array(31) {
["id"]=>
int(155962)
["title"]=>
string(87) "Janones é alvo da oposição após suspeita de 'rachadinha', e PGR analisa acusações"
["content"]=>
string(5873) "BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A PGR (Procuradoria-Geral da República) analisa representações contra o deputado André Janones (Avante-MG), acusado por assessores de operar um esquema de "rachadinha" em seu gabinete a partir de 2019, quando tomou posse no primeiro mandato na Câmara.
Um áudio atribuído ao parlamentar mostra ele cobrando parte dos salários de assessores. O registro, de 2019, foi divulgado nesta segunda (27) pelo site Metrópoles.
As representações foram enviadas à PGR por adversários de Janones no Congresso Nacional e entregues à assessoria criminal de Elizeta Ramos, procuradora-geral da República interina.
Nas redes sociais e em entrevistas nesta segunda e terça, o deputado negou ter promovido "rachadinha", afirmando que pediu contribuições a amigos, que viriam a se tornar seus assessores, para quitar dívidas assumidas em conjunto nas eleições de 2016.
Disse ainda que não considera sua atitude ilícita e que, de qualquer forma, a devolução de parte dos salários dos assessores acabou não ocorrendo por orientação jurídica que recebeu. Na campanha de 2022, Janones liderou ações nas redes digitais para a eleição do hoje presidente Lula (PT).
A PGR fará uma análise preliminar das representações e, se identificar indícios de irregularidades, pedirá a abertura de inquérito ao STF (Supremo Tribunal Federal). No âmbito da corte, no entanto, as acusações contra o parlamentar já tramitam desde maio. O relator é o ministro Luiz Fux.
Assina também uma dessas representações o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR), que teve o mandado cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio.
Ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan defende que seja instaurada investigação para apurar possível prática dos crimes de peculato, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, organização criminosa e caixa 2 eleitoral.
Entre outras diligências, ele pede que a Procuradoria acione o Coaf para a obtenção de informações sobre movimentações financeiras atípicas de Janones e de todos os servidores lotados em seu gabinete ou já exonerados da Câmara, além da quebra de sigilos bancário.
Na gravação, Janones diz que usaria o dinheiro para pagar prejuízos de uma campanha de 2016 ao cargo de prefeito de Ituiutaba (MG).
O áudio, segundo a reportagem do site, foi gravado por um ex-assessor, e a conversa ocorreu dentro de uma sala de reuniões na Câmara dos Deputados.
Na conversa, Janones diz que "algumas pessoas" do núcleo de funcionários dele receberiam um valor maior do que o normal de salário. O valor seria repassado para ele para abater o prejuízo de R$ 675 mil na campanha de 2016. Naquele pleito para prefeito, Janones teve 13.759 votos, ficando em segundo lugar, com 24,4%, atrás do candidato Fued Dib (PMDB), que teve 29.388 votos.
Janones nega no áudio que esteja cometendo um ato de corrupção. Ele fala aos assessores que o repasse "não é segredo" e que "não tem problema ninguém saber".
Afirma que perdeu uma casa, um carro, poupança e previdência privada na corrida eleitoral e que não "entristeceria um milímetro" se perdesse o mandato por alguma denúncia.
"Não é [corrupção], porque o 'devolver salário' você manda na minha conta e eu faço o que quiser. São simplesmente algumas pessoas que eu confio e que participaram comigo em 2016, e que eu acho que elas entendem que realmente o meu patrimônio foi todo dilapidado. Eu perdi uma casa de R$ 380 mil, um carro, uma poupança de R$ 200 mil e uma previdência de R$ 70 mil. Eu acho justo que essas pessoas também hoje participem comigo dessa reconstrução disso", afirma na gravação.
"
["author"]=>
string(10) "FOLHAPRESS"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(610139)
["filename"]=>
string(14) "janonespgr.jpg"
["size"]=>
string(6) "188692"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(20) "politicaa/iinternas/"
}
["image_caption"]=>
string(27) " © Reprodução / Facebook"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(50) "O deputado negou ter promovido "rachadinha"
"
["author_slug"]=>
string(10) "folhapress"
["views"]=>
int(173)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(78) "janones-e-alvo-da-oposicao-apos-suspeita-de-rachadinha-e-pgr-analisa-acusacoes"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2023-11-29 13:38:18.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2023-11-29 13:38:18.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2023-11-29T13:40:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(34) "politicaa/iinternas/janonespgr.jpg"
}
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A PGR (Procuradoria-Geral da República) analisa representações contra o deputado André Janones (Avante-MG), acusado por assessores de operar um esquema de "rachadinha" em seu gabinete a partir de 2019, quando tomou posse no primeiro mandato na Câmara.
Um áudio atribuído ao parlamentar mostra ele cobrando parte dos salários de assessores. O registro, de 2019, foi divulgado nesta segunda (27) pelo site Metrópoles.
As representações foram enviadas à PGR por adversários de Janones no Congresso Nacional e entregues à assessoria criminal de Elizeta Ramos, procuradora-geral da República interina.
Nas redes sociais e em entrevistas nesta segunda e terça, o deputado negou ter promovido "rachadinha", afirmando que pediu contribuições a amigos, que viriam a se tornar seus assessores, para quitar dívidas assumidas em conjunto nas eleições de 2016.
Disse ainda que não considera sua atitude ilícita e que, de qualquer forma, a devolução de parte dos salários dos assessores acabou não ocorrendo por orientação jurídica que recebeu. Na campanha de 2022, Janones liderou ações nas redes digitais para a eleição do hoje presidente Lula (PT).
A PGR fará uma análise preliminar das representações e, se identificar indícios de irregularidades, pedirá a abertura de inquérito ao STF (Supremo Tribunal Federal). No âmbito da corte, no entanto, as acusações contra o parlamentar já tramitam desde maio. O relator é o ministro Luiz Fux.
Assina também uma dessas representações o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR), que teve o mandado cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio.
Ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan defende que seja instaurada investigação para apurar possível prática dos crimes de peculato, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, organização criminosa e caixa 2 eleitoral.
Entre outras diligências, ele pede que a Procuradoria acione o Coaf para a obtenção de informações sobre movimentações financeiras atípicas de Janones e de todos os servidores lotados em seu gabinete ou já exonerados da Câmara, além da quebra de sigilos bancário.
Na gravação, Janones diz que usaria o dinheiro para pagar prejuízos de uma campanha de 2016 ao cargo de prefeito de Ituiutaba (MG).
O áudio, segundo a reportagem do site, foi gravado por um ex-assessor, e a conversa ocorreu dentro de uma sala de reuniões na Câmara dos Deputados.
Na conversa, Janones diz que "algumas pessoas" do núcleo de funcionários dele receberiam um valor maior do que o normal de salário. O valor seria repassado para ele para abater o prejuízo de R$ 675 mil na campanha de 2016. Naquele pleito para prefeito, Janones teve 13.759 votos, ficando em segundo lugar, com 24,4%, atrás do candidato Fued Dib (PMDB), que teve 29.388 votos.
Janones nega no áudio que esteja cometendo um ato de corrupção. Ele fala aos assessores que o repasse "não é segredo" e que "não tem problema ninguém saber".
Afirma que perdeu uma casa, um carro, poupança e previdência privada na corrida eleitoral e que não "entristeceria um milímetro" se perdesse o mandato por alguma denúncia.
"Não é [corrupção], porque o 'devolver salário' você manda na minha conta e eu faço o que quiser. São simplesmente algumas pessoas que eu confio e que participaram comigo em 2016, e que eu acho que elas entendem que realmente o meu patrimônio foi todo dilapidado. Eu perdi uma casa de R$ 380 mil, um carro, uma poupança de R$ 200 mil e uma previdência de R$ 70 mil. Eu acho justo que essas pessoas também hoje participem comigo dessa reconstrução disso", afirma na gravação.