BRASÍLIA - O deputado federal Odair Cunha (PT-MG) foi escolhido nesta terça-feira (14/4) pela Câmara dos Deputados como novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) em virtude da aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Cunha teve 303 votos. O nome dele agora será encaminhado para votação no Senado Federal, onde também passará por votação secreta.

Ainda disputaram o cargo os deputados federais Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Gilson Daniel (Podemos-ES). Antes da votação, as deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Soraya Santos (PL-RJ) desistiram de concorrer.

O segundo candidato mais votado foi o deputado Elmar Nascimento, com 96 votos. Em seguida, aparecem os deputados Danilo Forte, com 27 votos; Hugo Leal, com 20 votos; e Gilson Daniel, com 6 votos. Tiveram quatro votos em branco.

Odair era o favorito para suceder Cedraz em razão de um acordo firmado entre o PT e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) para apoiar a candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) à Presidência à época. A candidatura do petista tem o apoio de PT, Republicanos, MDB, PSB, PP, PDT, Solidariedade, PSOL, PRD, Rede, PV e PCdoB. 

No entanto, o parlamentar afirmou que sua candidatura não pertence ao governo nem a nenhum partido, mas ao colegiado de deputados. "Serei lá [no TCU] o mesmo homem de palavra que sou aqui nesta Casa. A palavra é sagrada na política e na vida", disse o mineiro, durante seu discurso, no plenário da Casa.

O Tribunal de Contas tem, entre as atribuições, analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais.

Odair Cunha afirmou também que o TCU não deve paralisar políticas públicas, mas auxiliar o Legislativo. "O tribunal não deve ser entrave, mas farol da boa gestão. É com esse espírito que defendo a função orientadora desse tribunal, que ajude o gestor a acertar, previna problemas e evite desperdícios antes que eles aconteçam", defendeu.

Na segunda-feira (13/4), a Comissão de Finanças e Tributação aprovou por unanimidade os nomes de sete candidatos.