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string(84) "Gabriel crítica Zema sobre Palácio da Liberdade: 'Não é casa de bonecas'"
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"O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade". Foi com essa referência histórica que o pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), abriu suas críticas à autorização para locação do Palácio da Liberdade para eventos privados, em entrevista ao Estado de Minas nesta quarta-feira (8/4).
Ao mencionar a frase de Tancredo Neves, dita do balcão do palácio em um contexto de defesa da democracia, Azevedo afirmou que o espaço carrega um peso histórico incompatível com o uso para festas. “A sacada de onde o Tancredo reafirmou o compromisso com a democracia não é lugar para a noiva tirar foto”, disse.
Na sequência, o candidato endureceu o tom ao associar a descaracterização do espaço à perda de referências históricas e fez críticas ao ex-governador Romeu Zema (Novo). “É por isso que a gente às vezes vê um governador dar uma entrevista sem saber se existiu a ditadura. É porque talvez ele não saiba para o que serve aquela sacada”, afirmou.
A fala ocorre após a Fundação Clóvis Salgado revogar a portaria que permitia a realização de eventos privados no palácio. A norma anterior autorizava desde casamentos até eventos corporativos, com valores que chegavam a R$ 60 mil.
Durante a entrevista, Azevedo criticou diretamente a proposta. “O Palácio da Liberdade não é uma casa de boneca. Não é um salão de aluguel, não é um espaço de festa”, afirmou.
Segundo ele, o local deve ser preservado como espaço institucional e simbólico do Estado. “Aquilo dali é para o governador de Minas Gerais receber autoridades, chefes de Estado. Não é um brinquedo”, completou.
Gabriel Azevedo (MDB) é o convidado do EM Entrevista, conduzido pelas jornalistas Ana Mendonça e Silvia Pires, desta quarta-feira (8/4). A íntegra do podcast será publicada nesta quinta-feira (9/4), na edição impressa e também nas plataformas de áudio do Estado de Minas.
COLUNA ANA MENDONÇA
Gabriel Azevedo: o que está por trás da nova imagem do pré-candidato do MDB
Gabriel tenta se afastar do estilo combativo que marcou sua trajetória e aposta em um discurso mais
O
pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), construiu sua trajetória recente com forte presença em manchetes, marcada por embates diretos, críticas a adversários e episódios de confronto público. Ao mirar o
Palácio Tiradentes, no entanto, tenta reposicionar sua imagem e adotar um discurso mais propositivo.
A mudança, segundo ele, é deliberada. A estratégia passa por evitar confrontos pessoais, reduzir o tom de provocações e abandonar a lógica de declarações voltadas para repercussão imediata nas redes. A aposta é se apresentar como um candidato focado em propostas, em contraste com o que classifica como “políticagem” no debate eleitoral.
Em entrevista ao Estado de Minas, nesta quarta-feira (8/4), o pré-candidato reconheceu excessos e afirmou se arrepender de episódios anteriores. Um deles envolve o deputado Bruno Engler (PL), durante um debate na TV Alterosa. “Você sabe um arrependimento que eu tenho? Ter sido grosseiro com o Bruno Engler aqui no debate da Alterosa”, disse.
Segundo Azevedo, o episódio foi desnecessário. “Eu não precisava ter feito aquilo. Eu ofendi de uma maneira desnecessária”, afirmou. A revisão também passa pelo impacto pessoal. “O que mais me doeu foi os filhos de meus colegas ouvirem aquilo”, completou.
Sem tradição familiar na política, o pré-candidato atribui o estilo anterior ao início de sua trajetória. “Eu entrei na política nas cotoveladas”, disse.
Agora, sinaliza uma mudança de eixo. A campanha, afirma, será centrada em propostas para áreas como segurança pública, educação, saúde e desenvolvimento econômico. “Quantas vezes vocês me perguntarem se é candidato para valer, eu responderei: sou”, declarou.
A alteração de discurso ocorre em um cenário de reorganização das pré-candidaturas em Minas Gerais, em que diferentes perfis tentam ampliar alcance eleitoral e romper barreiras de nicho. Nesse contexto, a moderação aparece como estratégia para ampliar diálogo e reposicionar candidaturas diante de um eleitorado mais amplo.
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Ao mencionar a frase de Tancredo Neves, dita do balcão do palácio em um contexto de defesa da democracia, Azevedo afirmou que o espaço carrega um peso histórico incompatível com o uso para festas. “A sacada de onde o Tancredo reafirmou o compromisso com a democracia não é lugar para a noiva tirar foto”, disse.
Na sequência, o candidato endureceu o tom ao associar a descaracterização do espaço à perda de referências históricas e fez críticas ao ex-governador Romeu Zema (Novo). “É por isso que a gente às vezes vê um governador dar uma entrevista sem saber se existiu a ditadura. É porque talvez ele não saiba para o que serve aquela sacada”, afirmou.
A fala ocorre após a Fundação Clóvis Salgado revogar a portaria que permitia a realização de eventos privados no palácio. A norma anterior autorizava desde casamentos até eventos corporativos, com valores que chegavam a R$ 60 mil.
Durante a entrevista, Azevedo criticou diretamente a proposta. “O Palácio da Liberdade não é uma casa de boneca. Não é um salão de aluguel, não é um espaço de festa”, afirmou.
Segundo ele, o local deve ser preservado como espaço institucional e simbólico do Estado. “Aquilo dali é para o governador de Minas Gerais receber autoridades, chefes de Estado. Não é um brinquedo”, completou.
Gabriel Azevedo (MDB) é o convidado do EM Entrevista, conduzido pelas jornalistas Ana Mendonça e Silvia Pires, desta quarta-feira (8/4). A íntegra do podcast será publicada nesta quinta-feira (9/4), na edição impressa e também nas plataformas de áudio do Estado de Minas.
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Gabriel tenta se afastar do estilo combativo que marcou sua trajetória e aposta em um discurso mais
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pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), construiu sua trajetória recente com forte presença em manchetes, marcada por embates diretos, críticas a adversários e episódios de confronto público. Ao mirar o
Palácio Tiradentes, no entanto, tenta reposicionar sua imagem e adotar um discurso mais propositivo.
A mudança, segundo ele, é deliberada. A estratégia passa por evitar confrontos pessoais, reduzir o tom de provocações e abandonar a lógica de declarações voltadas para repercussão imediata nas redes. A aposta é se apresentar como um candidato focado em propostas, em contraste com o que classifica como “políticagem” no debate eleitoral.
Em entrevista ao Estado de Minas, nesta quarta-feira (8/4), o pré-candidato reconheceu excessos e afirmou se arrepender de episódios anteriores. Um deles envolve o deputado Bruno Engler (PL), durante um debate na TV Alterosa. “Você sabe um arrependimento que eu tenho? Ter sido grosseiro com o Bruno Engler aqui no debate da Alterosa”, disse.
Segundo Azevedo, o episódio foi desnecessário. “Eu não precisava ter feito aquilo. Eu ofendi de uma maneira desnecessária”, afirmou. A revisão também passa pelo impacto pessoal. “O que mais me doeu foi os filhos de meus colegas ouvirem aquilo”, completou.
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Agora, sinaliza uma mudança de eixo. A campanha, afirma, será centrada em propostas para áreas como segurança pública, educação, saúde e desenvolvimento econômico. “Quantas vezes vocês me perguntarem se é candidato para valer, eu responderei: sou”, declarou.
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