array(31) {
["id"]=>
int(182452)
["title"]=>
string(76) "Dino questiona promessa de fim de inquérito das fake news, sem citar Fachin"
["content"]=>
string(5796) "CRISE NO STF
Dois dias após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defender a necessidade de encerramento do inquérito das fake news, o ministro Flávio Dino questionou neste domingo (6/9) a possibilidade de um julgador prometer o fim desse tipo de investigação.
Dino fez a manifestação em publicação nas redes sociais, sem citar nominalmente o inquérito aberto em 2019 ou o presidente da corte. No texto, ele cita as críticas à longevidade de inquéritos no Supremo. "É possível a um julgador, qualquer que seja ele, 'prometer' o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?", questionou o ministro, na publicação.
"Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis", disse Dino.
"De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é 'tramitação longa'? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?", acrescentou.
Segundo ele, no debate sobre o Poder Judiciário, "problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais".
O ministro questionou ainda as críticas às decisões individuais no STF – que chamou de essenciais no nosso sistema jurídico e disse que sem elas a morosidade vai aumentar – e ao julgamento de ações criminais pela corte –"se tira de lá, tem que colocar em algum lugar".
Na sexta (4/9), Fachin disse que o fim do inquérito das fake news e a aprovação da sua proposta de código de ética são solução para a crise do Supremo.
O posicionamento público foi feito diante da disputa inédita vivida pela corte com pedidos de investigações criminais entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
"Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A reposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", disse Fachin em seu discurso.
O inquérito das fake news foi aberto na gestão de Dias Toffoli, há sete anos, quando ele designou Moraes, sem sorteio, para a relatoria da investigação sobre ataques e ameaças ao STF. A investigação acumula controvérsias desde então – por ordens consideradas abusivas, pelo seu formato, abrangência e sua prolongação no tempo.
Foi dentro do inquérito das fake news que Moraes fez o pedido de investigação contra Mendonça e demandou um documento interno que a própria Polícia Federal classifica como "sem valor probatório" para pedir a apuração contra o colega de tribunal por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito. Ao fazer isso, ele afirmou que a medida foi tomada diante da necessidade de verificação da regularidade e da avaliação das acusações do ato de Moraes.
Mendonça é relator dos casos que tratam de suspeitas relacionadas ao Banco Master e a fraudes em benefícios do INSS.
Também foi a partir do inquérito das fake news que Moraes determinou busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo, que já publicou textos contrários a Dino, e ao informante das suas reportagens, Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.
"
["author"]=>
string(26) "JOSÉ MARQUES - Folhapress"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(640199)
["filename"]=>
string(12) "dinofake.png"
["size"]=>
string(6) "542023"
["mime_type"]=>
string(9) "image/png"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(173) " Ministro Flávio Dino, do STF, fez a manifestação nas redes sociais, sem citar nominalmente o inquérito das fake news aberto em 2019 /crédito: Foto: Victor Piemonte/STF"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(189) "Ministro questionou também as críticas às decisões individuais no Supremo, o que, segundo o magistrado, são "essenciais" no sistema jurídico
"
["author_slug"]=>
string(23) "jose-marques-folhapress"
["views"]=>
int(69)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(74) "dino-questiona-promessa-de-fim-de-inquerito-das-fake-news-sem-citar-fachin"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-09-06 21:26:04.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-09-06 21:26:04.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-09-06T21:20:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(13) "/dinofake.png"
}
CRISE NO STF
Dois dias após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defender a necessidade de encerramento do inquérito das fake news, o ministro Flávio Dino questionou neste domingo (6/9) a possibilidade de um julgador prometer o fim desse tipo de investigação.
Dino fez a manifestação em publicação nas redes sociais, sem citar nominalmente o inquérito aberto em 2019 ou o presidente da corte. No texto, ele cita as críticas à longevidade de inquéritos no Supremo. "É possível a um julgador, qualquer que seja ele, 'prometer' o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?", questionou o ministro, na publicação.
"Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis", disse Dino.
"De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é 'tramitação longa'? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?", acrescentou.
Segundo ele, no debate sobre o Poder Judiciário, "problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais".
O ministro questionou ainda as críticas às decisões individuais no STF – que chamou de essenciais no nosso sistema jurídico e disse que sem elas a morosidade vai aumentar – e ao julgamento de ações criminais pela corte –"se tira de lá, tem que colocar em algum lugar".
Na sexta (4/9), Fachin disse que o fim do inquérito das fake news e a aprovação da sua proposta de código de ética são solução para a crise do Supremo.
O posicionamento público foi feito diante da disputa inédita vivida pela corte com pedidos de investigações criminais entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
"Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A reposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", disse Fachin em seu discurso.
O inquérito das fake news foi aberto na gestão de Dias Toffoli, há sete anos, quando ele designou Moraes, sem sorteio, para a relatoria da investigação sobre ataques e ameaças ao STF. A investigação acumula controvérsias desde então – por ordens consideradas abusivas, pelo seu formato, abrangência e sua prolongação no tempo.
Foi dentro do inquérito das fake news que Moraes fez o pedido de investigação contra Mendonça e demandou um documento interno que a própria Polícia Federal classifica como "sem valor probatório" para pedir a apuração contra o colega de tribunal por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito. Ao fazer isso, ele afirmou que a medida foi tomada diante da necessidade de verificação da regularidade e da avaliação das acusações do ato de Moraes.
Mendonça é relator dos casos que tratam de suspeitas relacionadas ao Banco Master e a fraudes em benefícios do INSS.
Também foi a partir do inquérito das fake news que Moraes determinou busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo, que já publicou textos contrários a Dino, e ao informante das suas reportagens, Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.