Brasil247 – O presidente Lula (PT) declarou que deseja um quarto mandato presidencial para dar continuidade aos projetos de desenvolvimento social e infraestrutura no país. O discurso ocorreu durante evento de campanha realizado no Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, conhecido como Estádio de Moça Bonita, no bairro de Bangu, zona oeste da capital fluminense. Diante de um público que lotou as dependências do estádio, Lula esteve acompanhado de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do estado, além de apoiadores e lideranças partidárias.

Em sua fala, Lula abordou a motivação de sua trajetória política e rebateu críticas à sua permanência na vida pública. “Sou o homem que mais vezes presidiu esse país. Por que o Lula é candidato outra vez? Não sou porque eu quero ser. O meu candidato são vocês, é o povo brasileiro. Se não fosse vocês eu não seria nada. Como um homem que nasceu numa cidade pequena do Nordeste, onde crianças morriam antes de completarem cinco anos de idade, um homem que não teve a chance de estudar, chegou a ser três vezes presidente da República? É um milagre. Deus criou vocês e vocês me criaram. Eu sou um retrato fiel daquilo que vocês são”, afirmou o presidente.

Alianças locais e cenário político fluminense

Lula aproveitou a agenda no Rio de Janeiro para enfatizar a importância da aliança com Eduardo Paes e esclarecer a relação com aliados da chapa, citando nominalmente Pedro Paulo (PSD), candidato a senador. O presidente destacou que as escolhas políticas do grupo prioritariamente buscam o fortalecimento do estado. “O Eduardo Paes achava que eu não gostava do Pedro Paulo. Ele nunca me fez nada. Por que eu haveria de não gostar? ‘Ah, falaram isso dele, falaram…’. Veja, não está em jogo minha relação de amizade com quer que seja. O que está em jogo é escolher quem será melhor para o Rio de Janeiro. Quem vai ser eleito para ajudar o Rio e ajudar a governar o Brasil. O Pedro Paulo merece toda minha confiança e temos que votar no 555, junto com 131, para fazer a melhor bancada que o Rio de Janeiro já teve”, disse.

O presidente também tratou da necessidade de mudar a imagem do estado no cenário nacional. “A gente tem que votar porque o Rio de Janeiro precisa sair das capas dos jornais, das páginas policiais, e voltar para a página política. Eu estarei empenhado de corpo e alma para que você tenha oportunidade de dar sequência”, afirmou Lula a Eduardo Paes. Na mesma ocasião, fez menção à atuação do atual governador Ricardo Couto no combate a irregularidades na administração estadual: “Estava na hora de alguém moralizar esse estado. E eu queria dar aos parabéns ao Ricardo Couto, porque ele está fazendo uma limpeza que você vai ter que continuar quando ganhar as eleições.”

Metas para a educação e programas sociais

Ao pedir que a população analise a história do país e os avanços em inclusão social desde a proclamação da República, Lula colocou a educação como o pilar central de um eventual novo mandato. “Estudem a história. Peguem desde a proclamação da República e analisem o que fizeram de inclusão social todos os presidentes. A gente tem que votar em pessoas que a gente sabe que vão devolver em leis e atitudes para melhorar a vida da gente. Por isso eu quero um quarto mandato, para acabar uma obra. A primeira obra, ajudar você a reconstruir o Rio de Janeiro. No dia da votação, vocês vão saber que, além de votar pela família de vocês, estão votando para dar uma chance para o Rio”, enfatizou.

Entre as propostas apresentadas para o setor educacional, Lula detalhou a meta de implementar o ensino em tempo integral em toda a rede pública nacional, além do fortalecimento das universidades e Institutos Federais. “E eu tenho algumas coisas para fazer daqui para frente. A primeira é continuar fortalecendo a educação. Vamos colocar nesse país escolas de tempo integral em toda escola pública. As crianças vão ficar o dia inteiro na escola, para dar tranquilidade aos pais e mães. E essas crianças vão ter muito mais aula, inclusive na parte cultural. Vamos continuar fazendo institutos federais, porque queremos uma revolução na educação. Ou a gente investe em educação hoje, ou vai ter que investir em cadeia amanhã”, projetou.

O presidente ressaltou ainda o papel de programas de permanência estudantil, como o Pé de Meia, que visa combater a evasão escolar decorrente da necessidade de inserção precoce no mercado de trabalho. “Vamos continuar fazendo universidade, instituto federal, escola de tempo integral, e o Pé de Meia, que a gente fez para evitar que os meninos desistissem da escola para trabalhar. Graças a Deus tem quase 700 mil crianças no Pé de Meia”, concluiu.