BRASÍLIA - Líder nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado se expor em debates, sabatinas e entrevistas a veículos de imprensa nas primeiras semanas de sua campanha à reeleição, em contraste com a maioria dos candidatos à Presidência da República.

As últimas três entrevistas concedidas pelo petista foram a podcasts, em formatos que fogem de uma sabatina convencional e nos quais parte das perguntas versavam sobre temas pessoais - ainda que, em alguns momentos, Lula tenha sido questionado sobre assuntos mais sensíveis, como a investigação que mira seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Lula já indicou que não irá participar do primeiro debate entre os presidenciáveis, marcado para o próximo domingo (23/8), na "Band". Ele deve ser acompanhado por seu principal concorrente, Flávio Bolsonaro (PL). Com isso, o debate deve ter apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).

Nesta terça-feira (18/8), Lula cumpriu agendas no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, onde fez uma série de reuniões com ministros e outros auxiliares. A cerca de um quilômetro dali, em um hotel de luxo de Brasília, os demais candidatos participavam de sabatinas organizadas pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). O petista também não vem marcando presença em eventos de associações e entidades voltados aos presidenciáveis.

As primeiras viagens de Lula no período oficial de campanha também constam apenas como agendas institucionais. Foi o caso da visita a um navio-sonda da Petrobras na segunda-feira (17/8), no Amapá, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na quarta-feira (19), o petista visita o Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó (SP), acompanhado de ministros.