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string(102) "Fundador do Novo, João Amoêdo diz que candidatura de Zema é 'figurativa' e que ele deveria desistir"
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string(4682) "Candidato à presidência pelo Novo em 2018 e um dos fundadores do partido, João Amoêdo se pronunciou nesta quarta-feira (27/5) após o pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ter publicado um vídeo, nesta tarde, reiteirando apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais deste ano. Amoêdo tem feito críticas ao ex-partido e à direita desde pelo menos 2020. Desta vez, fez uma análise sobre o comportamento de atuais quadros do Novo, que estariam priorizando a busca por recursos públicos em vez das ideologias originárias do partido.
“O NOVO mostra mais uma vez que, com a atual gestão, se tornou um partido desnecessário. A maioria dos seus políticos gostaria mesmo de estar no PL”, disse em uma publicação no X.
“Os dirigentes têm como prioridade a remuneração que recebem. Apesar de defenderem o livre mercado, vivem do dinheiro público. Agora estão desesperados para que o partido alcance a cláusula de barreira. Afinal, os R$ 100 milhões deixados pela gestão anterior no caixa, oriundos do Fundo Partidário, estão acabando”, continuou, referindo-se à regra eleitoral que impõe a eleição de um mínimo de deputados para que um partido tenha acesso a recursos do fundo partidário e tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão. Em sua fundação, o partido era contrário ao recebimento de dinheiro público e se mantinha com doações de empresários e da iniciativa privada.
Sobre Zema, afirmou que, assim como em 2022, quando Felipe D'Avila se candidatou ao cargo pelo partido, é "apenas figurativo", e deveria desistir da disputa se fosse "pessoa séria". "Caso fossem pessoas sérias, os políticos tentariam um lugar no PL, o candidato à Presidência desistiria da 'candidatura', os dirigentes iriam procurar um emprego na iniciativa privada e devolveriam o partido para os fundadores", finalizou.
A crítica acontece na esteira de uma movimentação de quadros do Novo, que se teriam se incomodado com as críticas de Zema a Flávio Bolsonaro após a divulgação, pelo jornal The Intercept Brasil, de áudios envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Conforme apuração de O TEMPO, o posicionamento de Zema gerou desconforto dentro do Novo, não apenas pela proximidade ideológica de quadros do partido com o Partido Liberal, mas também por alianças estaduais já firmadas com bolsonaristas em estados como do Sul do país.
Interlocutores afirmam que candidatos do Novo passaram a demonstrar preocupação com o impacto nacional das críticas feitas por Zema a Flávio. A avaliação interna é que o embate pode afastar eleitores bolsonaristas e prejudicar candidaturas proporcionais do partido.
Ainda haveria quadros pelo país que questionam a estratégia de lançar Zema à Presidência. Em teoria, uma candidatura presidencial ajudaria o partido a ganhar visibilidade e atingir a cláusula de barreira, mas a avaliação de parte dos candidatos agora é que as críticas de Zema podem afastar parte do eleitorado bolsonarista que votariam em deputados do partido. Segundo interlocutores ligados ao diretório nacional, alguns candidatos já afirmam internamente que pretendem fazer campanha para Flávio Bolsonaro, e não para Zema.
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