A Comissão de Anistia negou nesta quinta-feira (28) um pedido feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para receber uma indenização de R$ 10,7 mil mensais por ter sido presa e torturada na ditadura militar (1964-1985). Todos os integrantes da comissão, vinculada ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram contrários ao pedido. Segundo o jornal Nexo, o relator do caso, José Augusto Machado, conselheiro da comissão, afirmou que não caberia a Dilma ser indenizada na esfera federal, pois foi anistiada pelo governo do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, tendo recebido, no total, R$ 72 mil. 

Números publicados pelo site Metrópoles em junho de 2021 mostraram que 89% dos pedidos de reparação a perseguidos políticos foram negados, algo alinhado com o posicionamento de Jair Bolsonaro sobre a Ditadura Militar (1964-85), período defendido várias vezes por ele.

A defesa de Dilma protocolou o pedido de indenização em 2002, afirmando que ela teve sua contagem de tempo necessária para a aposentadoria prejudicada por sua prisão em 1970. A prisão impediu Dilma de retomar o curso de Economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).