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O pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, avalia que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) não conseguirá repetir, em sua candidatura à Presidência da República, a posição de "novidade" que o levou ao Palácio Tiradentes em 2018.
Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas nesta quinta-feira (16/7), Gabriel disse que o ex-chefe do Executivo mineiro "será julgado pelo que fez" e afirmou que o desempenho da atual gestão será, inevitavelmente, colocado em debate durante uma campanha nacional.
Ao ser questionado sobre a necessidade de ampliar alianças para fortalecer sua candidatura ao governo estadual, Gabriel comparou o cenário atual ao de 2018, quando Zema venceu a eleição mesmo sendo pouco conhecido do eleitorado. "Quem foi o último governador eleito de Minas Gerais? Romeu Zema. Nos meses que antecederam a eleição, ninguém sabia da existência do tal do Romeu Zema", destacou.
Na avaliação dele, porém, a situação do ex-governador hoje é diferente da enfrentada há oito anos. "Naquela época, ele de fato ainda não tinha uma vivência pública. Hoje ele tem. E ele será julgado pelo que fez. Não é mais uma aposta".
Na sequência, ainda avaliou que Zema terá de responder pelos indicadores da sua gestão. "O senhor está saindo de Minas para querer cuidar do Brasil. A violência piorou. O feminicídio aumentou. O senhor vai deixar o feminicídio aumentar no Brasil? O Brasil também tem um problema fiscal. Quando a gente olha para os números de Minas, o senhor abandonou o governo com os gastos maiores do que as despesas, com a dívida triplicando. É isso que o senhor vai fazer com o Brasil também?", questionou.
Palácio das Mangabeiras
Gabriel Azevedo também comentou a polêmica envolvendo o esvaziamento do Palácio das Mangabeiras durante a gestão de Romeu Zema. Na ocasião, ironizou a hipótese de o ex-governador levar a mesma postura para o Palácio da Alvorada.
"Quando o senhor for presidente (caso eleito), o Palácio da Alvorada vai ter a mobília, o jardim, as obras... tudo isso vai ser simplesmente encaixotado? Vamos fazer essa pergunta quando o senhor for para Brasília".
A oposição acionou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e a Polícia Federal para pedir a investigação sobre a retirada e o destino dos móveis, obras de arte e demais bens que integravam a residência oficial dos governadores, hoje administrada pela iniciativa privada. O imóvel é tombado como patrimônio histórico.
Defesa da própria trajetória
Ao comentar as articulações para as eleições de 2026, Gabriel minimizou as discussões sobre alianças partidárias e lembrou que sua candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2024, contrariou projeções iniciais. O emedebista recordou que chegou ao quarto lugar na disputa pela capital, à frente de candidatos mais conhecidos.
"Primeiro falaram que a gente não teria partido. Depois disseram que o partido iria nos vender. Não vendeu. Depois disseram que nós não teríamos vice. Tivemos. Depois disseram que nós não sairíamos de 1%. Terminamos com 11%", afirmou.
Ao comparar novamente sua trajetória à do ex-governador Romeu Zema, Gabriel afirmou que também pretende ser avaliado pelo histórico na vida pública. Ele citou a passagem pela Subsecretaria de Juventude do governo de Minas, o mandato de vereador em Belo Horizonte e a presidência da Câmara Municipal como credenciais para disputar o Executivo estadual.
Segundo o pré-candidato, programas voltados para juventude, iniciativas na educação, a defesa da tarifa zero para estudantes e medidas de transparência na Câmara Municipal demonstram sua experiência administrativa. "Eu tenho que ser julgado pelo que eu fiz", disse.
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Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas nesta quinta-feira (16/7), Gabriel disse que o ex-chefe do Executivo mineiro "será julgado pelo que fez" e afirmou que o desempenho da atual gestão será, inevitavelmente, colocado em debate durante uma campanha nacional.
Ao ser questionado sobre a necessidade de ampliar alianças para fortalecer sua candidatura ao governo estadual, Gabriel comparou o cenário atual ao de 2018, quando Zema venceu a eleição mesmo sendo pouco conhecido do eleitorado. "Quem foi o último governador eleito de Minas Gerais? Romeu Zema. Nos meses que antecederam a eleição, ninguém sabia da existência do tal do Romeu Zema", destacou.
Na avaliação dele, porém, a situação do ex-governador hoje é diferente da enfrentada há oito anos. "Naquela época, ele de fato ainda não tinha uma vivência pública. Hoje ele tem. E ele será julgado pelo que fez. Não é mais uma aposta".
Na sequência, ainda avaliou que Zema terá de responder pelos indicadores da sua gestão. "O senhor está saindo de Minas para querer cuidar do Brasil. A violência piorou. O feminicídio aumentou. O senhor vai deixar o feminicídio aumentar no Brasil? O Brasil também tem um problema fiscal. Quando a gente olha para os números de Minas, o senhor abandonou o governo com os gastos maiores do que as despesas, com a dívida triplicando. É isso que o senhor vai fazer com o Brasil também?", questionou.
Palácio das Mangabeiras
Gabriel Azevedo também comentou a polêmica envolvendo o esvaziamento do Palácio das Mangabeiras durante a gestão de Romeu Zema. Na ocasião, ironizou a hipótese de o ex-governador levar a mesma postura para o Palácio da Alvorada.
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A oposição acionou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e a Polícia Federal para pedir a investigação sobre a retirada e o destino dos móveis, obras de arte e demais bens que integravam a residência oficial dos governadores, hoje administrada pela iniciativa privada. O imóvel é tombado como patrimônio histórico.
Defesa da própria trajetória
Ao comentar as articulações para as eleições de 2026, Gabriel minimizou as discussões sobre alianças partidárias e lembrou que sua candidatura à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2024, contrariou projeções iniciais. O emedebista recordou que chegou ao quarto lugar na disputa pela capital, à frente de candidatos mais conhecidos.
"Primeiro falaram que a gente não teria partido. Depois disseram que o partido iria nos vender. Não vendeu. Depois disseram que nós não teríamos vice. Tivemos. Depois disseram que nós não sairíamos de 1%. Terminamos com 11%", afirmou.
Ao comparar novamente sua trajetória à do ex-governador Romeu Zema, Gabriel afirmou que também pretende ser avaliado pelo histórico na vida pública. Ele citou a passagem pela Subsecretaria de Juventude do governo de Minas, o mandato de vereador em Belo Horizonte e a presidência da Câmara Municipal como credenciais para disputar o Executivo estadual.
Segundo o pré-candidato, programas voltados para juventude, iniciativas na educação, a defesa da tarifa zero para estudantes e medidas de transparência na Câmara Municipal demonstram sua experiência administrativa. "Eu tenho que ser julgado pelo que eu fiz", disse.