BRASÍLIA - A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, apresentou neste domingo (20/9) uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo suposto uso de canais no Instagram para impulsionar a candidatura.

ém mira o deputado federal Mário Frias (PL/SP), acusa Flávio de  abuso de poder econômico e político. A campanha de Lula afirma ter mapeado 1.826 publicações no Instagram em parceria entre 492 perfis, sendo 1.334 delas em um intervalo de dez dias.

Segundo a coligação de Lula, a maioria das postagens repete os mesmos conjuntos de coautores, de forma coordenada para reproduzir o efeito do “impulsionamento sem contratação, identificação do responsável ou registro contábil, com conteúdo que inclui desinformação e peças de inteligência artificial sem rotulagem”.

A campanha petista ainda afirma que um grupo de 12 perfis, com mais de 10 milhões de seguidores somados, direcionam o público a uma mesma loja virtual que vende um boné de campanha para Flávio Bolsonaro. Segundo a ação, isso caracteriza “monetização de propaganda eleitoral”, fora das contas oficiais da campanha.

A ação pede ao TSE a cassação do registro da chapa formada por Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar (PL), e inelegibilidade dos investigados por oito anos. Requer, ainda, que a Meta, empresa que controla o Instagram, identifique os responsáveis pelos perfis e suspenda os links das vendas.

Antes, no sábado (19/9), a campanha de Lula já havia acionado o TSE contra Flávio Bolsonaro, pedindo a suspensão do canal de YouTube “TV Celular”, que propaga vídeos do senador. A representação, sob relatoria do presidente da Corte, André Mendonça, acusa o canal de propagar conteúdo eleitoral com aparência de material jornalístico.