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string(90) "Câmara pede a Dino para anular provas de investigação da PF contra ex-assessora de Lira"
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string(5006) "BRASÍLIA - A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino para anular as provas obtidas pela Polícia Federal (PF) ao investigar suspeitas de irregularidades na indicação de emendas parlamentares do “Orçamento secreto”. A informação foi confirmada a O TEMPO BRASÍLIA por interlocutores da Casa e do STF.
Deflagrada em dezembro de 2025, a operação provocou o afastamento da assessora Mariângela Fialek, a Tuca. Então assessora da liderança do PP na Câmara dos Deputados, Tuca é apontada como a responsável por operacionalizar o direcionamento das emendas no “Orçamento secreto”. Ela assessorou o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) na presidência de 2021 a 2024.
A PF chegou a Tuca a partir dos deputados federais Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI), do senador Cleitinho (Republicanos-MG) e de uma servidora da Câmara. A instituição ainda chegou a quebrar o sigilo telemático da servidora.
Além de pedir a nulidade das provas obtidas pela PF, a Mesa da Câmara pleiteia a recondução de Mariângela à assessoria da liderança do PP. Esta informação foi dada pelo jornal “O Globo” inicialmente. Dino atendeu parcialmente ao pedido da PF ao afastá-la e lhe impediu apenas de exercer atividades relacionadas “à proposição, tramitação ou destinação de emendas parlamentares”.
Dino determinou a instauração do inquérito à PF a partir de discursos de deputados federais e senadores na Câmara dos Deputados e no Senado. Em depoimento, José Rocha relatou que Tuca teria agido para indicar as emendas da Comissão de Integração, presidida pelo deputado federal na ocasião, atendendo às demandas de Lira.
"Passei a receber, outras remessas da presidência, através dessa assessora, e chegou uma remessa de R$ 320 milhões para Alagoas. A terra do presidente da Câmara dos Deputados. Eu segurei o envio para o ministério (da Integração), questionando (Mariângela) que eu precisava saber que destinação teriam esses recursos. Quais seriam os beneficiários? Quais seriam os autores? Aí eu segurei, vieram umas outras...", afirmou.
"E eu segurei. Aí o presidente me liga, me liga dizendo que eu estava criando problemas", completou. O trecho descrito consta no despacho do ministro Flávio Dino, de 12 de dezembro, autorizando a operação.
Outros parlamentares ressaltaram que cabia à Mariângela a função de controlar todas as emendas na Câmara; as de comissão e as emendas impositivas. "Ela que opera o orçamento ali", expôs Marangoni, também em depoimento à polícia no âmbito do inquérito.
Com os depoimentos citados, Dino determinou que fossem cumpridos mandados de busca e apreensão em todos os endereços ligados à servidora. O ministro também impôs a quebra de sigilo dos dados telefônicos e afastou parcialmente Mariângela do trabalho na Câmara.
Mariângela Fialek assessorou Arthur Lira no período em que ele permaneceu na presidência da Câmara entre 2021 e 2024. Também no período, atuou como conselheira fiscal da Codevasf, órgão abastecido com as emendas do orçamento secreto. Hoje, ela está lotada na liderança do PP, o partido de Lira.
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Deflagrada em dezembro de 2025, a operação provocou o afastamento da assessora Mariângela Fialek, a Tuca. Então assessora da liderança do PP na Câmara dos Deputados, Tuca é apontada como a responsável por operacionalizar o direcionamento das emendas no “Orçamento secreto”. Ela assessorou o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) na presidência de 2021 a 2024.
A PF chegou a Tuca a partir dos deputados federais Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI), do senador Cleitinho (Republicanos-MG) e de uma servidora da Câmara. A instituição ainda chegou a quebrar o sigilo telemático da servidora.
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Dino determinou a instauração do inquérito à PF a partir de discursos de deputados federais e senadores na Câmara dos Deputados e no Senado. Em depoimento, José Rocha relatou que Tuca teria agido para indicar as emendas da Comissão de Integração, presidida pelo deputado federal na ocasião, atendendo às demandas de Lira.
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Outros parlamentares ressaltaram que cabia à Mariângela a função de controlar todas as emendas na Câmara; as de comissão e as emendas impositivas. "Ela que opera o orçamento ali", expôs Marangoni, também em depoimento à polícia no âmbito do inquérito.
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Mariângela Fialek assessorou Arthur Lira no período em que ele permaneceu na presidência da Câmara entre 2021 e 2024. Também no período, atuou como conselheira fiscal da Codevasf, órgão abastecido com as emendas do orçamento secreto. Hoje, ela está lotada na liderança do PP, o partido de Lira.