array(31) {
["id"]=>
int(138589)
["title"]=>
string(86) "Ataques à imprensa avançam no Brasil, aponta relatório; Bolsonaro lidera em ofensas"
["content"]=>
string(4985) "BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um relatório da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) sobre violações à liberdade da expressão mostra um aumento de profissionais de imprensa vítimas de atentados, agressões, ameaças, ofensas e intimidações em 2021, na comparação com o ano anterior.
Pelo menos 230 profissionais e veículos de comunicação sofreram algum tipo de ataque, 22% a mais do que em 2020.
O principal autor das ofensas ao longo de 2021 foi o presidente Jair Bolsonaro (PL). O relatório da Abert, divulgado na manhã desta terça-feira (22), lista 46 ofensas à imprensa por parte do chefe do Executivo.
Já apoiadores do presidente foram responsáveis por oito episódios de agressão, cinco de ameaça e cinco de intimidação, o que é compreendido como uma resposta ao estímulo a ataques à imprensa por parte de Bolsonaro.
"É fundamental que nossas principais autoridades, o próprio presidente, a maior autoridade do país, tenham muita tranquilidade nesses momentos para que não guiem nos apoiadores o discurso de ódio", afirmou o presidente da Abert, Flávio Lara Resende.
"Não há nenhuma dúvida de que as autoridades têm de ter muito cuidado e equilíbrio, especialmente num ano eleitoral", completo Lara Resende.
A entidade espera um aumento dos ataques à imprensa em 2022, em razão da disputa eleitoral. Isto deve ocorrer tanto em relação à disputa presidencial quanto nas guerras políticas travadas nos estados.
O levantamento da Abert sobre violações à liberdade de expressão é feito há dez anos.
O relatório referente a 2021 aponta a ocorrência de 4.000 ataques virtuais por dia à imprensa, ou 167 ataques por hora, quase três por minuto.
O relatório identificou 1,5 milhão de posts pejorativos, com palavras de baixo calão e expressões depreciativas. Em relação a 2020, houve uma redução de 54% nos ataques virtuais.
Oito profissionais de comunicação foram vítimas de atentados em 2021, o dobro do registrado em 2020. "Os autores agem com a clara intenção de dar fim à vida dos profissionais da imprensa", afirma o relatório. Em quatro casos, houve uso de armas de fogo.
O documento não registra assassinato de jornalistas em 2021. Isto só não ocorreu também no ano de 2019, conforme a Abert.
No caso de agressões, 61 profissionais foram vítimas de chutes, pontapés, socos ou tapas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. As equipes de TV foram as mais agredidas.
Houve menos casos de ofensas, mas uma maior quantidade de vítimas em 2021: 89 profissionais e veículos de comunicação. O aumento foi de 31%.
Também houve mais jornalistas intimidados. O relatório registra que 43 profissionais tiveram o trabalho interrompido ou foram recebidos aos gritos em coberturas, um incremento de 43% em relação ao ano anterior. Outros 15 foram ameaçados, também um aumento em relação ao levantamento feito em 2020.
O relatório registra ainda episódios de censura e de mobilização na Justiça como forma de intimidação ao trabalho da imprensa. A Abert mapeou 29 decisões judiciais referentes ao trabalho jornalístico, das quais 14 foram contrárias à imprensa. Parte foi revertida na segunda instância da Justiça em 2022, segundo a entidade.
O documento lembra que, pela primeira vez em 20 anos, o Brasil passou para a "zona vermelha" do ranking mundial de liberdade de imprensa, organizado pela Repórteres sem Fronteiras. O país caiu quatro posições em 2021, passando de 107ª para 111ª, a pior posição em 20 anos.
O relatório documenta diversos ataques à Folha de S.Paulo e a profissionais do jornal. As principais ofensas partiram de Bolsonaro.
"
["author"]=>
string(10) "FolhaPress"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(590108)
["filename"]=>
string(11) "bomzubi.jpg"
["size"]=>
string(5) "92945"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(5) "site/"
}
["image_caption"]=>
string(9) " © Getty"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(174) "O relatório referente a 2021 aponta a ocorrência de 4.000 ataques virtuais por dia à imprensa, ou 167 ataques por hora, quase três por minuto
"
["author_slug"]=>
string(10) "folhapress"
["views"]=>
int(84)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(81) "ataques-a-imprensa-avancam-no-brasil-aponta-relatorio-bolsonaro-lidera-em-ofensas"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(431)
["name"]=>
string(9) "Política"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(8) "politica"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-03-23 12:05:01.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2022-03-23 12:05:01.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2022-03-23T12:10:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(16) "site/bomzubi.jpg"
}
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um relatório da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) sobre violações à liberdade da expressão mostra um aumento de profissionais de imprensa vítimas de atentados, agressões, ameaças, ofensas e intimidações em 2021, na comparação com o ano anterior.
Pelo menos 230 profissionais e veículos de comunicação sofreram algum tipo de ataque, 22% a mais do que em 2020.
O principal autor das ofensas ao longo de 2021 foi o presidente Jair Bolsonaro (PL). O relatório da Abert, divulgado na manhã desta terça-feira (22), lista 46 ofensas à imprensa por parte do chefe do Executivo.
Já apoiadores do presidente foram responsáveis por oito episódios de agressão, cinco de ameaça e cinco de intimidação, o que é compreendido como uma resposta ao estímulo a ataques à imprensa por parte de Bolsonaro.
"É fundamental que nossas principais autoridades, o próprio presidente, a maior autoridade do país, tenham muita tranquilidade nesses momentos para que não guiem nos apoiadores o discurso de ódio", afirmou o presidente da Abert, Flávio Lara Resende.
"Não há nenhuma dúvida de que as autoridades têm de ter muito cuidado e equilíbrio, especialmente num ano eleitoral", completo Lara Resende.
A entidade espera um aumento dos ataques à imprensa em 2022, em razão da disputa eleitoral. Isto deve ocorrer tanto em relação à disputa presidencial quanto nas guerras políticas travadas nos estados.
O levantamento da Abert sobre violações à liberdade de expressão é feito há dez anos.
O relatório referente a 2021 aponta a ocorrência de 4.000 ataques virtuais por dia à imprensa, ou 167 ataques por hora, quase três por minuto.
O relatório identificou 1,5 milhão de posts pejorativos, com palavras de baixo calão e expressões depreciativas. Em relação a 2020, houve uma redução de 54% nos ataques virtuais.
Oito profissionais de comunicação foram vítimas de atentados em 2021, o dobro do registrado em 2020. "Os autores agem com a clara intenção de dar fim à vida dos profissionais da imprensa", afirma o relatório. Em quatro casos, houve uso de armas de fogo.
O documento não registra assassinato de jornalistas em 2021. Isto só não ocorreu também no ano de 2019, conforme a Abert.
No caso de agressões, 61 profissionais foram vítimas de chutes, pontapés, socos ou tapas, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. As equipes de TV foram as mais agredidas.
Houve menos casos de ofensas, mas uma maior quantidade de vítimas em 2021: 89 profissionais e veículos de comunicação. O aumento foi de 31%.
Também houve mais jornalistas intimidados. O relatório registra que 43 profissionais tiveram o trabalho interrompido ou foram recebidos aos gritos em coberturas, um incremento de 43% em relação ao ano anterior. Outros 15 foram ameaçados, também um aumento em relação ao levantamento feito em 2020.
O relatório registra ainda episódios de censura e de mobilização na Justiça como forma de intimidação ao trabalho da imprensa. A Abert mapeou 29 decisões judiciais referentes ao trabalho jornalístico, das quais 14 foram contrárias à imprensa. Parte foi revertida na segunda instância da Justiça em 2022, segundo a entidade.
O documento lembra que, pela primeira vez em 20 anos, o Brasil passou para a "zona vermelha" do ranking mundial de liberdade de imprensa, organizado pela Repórteres sem Fronteiras. O país caiu quatro posições em 2021, passando de 107ª para 111ª, a pior posição em 20 anos.
O relatório documenta diversos ataques à Folha de S.Paulo e a profissionais do jornal. As principais ofensas partiram de Bolsonaro.