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Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho, é o novo governador de Minas Gerais. Neste domingo (4), o senador venceu a disputa pelo Palácio Tiradentes no primeiro turno, com 55,34% dos votos válidos, e entra na mais importante e desafiadora fase da trajetória política, iniciada há dez anos, na Câmara Municipal de Divinópolis, no Centro-Oeste.
Quem é Cleitinho?
Nascido em 15 de abril de 1982, ele trabalhou com o pai e os irmãos no sacolão da família em Divinópolis. Também se dedicou à música como cantor e compositor. Em 2016, decidiu disputar uma eleição pela 1ª vez e foi eleito vereador com mais de 3 mil votos.
Dois anos depois, um salto na carreira política. Cleitinho foi eleito deputado estadual com 115 mil votos e passou a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Foi nesse período que começou a construir a imagem que o acompanharia nas eleições seguintes: a de um político focado em fazer críticas e cobranças, principalmente sobre gastos e privilégios do poder público.
Na ALMG, ficou marcado pela atuação em torno da taxa de Licenciamento de veículos. Cleitinho apresentou projeto para acabar com a cobrança ou pelo menos reduzir o valor pago pelos proprietários de automóveis. A proposta contribuiu para a mudança na taxa, que caiu de R$ 139,96 para R$ 33,66 em 2023.
A redução de despesas como essa marcava os vídeos postados por Cleitinho nas redes sociais. Rapidamente, ele viu o número de seguidores disparar - atualmente são 4,5 milhões.
Do Estado para Brasília
A projeção alcançada levou Cleitinho à disputa pelo Senado em 2022. Foi eleito com 4,2 milhões de votos e assumiu, no ano seguinte, uma das três cadeiras de Minas na Casa. Antes da posse, em dezembro de 2022, trocou o então PSC pelo Republicanos, partido ao qual permanece filiado.
No Senado, manteve as principais marcas construídas durante a passagem pela Assembleia. A atuação continuou concentrada em críticas a gastos públicos, defesa de maior transparência e propostas que, segundo o parlamentar, poderiam reduzir os custos de vida à população.
A mudança de patamar veio quatro anos depois. Ao invés de buscar a permanência no Senado, Cleitinho entrou na disputa pelo Governo de Minas e levou para a campanha o mesmo discurso que havia utilizado desde os primeiros anos na política.
Candidatura marcada por idas e vindas
A candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas passou por meses de indefinição. O senador adiou sucessivamente a decisão, não participou da convenção estadual do Republicanos e alternou declarações sobre a participação na disputa. Depois de confirmar que concorreria ao Palácio Tiradentes, desistiu da candidatura e voltou atrás menos de 24 horas depois.
Em 3 de agosto, ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen, Cleitinho anunciou que não disputaria o Governo. Na ocasião, disse que pretendia priorizar a família após a morte do irmão, Matheus Azevedo. A decisão chegou a ser tratada pelo comando nacional do partido como "página virada".
No dia seguinte, durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador mudou novamente de posição. Cleitinho afirmou que havia tomado a decisão de desistir em um momento de fragilidade emocional e pediu nova oportunidade ao partido. A candidatura acabou mantida.
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Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho, é o novo governador de Minas Gerais. Neste domingo (4), o senador venceu a disputa pelo Palácio Tiradentes no primeiro turno, com 55,34% dos votos válidos, e entra na mais importante e desafiadora fase da trajetória política, iniciada há dez anos, na Câmara Municipal de Divinópolis, no Centro-Oeste.
Quem é Cleitinho?
Nascido em 15 de abril de 1982, ele trabalhou com o pai e os irmãos no sacolão da família em Divinópolis. Também se dedicou à música como cantor e compositor. Em 2016, decidiu disputar uma eleição pela 1ª vez e foi eleito vereador com mais de 3 mil votos.
Dois anos depois, um salto na carreira política. Cleitinho foi eleito deputado estadual com 115 mil votos e passou a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Foi nesse período que começou a construir a imagem que o acompanharia nas eleições seguintes: a de um político focado em fazer críticas e cobranças, principalmente sobre gastos e privilégios do poder público.
Na ALMG, ficou marcado pela atuação em torno da taxa de Licenciamento de veículos. Cleitinho apresentou projeto para acabar com a cobrança ou pelo menos reduzir o valor pago pelos proprietários de automóveis. A proposta contribuiu para a mudança na taxa, que caiu de R$ 139,96 para R$ 33,66 em 2023.
A redução de despesas como essa marcava os vídeos postados por Cleitinho nas redes sociais. Rapidamente, ele viu o número de seguidores disparar - atualmente são 4,5 milhões.
Do Estado para Brasília
A projeção alcançada levou Cleitinho à disputa pelo Senado em 2022. Foi eleito com 4,2 milhões de votos e assumiu, no ano seguinte, uma das três cadeiras de Minas na Casa. Antes da posse, em dezembro de 2022, trocou o então PSC pelo Republicanos, partido ao qual permanece filiado.
No Senado, manteve as principais marcas construídas durante a passagem pela Assembleia. A atuação continuou concentrada em críticas a gastos públicos, defesa de maior transparência e propostas que, segundo o parlamentar, poderiam reduzir os custos de vida à população.
A mudança de patamar veio quatro anos depois. Ao invés de buscar a permanência no Senado, Cleitinho entrou na disputa pelo Governo de Minas e levou para a campanha o mesmo discurso que havia utilizado desde os primeiros anos na política.
Candidatura marcada por idas e vindas
A candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas passou por meses de indefinição. O senador adiou sucessivamente a decisão, não participou da convenção estadual do Republicanos e alternou declarações sobre a participação na disputa. Depois de confirmar que concorreria ao Palácio Tiradentes, desistiu da candidatura e voltou atrás menos de 24 horas depois.
Em 3 de agosto, ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen, Cleitinho anunciou que não disputaria o Governo. Na ocasião, disse que pretendia priorizar a família após a morte do irmão, Matheus Azevedo. A decisão chegou a ser tratada pelo comando nacional do partido como "página virada".
No dia seguinte, durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o senador mudou novamente de posição. Cleitinho afirmou que havia tomado a decisão de desistir em um momento de fragilidade emocional e pediu nova oportunidade ao partido. A candidatura acabou mantida.