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Enquanto não houver um candidato oficialmente definido na disputa pelo governo de Minas Gerais, a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) não pretende bater o martelo sobre apoio nas eleições. “O que for melhor para Belo Horizonte, assim será definido”.
A afirmação é do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), coordenador da aliança no estado, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas. Damião voltou a afirmar que a indefinição do cenário eleitoral impede qualquer decisão antecipada e deslocou a pressão para os próprios pré-candidatos, que ainda precisam se consolidar.
A fala ocorre em meio a um ambiente de incerteza, marcado por movimentações ainda preliminares e por declarações desencontradas entre os atores políticos. Apesar de aliados do governador Mateus Simões (PSD) sustentarem que o apoio da federação já estaria garantido, Damião rejeitou essa leitura e disse que não há qualquer definição.
“Não se definiu esse cenário. A pressão não tem que ser sobre a União Brasil e o PP, tem que ser sobre quem vai ser candidato”, ressaltou, ao destacar que, até o momento, não há oficializações.
A posição do prefeito contraria diretamente declarações de integrantes da própria federação. No mês passado, também em entrevista ao EM, o então secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), chegou a afirmar que havia um compromisso firmado com Simões, respaldado pelas cúpulas nacionais das duas siglas. O próprio governador também vinha tratando o apoio como certo.
Ainda assim, Damião sustentou ao EM a que a decisão não está tomada. “Ele falou isso há muito tempo atrás. Depois nós já conversamos em outras oportunidades. Já mostramos claramente, não só para o Mateus Simões, como para todos os outros, que a federação foi feita de forma nacional, não foi regionalizada”, disse.
Até agora, além de Simões, aparecem como pré-candidatos já declarados o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o presidente do MDB na capital, Gabriel Azevedo. Também são considerados nomes que ainda não oficializaram candidatura, como os senadores Rodrigo Pacheco (PSB) e Cleitinho Azevedo (Republicanos), ambos citados nos bastidores como potenciais postulantes ao Palácio Tiradentes.
Damião evitou antecipar qualquer preferência e garantiu que o critério será pragmático.
“No dia que oficializar, nós vamos estudar o que é melhor para Belo Horizonte e Minas Gerais. Essa conversa é muito tranquila, eles [Ciro Nogueira – presidente do PP – e Antonio Rueda – presidente do União Brasil) já entenderam, me deram essa confiança, então fica tranquilo. No momento certo, nós vamos nos posicionar”, disse.
Articulação
A condução desse processo passa por uma articulação que combina instâncias estaduais e nacionais. Embora se coloque como a principal referência do União Brasil em Minas, Damião ressaltou ao EM que a decisão não será individual. E que atuará como interlocutor junto às direções nacionais, apresentando cenários e propostas, mas que o posicionamento final será construído em conjunto com o presidente Antonio Rueda e com Ciro Nogueira, além das lideranças estaduais das duas siglas.
A própria estrutura da federação, segundo o prefeito, explica esse arranjo. Formada em nível nacional, a aliança estabelece divisões de comando entre os estados. Em Minas Gerais, o União Brasil lidera o bloco, o que amplia o protagonismo de Damião nas negociações locais. Ainda assim, ele enfatizou que há uma hierarquia a ser respeitada e que as decisões passam necessariamente pelo crivo das cúpulas partidárias em Brasília.
Palanque
No plano nacional, Álvaro Damião também adota cautela. Questionado sobre uma eventual aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente após participação em agendas ao lado do chefe do Executivo federal em Belo Horizonte, Damião tratou o gesto como institucional. Ele argumentou que a relação com o governo federal é necessária para viabilizar investimentos na capital e citou como exemplo obras no Anel Rodoviário, atribuídas ao apoio do governo federal.
“Se estivesse no lugar dele, teria feito a mesma coisa. Se eu quero o apoio do prefeito de Belo Horizonte, e estou do lado dele, vou fazer o quê? Deixar ele no canto? Eu vou pedir a ele para poder apoiar, e isso é normal ”, disse, ao comentar o momento em que Lula o chamou para “rodar juntos o Brasil” no palco de evento no Expominas, durante a última visita do presidente à capital.
Sem entrar em alinhamentos ideológicos, o prefeito afirmou também que sua atuação política está orientada por demandas práticas da população. “Não sou desses políticos de ficar discutindo direita, esquerda, nada disso A minha discussão é o povo. Sou muito agradecido a tudo que o governo federal, que o presidente Lula fez por Belo Horizonte, mas sobre esse apoio nacional, quem vai decidir são o União Brasil e o PP em Brasília. Eu decido em Minas Gerais”, afirmou.
O prefeito de BH se colocou como “a pessoa do União Brasil em Minas Gerais” e destacou que não será candidato nas eleições deste ano. “A gente vai conversar com todo mundo e ver o que é melhor para Belo Horizonte. O que for melhor para Belo Horizonte, assim será definido”, afirmou.
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A afirmação é do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), coordenador da aliança no estado, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas. Damião voltou a afirmar que a indefinição do cenário eleitoral impede qualquer decisão antecipada e deslocou a pressão para os próprios pré-candidatos, que ainda precisam se consolidar.
A fala ocorre em meio a um ambiente de incerteza, marcado por movimentações ainda preliminares e por declarações desencontradas entre os atores políticos. Apesar de aliados do governador Mateus Simões (PSD) sustentarem que o apoio da federação já estaria garantido, Damião rejeitou essa leitura e disse que não há qualquer definição.
“Não se definiu esse cenário. A pressão não tem que ser sobre a União Brasil e o PP, tem que ser sobre quem vai ser candidato”, ressaltou, ao destacar que, até o momento, não há oficializações.
A posição do prefeito contraria diretamente declarações de integrantes da própria federação. No mês passado, também em entrevista ao EM, o então secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), chegou a afirmar que havia um compromisso firmado com Simões, respaldado pelas cúpulas nacionais das duas siglas. O próprio governador também vinha tratando o apoio como certo.
Ainda assim, Damião sustentou ao EM a que a decisão não está tomada. “Ele falou isso há muito tempo atrás. Depois nós já conversamos em outras oportunidades. Já mostramos claramente, não só para o Mateus Simões, como para todos os outros, que a federação foi feita de forma nacional, não foi regionalizada”, disse.
Até agora, além de Simões, aparecem como pré-candidatos já declarados o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o presidente do MDB na capital, Gabriel Azevedo. Também são considerados nomes que ainda não oficializaram candidatura, como os senadores Rodrigo Pacheco (PSB) e Cleitinho Azevedo (Republicanos), ambos citados nos bastidores como potenciais postulantes ao Palácio Tiradentes.
Damião evitou antecipar qualquer preferência e garantiu que o critério será pragmático.
“No dia que oficializar, nós vamos estudar o que é melhor para Belo Horizonte e Minas Gerais. Essa conversa é muito tranquila, eles [Ciro Nogueira – presidente do PP – e Antonio Rueda – presidente do União Brasil) já entenderam, me deram essa confiança, então fica tranquilo. No momento certo, nós vamos nos posicionar”, disse.
Articulação
A condução desse processo passa por uma articulação que combina instâncias estaduais e nacionais. Embora se coloque como a principal referência do União Brasil em Minas, Damião ressaltou ao EM que a decisão não será individual. E que atuará como interlocutor junto às direções nacionais, apresentando cenários e propostas, mas que o posicionamento final será construído em conjunto com o presidente Antonio Rueda e com Ciro Nogueira, além das lideranças estaduais das duas siglas.
A própria estrutura da federação, segundo o prefeito, explica esse arranjo. Formada em nível nacional, a aliança estabelece divisões de comando entre os estados. Em Minas Gerais, o União Brasil lidera o bloco, o que amplia o protagonismo de Damião nas negociações locais. Ainda assim, ele enfatizou que há uma hierarquia a ser respeitada e que as decisões passam necessariamente pelo crivo das cúpulas partidárias em Brasília.
Palanque
No plano nacional, Álvaro Damião também adota cautela. Questionado sobre uma eventual aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente após participação em agendas ao lado do chefe do Executivo federal em Belo Horizonte, Damião tratou o gesto como institucional. Ele argumentou que a relação com o governo federal é necessária para viabilizar investimentos na capital e citou como exemplo obras no Anel Rodoviário, atribuídas ao apoio do governo federal.
“Se estivesse no lugar dele, teria feito a mesma coisa. Se eu quero o apoio do prefeito de Belo Horizonte, e estou do lado dele, vou fazer o quê? Deixar ele no canto? Eu vou pedir a ele para poder apoiar, e isso é normal ”, disse, ao comentar o momento em que Lula o chamou para “rodar juntos o Brasil” no palco de evento no Expominas, durante a última visita do presidente à capital.
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O prefeito de BH se colocou como “a pessoa do União Brasil em Minas Gerais” e destacou que não será candidato nas eleições deste ano. “A gente vai conversar com todo mundo e ver o que é melhor para Belo Horizonte. O que for melhor para Belo Horizonte, assim será definido”, afirmou.