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A mudança foi pequena em relação a 2022, quando 24 integrantes da Câmara disputaram as eleições. Naquele ano, seis conseguiram se eleger, o equivalente a 25% dos que concorreram. Dos seis eleitos em 2022, três assumiram mandatos de deputado estadual e três, de deputado federal.
Não é raro um vereador conseguir “pular” direto da Câmara de BH para a Câmara Federal. O cargo no município pode servir de “trampolim” para voos mais altos, principalmente para os vereadores que já foram muito bem votados logo na primeira vez que conseguiram o cargo, como aconteceu com Duda Salabert (PSOL) e Nikolas Ferreira (PL).
Duda e Nikolas foram os vereadores mais votados de BH em 2020, com 37.613 e 29.388 votos, respectivamente. Na época, Nikolas estava no PRTB. A ordem se inverteu em 2022, quando, já no PL, o então vereador se tornou o campeão de votos para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais, com 1.492.047 votos. Duda, então no PDT, ficou em terceiro lugar, com 208.332, atrás de André Janones, que buscava a reeleição e recebeu 238.967 votos.
Entre os sete vereadores da capital que vão disputar uma vaga na Câmara dos Deputados neste ano, nenhum esteve entre os cinco mais votados em 2024. Já o vereador mais votado na última eleição está na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Pablo Almeida (PL) recebeu 39.960 votos em 2024, superando o padrinho político, Nikolas Ferreira, de quem já foi assessor. A decisão de disputar uma cadeira de deputado estadual ocorre justamente porque Nikolas será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, o que evita uma disputa direta entre os dois.
Vereadores mudam de foco neste semestre
Até o fim de setembro, 60% dos parlamentares da capital mineira estão em campanha. Questionado se essa situação poderia diminuir o ritmo dos trabalhados da Câmara, o presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), afirmou que não haverá nenhuma mudança em relação a pautas e projetos durante as eleições.
“Comissões irão funcionar normalmente, com audiências e visitas técnicas”, disse o parlamentar, que também está em campanha, de olho em uma vaga na Assembleia.
Novas prioridades. Segundo o cientista social Gustavo Paravizo, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Política Local (Nepol/UFJF), a literatura da ciência política sobre comportamento parlamentar mostra que, em períodos eleitorais, os incentivos dos legisladores se deslocam para outras prioridades. “No caso, o vereador deixa de investir em atividades com menor visibilidade, como fiscalização, trabalho em comissões e discussão de matérias técnicas. Por outro lado, tende aumentar o tempo dedicado a atividades com mais visibilidade, como discursos, indicações junto à comunidade e projetos com apelo direto ao eleitorado”, detalha.
“Na prática, isso costuma se traduzir em queda de quórum, esvaziamento de pautas mais complexas e postergação de decisões controversas para depois da eleição, já que votos difíceis têm custo eleitoral. Além disso, pode implicar que eles se desloquem em campanha para cidades mais distantes”, destaca Paravizo.
Suplentes se tornam “cabos eleitorais”
Caso um vereador seja eleito neste ano, o suplente do respectivo partido assume a cadeira na Câmara Municipal. Parte desses suplentes, inclusive, já estão engajados nas campanhas dos titulares. O movimento é natural, já que muitas vezes os dois fazem parte do mesmo grupo político.
É o caso de Marcos Crispim (DC), que pode assumir a vaga de Flávia Borja, hoje no Podemos, mas eleita pelo DC em 2024, caso ela se torne deputada estadual. Crispim recebeu 8.727 votos no último pleito, é o primeiro suplente e confirmou que apoia a vereadora na disputa. Ele, porém, não decidiu ainda se deixaria o cargo atual, de coordenador de Vilas e Favelas da Prefeitura de Belo Horizonte, caso haja vacância da cadeira.
“Tenho um sonho de transformar a BH para além da avenida do Contorno. Onde eu puder ser mais útil neste objetivo é onde eu pretendo estar. Estamos analisando neste sentido”, disse. O próximo suplente do partido é Preto do Sacolão, que obteve 4.691 votos.
Rubão, primeiro suplente do Podemos, apoia a candidatura de Juliano Lopes, e retorna ao Legislativo caso a candidatura do presidente da Câmara seja bem-sucedida. É o mesmo caso de Miltinho (PDT), que está em campanha por Bruno Miranda.
A legislação permite que vereadores disputem outros cargos sem renunciar, como destacou o cientista político Gustavo Paravizo. “A existência de suplentes é justamente para dar continuidade ao mandato. O suplente que assume não foi a primeira escolha individual do eleitor, mas foi legitimado pela votação da chapa”, explica.

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A mudança foi pequena em relação a 2022, quando 24 integrantes da Câmara disputaram as eleições. Naquele ano, seis conseguiram se eleger, o equivalente a 25% dos que concorreram. Dos seis eleitos em 2022, três assumiram mandatos de deputado estadual e três, de deputado federal.
Não é raro um vereador conseguir “pular” direto da Câmara de BH para a Câmara Federal. O cargo no município pode servir de “trampolim” para voos mais altos, principalmente para os vereadores que já foram muito bem votados logo na primeira vez que conseguiram o cargo, como aconteceu com Duda Salabert (PSOL) e Nikolas Ferreira (PL).
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Vereadores mudam de foco neste semestre
Até o fim de setembro, 60% dos parlamentares da capital mineira estão em campanha. Questionado se essa situação poderia diminuir o ritmo dos trabalhados da Câmara, o presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), afirmou que não haverá nenhuma mudança em relação a pautas e projetos durante as eleições.
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