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Em viagem pela Europa, o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PRTB) foi alvo de críticas nesta segunda-feira (24/1) ao apoiar movimento antivacina.
Em foto publicada nos stories do Instagram do próprio parlamentar, ele aparece ao lado de uma ativista em Londres, que segura um cartaz com os dizeres: "Please, don't jab children" ("Por favor, não vacinem as crianças", em tradução livre).
Ao Estado de Minas, Nikolas negou ser contrário a imunização de crianças. O político ponderou que é, na verdade, contra o que chama de "coerção dos pais para adesão à campanha" que, atualmente, atende a faixa dos 11 aos 5 anos.
"Existe uma coerção aos pais. Eles precisam autorizar a vacina, mas são pressionados até cederem. Tem todo um discurso de que, se eles não levarem os filhos para a vacinação, eles não têm empatia, não se importam com as crianças. Isso não é liberdade. Liberdade sob pressão não é liberdade. Para mim, os pais é que decidem sobre os filhos. O estado não pode querer tomar nossas crianças", defende o vereador.
Conforme determinação do Ministério da Saúde, a dose só é inoculada na presença de pais ou mediante autorização expressa, por escrito, dos responsáveis. Os imunizantes também receberam a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação nos pequenos, e tem a segurança atestada por rigorosas autoridades regulatórias em todo o mundo, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Food and Drug Administration (FDA), agência de fármacos e alimentos dos Estados Unidos.
Viagem
Desde 14 de janeiro, o vereador está em missão religiosa por diversos países europeus. Entre as localidades percorridas até o momento, ele cita Bélgica, Portugal, Luxemburgo e Londres, onde está no momento.
Questionado pela reportagem sobre origem dos recursos que custeiam a viagem, Nikolas afirma que viajou a convite de um conjunto denominações evangélicas baseadas na Europa, mas não especificou quais são. Consultada pelo EM, a Câmara Municipal confirmou que a instituição não financia a viagem do vereador.
Ferreira não informou quando pretende retornar, mas disse que estará de volta antes do fim do recesso palarmentar, válido por todo o mês de janeiro.
"Irresponsável"
A postura de Nikolas também teve repercussão negativa entre alguns de seus pares na Câmara Municipal. A vereadora Duda Salabert (PDT) classifica o ato do colega como irresponsável.
"O dever da Câmara é lutar pela aceleração da vacinação de crianças para um retorno mais seguro às aulas. Então, acho bastante irresponsável que o vereador se posicione desta maneira em relação á vacinação infantil. E especialmente num contexto em que a COVID-19 mata mais do que muitas doenças infecciosas", comenta Duda.
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Ao Estado de Minas, Nikolas negou ser contrário a imunização de crianças. O político ponderou que é, na verdade, contra o que chama de "coerção dos pais para adesão à campanha" que, atualmente, atende a faixa dos 11 aos 5 anos.
"Existe uma coerção aos pais. Eles precisam autorizar a vacina, mas são pressionados até cederem. Tem todo um discurso de que, se eles não levarem os filhos para a vacinação, eles não têm empatia, não se importam com as crianças. Isso não é liberdade. Liberdade sob pressão não é liberdade. Para mim, os pais é que decidem sobre os filhos. O estado não pode querer tomar nossas crianças", defende o vereador.
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