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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entregou nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as procurações necessárias para autorizar a abertura dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do petista.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha, foram ao tribunal e cobraram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo até as 23h59 desta quinta.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Boulos afirmou que os documentos foram assinados por Lula e protocolados no TSE. Segundo ele, a campanha incluiu na petição o pedido para que a abertura dos sigilos ocorra até o fim do dia.

De acordo com a campanha petista, as procurações entregues nesta quinta abrangem as 19 exigências apresentadas por Flávio para a abertura dos sigilos. A equipe de Lula cobra que o senador também autorize a divulgação de seus próprios dados, sem adiar o procedimento para depois das eleições.

O desafio foi lançado por Lula durante o debate presidencial da Band, realizado no último domingo (18). Na ocasião, o petista propôs que os dois candidatos abrissem seus sigilos. Flávio respondeu posteriormente, mas condicionou a divulgação de seus dados à apresentação de informações sobre familiares e aliados de Lula e seus negócios.

Dallagnol analisa documentos para Flávio

A cobrança ocorre no mesmo dia em que a campanha de Flávio Bolsonaro anunciou que o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) ficará responsável por analisar documentos relacionados às quebras de sigilo solicitadas pelo senador.

Segundo a campanha de Flávio, a análise pretende examinar registros financeiros e identificar possíveis inconsistências. O material inclui documentos atribuídos a Lula e registros relacionados ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e a outras pessoas mencionadas pela equipe do senador.