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string(5858) "BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para avançar na organização de uma reunião presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Republicano). O encontro deve ser realizado em Washington, em data ainda a ser definida
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Vieira e Rubio trataram de temas da relação entre os dois países, com destaque para questões comerciais e para a cooperação na área de segurança. A conversa ocorre em meio à intensificação do diálogo diplomático entre Brasília e Washington, após o telefonema entre Lula e Trump na semana passada.
Na última segunda-feira (26/1), os dois presidentes conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos. De acordo com o Palácio do Planalto, Lula e Trump abordaram a relação bilateral e a agenda global, além de trocar informações sobre as perspectivas das economias de Brasil e EUA. Trump afirmou que o crescimento dos dois países é positivo para a região como um todo.
Os presidentes também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. Lula defendeu a estabilidade regional e que qualquer iniciativa internacional tenha como foco o bem-estar do povo venezuelano. O telefonema marcou o primeiro contato entre os dois desde a ação dos EUA no país vizinho, que levou à retirada do poder do ditador Nicolás Maduro.
O governo brasileiro tem reiterado oposição a esse tipo de intervenção militar e defende que a soberania dos países seja respeitada. Na última semana, Lula criticou a postura do presidente republicano e afirmou que a América Latina “não vai abaixar a cabeça para ninguém”.
Durante a ligação, Lula e Trump acertaram a realização de um encontro presencial em Washington. A expectativa é que a visita ocorra após o carnaval, depois das viagens já previstas do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.
Apesar do avanço no diálogo, Lula não confirmou se participará do Conselho da Paz proposto por Trump. Ao comentar o convite, o presidente brasileiro sugeriu que o órgão se restrinja à discussão sobre Gaza e defenda a inclusão da Palestina, além de reiterar a necessidade de uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança.
Parte da diplomacia brasileira avalia que o Conselho da Paz pode funcionar, na prática, como uma espécie de “nova ONU”, esvaziando o papel das Nações Unidas e concentrando decisões estratégicas sob comando dos Estados Unidos. Na visão desses diplomatas, a iniciativa representa um risco ao multilateralismo e ao equilíbrio internacional.
Lula e Trump também destacaram o relacionamento construído nos últimos meses, que resultou na redução de parte das tarifas impostas a produtos brasileiros. Segundo a Presidência, Lula reiterou uma proposta enviada ao Departamento de Estado em dezembro para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado, com foco no enfrentamento à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do intercâmbio de dados financeiros.
Nesse contexto, a articulação conduzida por Mauro Vieira com Rubio faz parte de um esforço mais amplo do governo brasileiro para manter canais diplomáticos abertos com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que trata com cautela temas sensíveis, como a oposição brasileira a intervenções militares defendidas por Washington.
Em janeiro, Lula intensificou a ofensiva diplomática e realizou uma série de contatos com líderes estrangeiros. Ao longo do mês, o presidente manteve pelo menos 14 telefonemas e participou de três encontros bilaterais com chefes de Estado de diferentes espectros ideológicos. A estratégia é vista como uma tentativa de reposicionar o Brasil como um ator relevante no debate internacional.
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Na última segunda-feira (26/1), os dois presidentes conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos. De acordo com o Palácio do Planalto, Lula e Trump abordaram a relação bilateral e a agenda global, além de trocar informações sobre as perspectivas das economias de Brasil e EUA. Trump afirmou que o crescimento dos dois países é positivo para a região como um todo.
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Apesar do avanço no diálogo, Lula não confirmou se participará do Conselho da Paz proposto por Trump. Ao comentar o convite, o presidente brasileiro sugeriu que o órgão se restrinja à discussão sobre Gaza e defenda a inclusão da Palestina, além de reiterar a necessidade de uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança.
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Em janeiro, Lula intensificou a ofensiva diplomática e realizou uma série de contatos com líderes estrangeiros. Ao longo do mês, o presidente manteve pelo menos 14 telefonemas e participou de três encontros bilaterais com chefes de Estado de diferentes espectros ideológicos. A estratégia é vista como uma tentativa de reposicionar o Brasil como um ator relevante no debate internacional.