A presidente do Banco do BRICS e ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) foi recebida com manifestações de apoio e, em seguida, alvo de vaias e ofensas ao chegar para votar na manhã deste domingo (4/10), no Colégio Santa Marcelina, no bairro São Luiz, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Dilma chegou acompanhada do sobrinho-neto, o vereador de Belo Horizonte e candidato a deputado federal Pedro Rousseff (PT), e do deputado federal e candidato à reeleição Rogério Correia (PT).

 Na porta do colégio, a ex-presidente foi recebida inicialmente por apoiadores vestidos de vermelho e com cartazes em sua defesa. Dilma tirou fotos, abraçou eleitores e fez selfies com as pessoas que aguardavam sua chegada.

Ao entrar no colégio, porém, a movimentação ficou mais tensa. Houve uma série de vaias e um empurra-empurra em um corredor estreito, com apoiadores e opositores da ex-presidente.

De um lado, apoiadores gritavam “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma” e “Dilma, guerreira, do povo brasileiro”. Do outro, eleitores vaiavam, gritavam “Bolsonaro” e dirigiam ofensas pessoais à ex-presidente, como “vagabunda” e “ladra”.

Cercada pelo vereador Pedro Rousseff, por Rogério Correia e por seguranças, Dilma conseguiu chegar à sala de votação. Ela tem preferência por ter 78 anos de idade. Na saída, ela não falou com a imprensa devido à gritaria que continuava no local.

Durante a confusão, Rogério Correia também protagonizou um bate-boca com um homem que vaiava Dilma. Os dois discutiram verbalmente na porta do colégio até que o deputado entrou em um carro e deixou o local.