A ausência do senador Cleitinho (Republicanos) no congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM), nesta terça-feira (5/5), em Belo Horizonte, virou assunto nos bastidores. O evento, que reuniu prefeitos e lideranças de todo o estado, foi tomado por especulações após o parlamentar não aparecer, mesmo tendo confirmado presença.

Nos corredores, circularam diversas “hipóteses” para explicar o sumiço. A mais comentada apontava para uma possível articulação com o governador Mateus Simões (PSD), que poderia levar Cleitinho a desistir da disputa pelo governo de Minas.

O senador, porém, tratou de esfriar os rumores. Disse que não há qualquer chance de sair da corrida e justificou a ausência com uma agenda no Senado. Segundo ele, havia projetos importantes em votação.

“Eu estou no Senado. Tem inclusive um projeto meu em pauta, que era terminativo na CAE, e se eu não fico aqui, pedem vista e atrapalham o projeto”, afirmou. “Como é que eu posso faltar num dia que tem projeto meu? Não tinha jeito. E foi aprovado, graças a Deus”, completou.

Conhecido por defender o fim da escala 6x1 e crítico de privilégios da classe política, Cleitinho voltou a fazer uma comparação com a rotina dos trabalhadores com a dos políticos. “Eu tenho que trabalhar. A escala aqui é 3x4, não é igual a do trabalhador que é 6x1, então quando tem trabalho eu tenho que estar aqui, não posso faltar. Ainda mais quando tem um projeto meu”, disse, em tom de brincadeira.

Aliados avaliam que o bom desempenho nas pesquisas passa justamente pela atuação no Congresso. Na conta do grupo, faltar em votações poderia pesar mais contra do que ajudar na construção da candidatura.