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string(77) "Ciro repete fórmulas e tropeços da campanha de 2018 em cenário mais hostil"
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Alguns aspectos não mudaram na comparação entre a campanha do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) à Presidência em 2018, que o levou ao terceiro lugar (12,4% dos votos válidos), e a de agora, sua quarta tentativa de chegar ao Palácio do Planalto –que ele já declarou ser a última.
O quadro geral, no entanto, soa mais pedregoso neste ano, por razões que vão da pista mais estreita para coligações até a presença de Lula (PT) no páreo, somadas ao quadro de polarização do ex-presidente com Bolsonaro (PL) e aos desgastes acumulados pelo pedetista.
O ex-ministro, que divide a terceira colocação nas sondagens com o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), em patamar próximo dos 10% na pesquisa Datafolha de dezembro, considerava ter uma situação mais promissora quatro anos atrás, a uma altura semelhante da corrida eleitoral.
Como a candidatura de Lula àquela época já enfrentava o risco de ser impedida em função de sua condenação na Operação Lava Jato -o que acabou acontecendo-, o membro do PDT trabalhava para balançar o protagonismo petista e ser um nome de união da esquerda.
Ele também dialogava com partidos de centro e até do centrão, o bloco de legendas conhecido pelos apoios de ocasião, que depois fecharia a adesão em peso ao então presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin -hoje no PSB para ser vice na chapa do PT.
A parceria em que Ciro mais apostava na pré-campanha de 2018 era com o PSB. Na pesquisa Datafolha de abril daquele ano, com Lula recém-preso, o candidato do PDT alcançou 9% no cenário sem o petista, atingindo a segunda colocação, empatado com Alckmin e o ex-ministro Joaquim Barbosa.
Uma combinação de acontecimentos acabou, entretanto, contribuindo para o isolamento do ex-ministro. Ele foi às urnas tendo como vice a senadora Kátia Abreu, à época no PDT, e coligado apenas com o inexpressivo Avante.
Partidos à direita que abriram conversas para eventual apoio a Ciro na época -como DEM, PP, PR e PRB- embarcaram em julho na campanha de Alckmin, garantindo ao então tucano 44% do tempo da propaganda eleitoral no rádio e na TV.
A expectativa de atrair para sua órbita forças da esquerda -como PC do B e PSOL- acabou frustrada pela disposição das siglas de caminharem com o PT, mesmo com a previsível substituição de Lula por Fernando Haddad, caracterizada por Ciro como uma fraude perante o eleitorado.
Antes, interlocutores dos dois lados até cogitaram uma aliança PT-PDT, que não avançou. Ciro chegou a falar que uma chapa formada por ele e Haddad seria um "dream team" (time dos sonhos).
O capítulo crucial daquela campanha do ex-ministro sobreveio em agosto e culminou no rompimento definitivo com o PT. Foi a operação coordenada por Lula de dentro do cárcere que envolveu acordos em Pernambuco e Minas Gerais sob a condição de que o PSB ficasse neutro no pleito nacional.
Ciro tinha naquele mês, conforme o Datafolha, 5% no cenário com Lula, o que lhe dava a quinta colocação, e 10% se o adversário fosse Haddad, o que o levava para o terceiro lugar, posição que acabou, quando fechadas as urnas, ocupando.
Contrariado com o arranjo para afastar o PSB de sua campanha, ele se esquivou do palanque do PT no segundo turno contra Bolsonaro.
"Eu não fui para Paris para não votar. Eu voltei e votei no Haddad", disse o pedetista em fevereiro deste ano, durante evento do banco BTG Pactual em São Paulo. "Agora, eu nunca mais farei campanha para bandido nesse país nem que o pau tore. É por isso que eu tenho que estar no segundo turno."
No encontro, ele ressaltou ter sido contemporâneo em sua trajetória política "de alguns fenômenos" e citou o tucano Fernando Henrique Cardoso e Lula ("O fenômeno da temporada quando eu amadureci para a vida pública nacional").
"Em 2018, o Lula resolveu trabalhar para me isolar. [...] Conspirou para que o Haddad, que tinha acabado de perder as eleições em São Paulo [para prefeito] fosse o candidato a presidente da República numa eleição cuja força dominante era o antipetismo", remoeu.
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Alguns aspectos não mudaram na comparação entre a campanha do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) à Presidência em 2018, que o levou ao terceiro lugar (12,4% dos votos válidos), e a de agora, sua quarta tentativa de chegar ao Palácio do Planalto –que ele já declarou ser a última.
O quadro geral, no entanto, soa mais pedregoso neste ano, por razões que vão da pista mais estreita para coligações até a presença de Lula (PT) no páreo, somadas ao quadro de polarização do ex-presidente com Bolsonaro (PL) e aos desgastes acumulados pelo pedetista.
O ex-ministro, que divide a terceira colocação nas sondagens com o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), em patamar próximo dos 10% na pesquisa Datafolha de dezembro, considerava ter uma situação mais promissora quatro anos atrás, a uma altura semelhante da corrida eleitoral.
Como a candidatura de Lula àquela época já enfrentava o risco de ser impedida em função de sua condenação na Operação Lava Jato -o que acabou acontecendo-, o membro do PDT trabalhava para balançar o protagonismo petista e ser um nome de união da esquerda.
Ele também dialogava com partidos de centro e até do centrão, o bloco de legendas conhecido pelos apoios de ocasião, que depois fecharia a adesão em peso ao então presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin -hoje no PSB para ser vice na chapa do PT.
A parceria em que Ciro mais apostava na pré-campanha de 2018 era com o PSB. Na pesquisa Datafolha de abril daquele ano, com Lula recém-preso, o candidato do PDT alcançou 9% no cenário sem o petista, atingindo a segunda colocação, empatado com Alckmin e o ex-ministro Joaquim Barbosa.
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Antes, interlocutores dos dois lados até cogitaram uma aliança PT-PDT, que não avançou. Ciro chegou a falar que uma chapa formada por ele e Haddad seria um "dream team" (time dos sonhos).
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Ciro tinha naquele mês, conforme o Datafolha, 5% no cenário com Lula, o que lhe dava a quinta colocação, e 10% se o adversário fosse Haddad, o que o levava para o terceiro lugar, posição que acabou, quando fechadas as urnas, ocupando.
Contrariado com o arranjo para afastar o PSB de sua campanha, ele se esquivou do palanque do PT no segundo turno contra Bolsonaro.
"Eu não fui para Paris para não votar. Eu voltei e votei no Haddad", disse o pedetista em fevereiro deste ano, durante evento do banco BTG Pactual em São Paulo. "Agora, eu nunca mais farei campanha para bandido nesse país nem que o pau tore. É por isso que eu tenho que estar no segundo turno."
No encontro, ele ressaltou ter sido contemporâneo em sua trajetória política "de alguns fenômenos" e citou o tucano Fernando Henrique Cardoso e Lula ("O fenômeno da temporada quando eu amadureci para a vida pública nacional").
"Em 2018, o Lula resolveu trabalhar para me isolar. [...] Conspirou para que o Haddad, que tinha acabado de perder as eleições em São Paulo [para prefeito] fosse o candidato a presidente da República numa eleição cuja força dominante era o antipetismo", remoeu.