Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos criticou a empresa de transporte por aplicativo Uber pelas políticas de retenção do valor das corridas. Em publicação nas redes sociais, o político afirmou que recebeu uma notificação de ameaça de processo pela empresa pelas críticas públicas.
Na terça-feira (24/3), Boulos apresentou um pacote de medidas que pretende alterar a relação entre as plataformas de transporte e entrega com os trabalhadores que dependem delas, como motoristas de transporte de passageiros e entregadores.
No X, antigo Twitter, o ministro criticou a “taxa de retenção” mantida pela empresa, que “fica com até 50% dos valores das corridas”.
“Pensem bem: o carro é do motorista, ele que paga a gasolina, o risco é dele e o trabalho é dele. E a UBER fica com uma fatia enorme da corrida só por intermediar motorista e passageiro. É um absurdo!”, escreveu Boulos.
A UBER me enviou uma notificação pelas críticas que fiz à empresa, que fica com até 50% do valor das corridas como “taxa de retenção”.
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) March 27, 2026
Pensem bem: o carro é do motorista, ele que paga a gasolina, o risco é dele e o trabalho é dele. E a UBER fica com uma fatia enorme da corrida…
Na rede social, ele ainda afirmou que a empresa “pode ameaçar processar à vontade” e que o governo federal não vai desistir de defender a categoria. “O governo do Brasil não vai recuar em defender os motoristas de aplicativo e nem se intimidar por ameaças de uma empresa estrangeira. Aqui não!”, finalizou.
A Uber foi procurada para um posicionamento sobre o caso. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia respondido. O espaço segue aberto para quaisquer manifestações.






