Brasil247 – A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez um duro alerta aos aposentados, trabalhadores e trabalhadoras brasileiros após as declarações do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que defendeu uma nova rodada de mudanças na Previdência e na legislação trabalhista em um eventual governo da oposição. As declarações de Marinho foram publicadas em entrevista concedida à Folha de S. Paulo.
Na avaliação de Gleisi, o discurso de Rogério Marinho deixa explícito que a direita pretende retomar um programa econômico que, segundo ela, significaria retirada de direitos, arrocho social e paralisação do desenvolvimento nacional. Ao mencionar a intenção de “revisitar a Previdência” e de promover novas alterações na legislação do trabalho, Marinho recoloca no centro do debate uma agenda que afeta diretamente aposentados, pensionistas e trabalhadores, num momento em que o governo do presidente Lula tem apostado na recuperação do crescimento, da renda e do emprego por meio da ampliação dos investimentos públicos.
A manifestação de Gleisi ocorre em meio à repercussão de uma entrevista em que Rogério Marinho apresentou os eixos em elaboração para um eventual programa de governo de Flávio Bolsonaro. Entre os temas citados por ele estão política fiscal, educação, segurança hídrica, terras indígenas, reforma previdenciária e mudanças na legislação trabalhista.
O ponto que mais acendeu o sinal de alerta no governo e entre setores progressistas foi a declaração de Marinho de que “o modelo está estourando. Só posso dizer que a gente vai ter que revisitar a Previdência. A trabalhista tem que ser revisitada, porque a reforma de 2017 foi mitigada por várias decisões judiciais. Ao mesmo tempo, ela precisa ser atualizada pelas inovações tecnológicas, pelas novas formas de trabalho que estão crescendo”.
A fala foi interpretada como a confirmação de que a oposição trabalha para aprofundar uma agenda de reformas que já provocou forte precarização das relações de trabalho e maior insegurança para milhões de brasileiros. No caso da Previdência, o temor expresso por Gleisi é de que uma nova ofensiva possa endurecer ainda mais regras de acesso à aposentadoria, mexer em pensões e ampliar as dificuldades enfrentadas por quem depende do sistema previdenciário público.







