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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), historicamente aliado do bolsonarismo, sugeriu que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje pré-candidato à Presidência da República, teria participado de um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) para se livrar das acusações de rachadinha no Rio de Janeiro.
Ao podcast IronTalks, o cearense comentou a não implantação da CPI da Lava Toga, que tinha como alvos ministros do STF, no Senado em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro.
“Nós conseguimos o número de assinaturas [para pedir a CPI], mas houve um trabalho do governo para tirar as assinaturas de quem já tinha assinado. Muita gente que foi eleita com a bandeira do bolsonarismo foi pressionada a retirar as assinaturas”, relatou Girão.
Enquanto o Senado discutia a implantação da CPI, o ministro Dias Toffoli ministro Dias Toffoli concedeu decisão favorável à defesa de Flávio no caso da rachadinha e suspendeu todas as investigações do país que usavam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial, o que incluiu o processo contra ele.
O apresentador do podcast, Felipe Sestaro, perguntou se houve um acordo de blindagem entre Flávio e o Supremo, e Eduardo Girão respondeu: “Houve essa conjunção de alinhamento estelar, vamos dizer assim, para retirar [as assinaturas]. Isso foi realmente muito ruim para o Brasil”.
Além do timing, senadoras como Selma Arruda e Soraya Thronicke (ambas no PSL à época) relataram ter recebido ligações do filho “01” de Bolsonaro para retirar as assinaturas da CPI.
Reação de Flávio Bolsonaro
A insinuação de Girão não passou batida pelo senador. No X (antigo Twitter), ele republicou um vídeo do influenciador bolsonarista Kim Paim rebatendo as acusações e chamando o cearense de “safado”, “desonesto” e “sem caráter”.
O influenciador consultou o ChatGPT para tentar inocentar Flávio. No entanto, não negou que o “01” participou de um acordo, apenas questionou o possível impacto da CPI. Ao tratar do critério de proporcionalidade para instalação de CPIs no Senado, afirmou que seria “uma comissão majoritariamente de opositores do governo” e disse que “mesmo que uma CPI faça um relatório duro, não acontece nada”.
Paim lembrou a CPI do Crime Organizado, em que o relator Alessandro Vieira pediu o indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet:
“Por que o relatório do Vieira não salvou o Brasil, mas o relatório da CPI da Lava Toga, dominada pela esquerda petista, ia salvar o Brasil?”. O influenciador não citou, mas o relatório final da CPI do Crime Organizado, que pedia os indiciamentos, foi derrotado por 6 votos a 4.
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Ao podcast IronTalks, o cearense comentou a não implantação da CPI da Lava Toga, que tinha como alvos ministros do STF, no Senado em 2019, durante o governo Jair Bolsonaro.
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O apresentador do podcast, Felipe Sestaro, perguntou se houve um acordo de blindagem entre Flávio e o Supremo, e Eduardo Girão respondeu: “Houve essa conjunção de alinhamento estelar, vamos dizer assim, para retirar [as assinaturas]. Isso foi realmente muito ruim para o Brasil”.
Além do timing, senadoras como Selma Arruda e Soraya Thronicke (ambas no PSL à época) relataram ter recebido ligações do filho “01” de Bolsonaro para retirar as assinaturas da CPI.
Reação de Flávio Bolsonaro
A insinuação de Girão não passou batida pelo senador. No X (antigo Twitter), ele republicou um vídeo do influenciador bolsonarista Kim Paim rebatendo as acusações e chamando o cearense de “safado”, “desonesto” e “sem caráter”.
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