array(31) {
["id"]=>
int(179198)
["title"]=>
string(55) "Bolsomaster: o escândalo atinge o coração da direita"
["content"]=>
string(5574) "A prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, abre um novo episódio na crônica de falcatruas encenada em torno do Banco Master.
PH, como é conhecido, está agora no complexo penitenciário da Papuda. Antes do comandante supremo da organização, ele é o último elo da cadeia de interesses responsável pelo rombo no banco, estimado em mais de 60 bilhões de reais, o maior da história do país.
Partiu da Globo a manobra do PowerPoint que buscava implicar Lula e o PT. Ela naufragou, explicitando que mais uma vez há interesses dispostos a tudo para impedir nova vitória de Lula e do PT nas eleições.
O caminho das responsabilidades que vêm sendo apuradas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal conduz ao sentido oposto.
As investigações indicam na direção do chefe de PH, o ex-governador bolsonarista do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, apoiador de Jair Bolsonaro. Apontam ainda para o ex-presidente golpista Michel Temer, que indicou PH ao cargo. Relacionam na lista dos beneficiários da farra o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República.
Para entender a gravidade do que está em jogo, é preciso seguir o rastro do empréstimo do BRB a Flávio — e, neste caso, ele leva à mansão de 6 milhões de reais (há avaliações de que, na verdade, o imóvel vale 14 milhões) no Lago Sul, em Brasília.
Foi para adquirir esse imóvel de luxo que Flávio Bolsonaro obteve crédito com taxas e volume sem garantias. O senador, que construiu sua carreira política na esteira do discurso antipetista e de combate à corrupção, recebeu um tratamento diferenciado de um banco público cujo presidente havia sido indicado justamente por Michel Temer.
E onde entra Ibaneis Rocha nessa engrenagem? Como governador do Distrito Federal à época, ele dificilmente não tinha conhecimento da compra de carteiras de crédito fraudulentas, estimadas em R$ 12 bilhões, originadas pelo banco de Daniel Vorcaro. O investimento simplesmente virou fumaça na teia de fraudes que agora começa a ser desmontada pela Justiça. Ibaneis chancelou a nomeação do indicado de Temer. As fraudes e favorecimentos se deram à custa do roubo das pensões de funcionários que trabalharam durante décadas para o Distrito Federal.
É preciso chegar ao cabeça da organização existente na conexão entre o Banco Master e o BRB. Para isso, os investigadores contam com uma provável delação premiada de PH.
Há, porém, um contraponto necessário. O Banco Central, sob a presidência de Gabriel Galípolo — nomeado pelo presidente Lula —, e o Ministério da Fazenda de Fernando Haddad agiram com lisura exemplar. Foi Galípolo quem barrou a operação de compra do Master pelo BRB, uma manobra que teria transferido ao contribuinte um ativo falido, criando um prejuízo bilionário ao país.
O mesmo Banco Central, alinhado ao comando ético de Lula, decretou a intervenção extrajudicial no Banco Master, evitando um colapso financeiro sistêmico. Sem essa atitude firme, o estrago seria incomensuravelmente maior.
Sob o governo de Ibaneis, o BRB transformou-se em balcão de negócios privados da elite política. As investigações apontam para ramificações do escândalo em vários estados, atingindo parlamentares ligados ao Centrão e governadores bolsonaristas.
Ibaneis vem oscilando entre o silêncio e a defesa de Vorcaro. Não há explicação para o fato de ele ainda seguir solto diante das evidências de sua ascendência sobre o esquema. É questão de tempo.
Conteúdo postado por:
Brasil 247
"
["author"]=>
string(11) " Brasil 247"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(636648)
["filename"]=>
string(27) "ibaneis-e-ph-abril-2024.jpg"
["size"]=>
string(5) "73829"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(0) ""
}
["image_caption"]=>
string(116) "Ibaneis e Paulo Henrique Costa, em foto de 2024: pautas no sigilo. Foto: Renato Alves/ Agência Brasília/via Flickr"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(120) "A prisão de Paulo Henrique Costa leva a Ibaneis Rocha e pode atingir também Flávio Bolsonaro
"
["author_slug"]=>
string(10) "brasil-247"
["views"]=>
int(66)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(51) "bolsomaster-o-escandalo-atinge-o-coracao-da-direita"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-04-19 12:16:38.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-04-19 12:16:38.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-04-19T12:10:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(28) "/ibaneis-e-ph-abril-2024.jpg"
}
A prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, abre um novo episódio na crônica de falcatruas encenada em torno do Banco Master.
PH, como é conhecido, está agora no complexo penitenciário da Papuda. Antes do comandante supremo da organização, ele é o último elo da cadeia de interesses responsável pelo rombo no banco, estimado em mais de 60 bilhões de reais, o maior da história do país.
Partiu da Globo a manobra do PowerPoint que buscava implicar Lula e o PT. Ela naufragou, explicitando que mais uma vez há interesses dispostos a tudo para impedir nova vitória de Lula e do PT nas eleições.
O caminho das responsabilidades que vêm sendo apuradas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal conduz ao sentido oposto.
As investigações indicam na direção do chefe de PH, o ex-governador bolsonarista do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, apoiador de Jair Bolsonaro. Apontam ainda para o ex-presidente golpista Michel Temer, que indicou PH ao cargo. Relacionam na lista dos beneficiários da farra o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República.
Para entender a gravidade do que está em jogo, é preciso seguir o rastro do empréstimo do BRB a Flávio — e, neste caso, ele leva à mansão de 6 milhões de reais (há avaliações de que, na verdade, o imóvel vale 14 milhões) no Lago Sul, em Brasília.
Foi para adquirir esse imóvel de luxo que Flávio Bolsonaro obteve crédito com taxas e volume sem garantias. O senador, que construiu sua carreira política na esteira do discurso antipetista e de combate à corrupção, recebeu um tratamento diferenciado de um banco público cujo presidente havia sido indicado justamente por Michel Temer.
E onde entra Ibaneis Rocha nessa engrenagem? Como governador do Distrito Federal à época, ele dificilmente não tinha conhecimento da compra de carteiras de crédito fraudulentas, estimadas em R$ 12 bilhões, originadas pelo banco de Daniel Vorcaro. O investimento simplesmente virou fumaça na teia de fraudes que agora começa a ser desmontada pela Justiça. Ibaneis chancelou a nomeação do indicado de Temer. As fraudes e favorecimentos se deram à custa do roubo das pensões de funcionários que trabalharam durante décadas para o Distrito Federal.
É preciso chegar ao cabeça da organização existente na conexão entre o Banco Master e o BRB. Para isso, os investigadores contam com uma provável delação premiada de PH.
Há, porém, um contraponto necessário. O Banco Central, sob a presidência de Gabriel Galípolo — nomeado pelo presidente Lula —, e o Ministério da Fazenda de Fernando Haddad agiram com lisura exemplar. Foi Galípolo quem barrou a operação de compra do Master pelo BRB, uma manobra que teria transferido ao contribuinte um ativo falido, criando um prejuízo bilionário ao país.
O mesmo Banco Central, alinhado ao comando ético de Lula, decretou a intervenção extrajudicial no Banco Master, evitando um colapso financeiro sistêmico. Sem essa atitude firme, o estrago seria incomensuravelmente maior.
Sob o governo de Ibaneis, o BRB transformou-se em balcão de negócios privados da elite política. As investigações apontam para ramificações do escândalo em vários estados, atingindo parlamentares ligados ao Centrão e governadores bolsonaristas.
Ibaneis vem oscilando entre o silêncio e a defesa de Vorcaro. Não há explicação para o fato de ele ainda seguir solto diante das evidências de sua ascendência sobre o esquema. É questão de tempo.
Conteúdo postado por:
Brasil 247