixa renda no campo e nas cidades. Lula citou a existência de milhões de famílias sem banheiro no Brasil e disse ter cobrado a criação de linhas de financiamento para reformas habitacionais. “Eu sei o que é fazer as necessidades num buraco feito no chão. Porque eu fiz isso durante muito tempo”, afirmou.
Lula também mencionou o programa Luz para Todos, lançado em 2004, ao defender que políticas públicas precisam chegar aos territórios mais isolados. Para o presidente, a denúncia de falhas de acesso a serviços básicos é essencial para que o governo possa corrigir lacunas. “Se vocês não denunciarem, a gente pensa que está tudo maravilhosamente bem”, declarou.
Na parte final do discurso, Lula prestou solidariedade ao povo da Venezuela após relatar dados sobre um terremoto no país, com mortos, feridos, desabrigados e prédios afetados. O presidente pediu um minuto de silêncio e afirmou que o Brasil prestará apoio humanitário dentro de suas possibilidades. “O Brasil fará tudo o que tiver ao nosso alcance para prestar solidariedade ao povo da Venezuela”, disse.
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Em discurso durante a cerimônia, Lula defendeu que agricultores e agricultoras familiares utilizem integralmente os recursos colocados à disposição, afirmando que a execução do crédito será decisiva para ampliar o orçamento em ciclos futuros. “Usem tudo que está disponibilizado. Porque se vocês utilizarem, será mais fácil a gente fazer aparecer mais dinheiro”, disse o presidente.
Lula afirmou que a redução dos juros para a agricultura familiar foi resultado de negociação dentro do governo, envolvendo a equipe econômica e a Casa Civil. O presidente destacou que o crédito anunciado precisa chegar de fato aos produtores, sem entraves bancários ou falhas de informação. “Quando a gente anuncia que tem tantos bilhões disponibilizados, é para vocês saberem que nós queremos emprestar”, afirmou.
O presidente também cobrou fiscalização social sobre a execução do Plano Safra. Segundo ele, agricultores, movimentos sociais e entidades do campo devem denunciar dificuldades de acesso ao financiamento, especialmente quando bancos impuserem obstáculos ao crédito prometido. “Quem fiscaliza este Plano Safra são vocês”, declarou.
Lula ressaltou que o plano ficará em vigor até junho de 2027 e disse que a utilização plena dos recursos será argumento para ampliar o volume de crédito no próximo ciclo. “Até junho do ano que vem, vocês têm que ter utilizado todo esse recurso. Porque quando a gente estiver preparando o outro, a gente vai ter que saber que vai ter que colocar mais dinheiro”, afirmou.
Ao comentar a política de juros do programa, o presidente disse que a redução das taxas é uma disputa permanente no país. Em tom informal, Lula brincou com integrantes da equipe econômica e afirmou que o esforço para baratear o crédito rural é fundamental para dar condições reais de investimento aos pequenos produtores. “Vocês não têm noção da briga que é para a gente reduzir essa coisa chamada taxa de juros”, disse.
O presidente associou o crédito à agricultura familiar ao dinamismo da economia local. Para Lula, quando o recurso chega ao pequeno produtor, o dinheiro circula nas comunidades, movimenta o comércio, aumenta a demanda por serviços e gera empregos. “Se o pequeno tem dinheiro, ele não vai comprar dólar. Ele vai utilizar aquele dinheiro em benefício da família”, afirmou.
Lula citou como exemplos de uso do crédito a compra de equipamentos, motores, bombas, animais e máquinas agrícolas. Segundo ele, a circulação de renda nas pequenas propriedades fortalece mercados locais e estimula a cadeia produtiva. “Ele vai comprar comida, ele vai comprar uma máquina, ele vai comprar um motor, ele vai comprar uma bomba, ele vai comprar uma vaquinha, ele vai comprar uma cabrinha”, declarou.
O presidente também defendeu a expansão do programa Mais Alimentos, criado em 2008, e afirmou que a mecanização da agricultura familiar pode estimular a indústria nacional. Lula disse que o Brasil deve produzir máquinas para atender o campo brasileiro e também ampliar a presença em mercados da África e da América Latina.
No discurso, Lula vinculou a política agrícola à soberania alimentar. Ele afirmou que a capacidade de produzir alimentos é estratégica para qualquer país e relatou uma conversa com o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez sobre o tema. “Você sabia que a melhor arma que um país tem que ter é alimento?”, disse Lula, ao relembrar o episódio. “Nós temos que ter soberania alimentar.”
Além do crédito rural, o presidente abordou problemas estruturais enfrentados por famílias de baixa renda no campo e nas cidades. Lula citou a existência de milhões de famílias sem banheiro no Brasil e disse ter cobrado a criação de linhas de financiamento para reformas habitacionais. “Eu sei o que é fazer as necessidades num buraco feito no chão. Porque eu fiz isso durante muito tempo”, afirmou.
Lula também mencionou o programa Luz para Todos, lançado em 2004, ao defender que políticas públicas precisam chegar aos territórios mais isolados. Para o presidente, a denúncia de falhas de acesso a serviços básicos é essencial para que o governo possa corrigir lacunas. “Se vocês não denunciarem, a gente pensa que está tudo maravilhosamente bem”, declarou.
Na parte final do discurso, Lula prestou solidariedade ao povo da Venezuela após relatar dados sobre um terremoto no país, com mortos, feridos, desabrigados e prédios afetados. O presidente pediu um minuto de silêncio e afirmou que o Brasil prestará apoio humanitário dentro de suas possibilidades. “O Brasil fará tudo o que tiver ao nosso alcance para prestar solidariedade ao povo da Venezuela”, disse.