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O presidente da Câmara de Belo Horizonte, Juliano Lopes (Podemos), pediu nesta quinta-feira (20/2) que o prefeito licenciado Fuad Noman (PSD) "tome uma decisão" com relação ao seu cargo de chefe do Executivo municipal.

Em reunião com alguns comerciantes da Região Central da capital mineira, Juliano ressaltou que o prefeito em exercício, Álvaro Damião (União Brasil), não teria poder para tomar decisões no atual cenário, dando a entender que Fuad deveria decidir logo se renuncia ou não.

“Até 5 de março (fim da licença), temos certeza de que ele não vai voltar. Temos no poder um vice-prefeito que não tem tinta na caneta, e a população precisa de ações da prefeitura, as coisas precisam ser definidas”, afirmou Lopes.

Fuad Noman está afastado de suas funções desde 3 de janeiro, quando foi internado para tratar de um quadro de pneumonia. Ele segue em tratamento médico no Hospital Mater Dei, na capital mineira, e já está na quarta licença médica desde 23 de novembro do ano passado.

“Torço para que rápido, bem rápido, o prefeito de Belo Horizonte se estabeleça ou tome uma decisão, porque nós precisamos de uma decisão”, pontuou o presidente da Câmara.

O pessedista está no período mais longo de hospitalização já tendo sido entubado em duas oportunidades e passado por uma traqueostomia.

Fuad Noman foi reeleito no segundo turno e passou a campanha aliando compromissos eleitorais com o tratamento contra um linfoma não-Hodgkin. Ganhador no pleito e com o câncer vencido, o pessedista passou por complicações de saúde relacionadas ao tratamento oncológico.

O prefeito esteve internado entre 23 e 28 de novembro com dores nas pernas causadas por uma neuropatia periférica; entre 6 e 14 de dezembro, ele voltou à UTI para tratar sinusite e pneumonia; e entre 19 e 23 de dezembro, o prefeito deu nova entrada no Mater Dei para tratar um quadro de diarreia e sangramento intestinal.

Empossado de forma remota no primeiro dia do ano, Fuad se licenciou do cargo para se dedicar aos cuidados com a saúde em janeiro.