BRASÍLIA - O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), negou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) será vice em sua chapa para disputar a Presidência da República em outubro deste ano. Segundo ele, Zema confirmou que também vai concorrer ao Planalto.  

O PSD anunciou nesta segunda-feira (30/3) o nome de Caiado na disputa à Presidência. Zema foi cotado pelo PSD como o vice do governador de Goiás. O mineiro também é cortejado pelo PL do senador Flávio Bolsonaro (RJ).   

“Tenho respeito enorme pelo Zema, um carinho enorme. Há poucos dias estive lá com o Zema, ele me disse ‘da mesma maneira que saí pra minha campanha ao governo, vou sair na minha campanha pra presidente’, eu disse ‘amigo, tá fechado’, eu estimulo as pessoas que têm esse tipo de convicção”, afirmou, ao ser questionado, em entrevista coletiva. 

Também na coletiva, Caiado afirmou que seu primeiro ato caso seja eleito presidente será “anistia geral, ampla e irrestrita” a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e também pela tentativa de golpe de Estado, entre eles ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apesar do aceno aos eleitores de Bolsonaro, o governador de Goiás alfinetou o senador Flávio Bolsonaro pela falta de experiência. Caiado, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho mais velho de Bolsonaro, se apresentou como uma "terceira via" para vencer a polarização.

Segundo ele, a “polarização não é traço da política nacional” e pode ser “desativada”. O pré-candidato defendeu que a anistia seria a forma de pacificar o país.

“A polarização é sustentada por projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. E pode ser desativada sim, por alguém que não é parte dela. É o que pretendo fazer”, disse à imprensa, em São Paulo.

“Vamos pacificar o país, vamos anistiar, inclusive o ex-presidente, vou dar uma mostra que vou cuidar das pessoas”, complementou.

No entanto, Caiado alfinetou Flávio Bolsonaro e destacou a importância da experiência para governar o país, ao lembrar que Jair Bolsonaro ganhou a eleição de 2018, mas perdeu a reeleição no pleito seguinte. O governador afirmou ainda que é preciso saber dialogar com as lideranças do Congresso, do Judiciário e governadores do país.

“O PT venceu cinco eleições depois do regime militar. Mas nós ganhamos uma eleição, e depois ele voltou. O desafio não é ganhar uma eleição. Isso é fácil. No segundo turno estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção. PT não é mais opção em Goiás, no Paraná, no Rio Grande do Sul”, disse.