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string(7126) "O ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) comunicou ao governador Mateus Simões (PSD), na manhã desta quinta-feira (30/7), que está articulando uma candidatura ao Palácio Tiradentes nas eleições de 2026. O encontro marcou a formalização do movimento político de Aro e consolidou o rompimento entre os dois, até então aliados no grupo liderado pelo ex-governador Romeu Zema (Novo).
Segundo Simões, Aro disse que negocia sua candidatura "há algumas semanas" e justificou a decisão pelo descontentamento com a composição da chapa governista, especialmente pela presença do senador Carlos Viana (PSD) na disputa ao Senado.
Inicialmente, Aro era o nome cotado para disputar uma das vagas ao Senado na chapa de Simões. No entanto, a composição começou a se desgastar após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD, em abril deste ano. Com Viana buscando a reeleição pelo grupo governista, Aro passou a demonstrar insatisfação com o espaço reservado a ele na chapa.
Após o encontro, o governador disse que recebeu a decisão com "decepção" e fez críticas à trajetória de Marcelo Aro dentro do governo. Em sua fala, ponderou que o ex-secretário ocupou cargos estratégicos na gestão de Romeu Zema após ter sido derrotado na eleição de 2022 e, agora, abandona o projeto político do grupo.
"Foi abrigado no governo durante quatro anos. Perdeu a eleição lá atrás, veio para o governo, exerceu posições importantes na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas anunciou que está virando as costas para o projeto. Não ao meu projeto, mas ao do (ex-)governador Romeu Zema, que foi quem o trouxe para o governo originalmente", destacou Simões.
Simões também ponderou que questionou Aro sobre o caráter definitivo da decisão e ouviu que o movimento ainda depende da definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). "Quando perguntei se era definitivo, ele me disse que 'não', porque ainda tem que ver se o Cleitinho não vai mudar de ideia. Ou seja, a ponderação dele, a essa altura, não é sequer sobre minha candidatura, mas se ele vai ter o espaço todo que espera do lado de lá", pontuou.
Rompimento
Com o rompimento, o grupo político do ex-secretário Marcelo Aro (PP) deixará o governo de Minas Gerais. O secretário de Governo, Castellar Neto, foi encarregado de levantar quais indicados ligados a Aro ainda ocupam cargos na administração estadual para identificar quem também deixará o Executivo.
O ex-secretário é considerado um dos principais articuladores políticos do estado, com influência sobre um grupo de deputados, prefeitos, vereadores e lideranças municipais, fator que amplia os impactos de seu rompimento com o governo.
Articulação em Brasília
A candidatura de Marcelo Aro ganhou força nas últimas semanas após reuniões com lideranças do PL e aliados em Brasília, em meio à indefinição sobre a participação de Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Com o impasse, integrantes de um bloco formado por PL, Republicanos, União Brasil-PP e PRD-Solidariedade passaram a articular uma alternativa em torno do ex-secretário. O governador também criticou o que classificou como uma busca por um projeto de poder e disse que a divergência entre ambos ultrapassa a disputa eleitoral.
"A preocupação dele em ter concorrentes para o Senado mostra que a visão dele de democracia e a minha são muito diferentes. Concorrentes fazem parte da construção democrática", declarou.
Cenário segue indefinido
A movimentação ocorre enquanto o senador Cleitinho insiste que permanece pré-candidato ao governo de Minas. Na noite dessa quarta-feira (29/7), o parlamentar declarou que disputará a eleição e negou ter desistido da candidatura ou que apoiaria Marcelo Aro.
Horas antes, o Republicanos divulgou uma nota criticando a demora de Cleitinho em definir sua situação e indicou que a legenda poderia seguir outro caminho.
Segundo o próprio Cleitinho, o anúncio foi adiado em razão do luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia no último dia 18 de julho. O senador afirmou que pretende conversar com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para tentar obter a oficialização de sua candidatura.
Nos bastidores, entretanto, Republicanos, PP e União Brasil discutem alternativas para a disputa estadual. Marcelo Aro passou a ser tratado como uma das principais opções do grupo caso Cleitinho não consiga viabilizar sua candidatura.
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Segundo Simões, Aro disse que negocia sua candidatura "há algumas semanas" e justificou a decisão pelo descontentamento com a composição da chapa governista, especialmente pela presença do senador Carlos Viana (PSD) na disputa ao Senado.
Inicialmente, Aro era o nome cotado para disputar uma das vagas ao Senado na chapa de Simões. No entanto, a composição começou a se desgastar após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD, em abril deste ano. Com Viana buscando a reeleição pelo grupo governista, Aro passou a demonstrar insatisfação com o espaço reservado a ele na chapa.
Após o encontro, o governador disse que recebeu a decisão com "decepção" e fez críticas à trajetória de Marcelo Aro dentro do governo. Em sua fala, ponderou que o ex-secretário ocupou cargos estratégicos na gestão de Romeu Zema após ter sido derrotado na eleição de 2022 e, agora, abandona o projeto político do grupo.
"Foi abrigado no governo durante quatro anos. Perdeu a eleição lá atrás, veio para o governo, exerceu posições importantes na Casa Civil e na Secretaria de Governo, mas anunciou que está virando as costas para o projeto. Não ao meu projeto, mas ao do (ex-)governador Romeu Zema, que foi quem o trouxe para o governo originalmente", destacou Simões.
Simões também ponderou que questionou Aro sobre o caráter definitivo da decisão e ouviu que o movimento ainda depende da definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). "Quando perguntei se era definitivo, ele me disse que 'não', porque ainda tem que ver se o Cleitinho não vai mudar de ideia. Ou seja, a ponderação dele, a essa altura, não é sequer sobre minha candidatura, mas se ele vai ter o espaço todo que espera do lado de lá", pontuou.
Rompimento
Com o rompimento, o grupo político do ex-secretário Marcelo Aro (PP) deixará o governo de Minas Gerais. O secretário de Governo, Castellar Neto, foi encarregado de levantar quais indicados ligados a Aro ainda ocupam cargos na administração estadual para identificar quem também deixará o Executivo.
O ex-secretário é considerado um dos principais articuladores políticos do estado, com influência sobre um grupo de deputados, prefeitos, vereadores e lideranças municipais, fator que amplia os impactos de seu rompimento com o governo.
Articulação em Brasília
A candidatura de Marcelo Aro ganhou força nas últimas semanas após reuniões com lideranças do PL e aliados em Brasília, em meio à indefinição sobre a participação de Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes.
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"A preocupação dele em ter concorrentes para o Senado mostra que a visão dele de democracia e a minha são muito diferentes. Concorrentes fazem parte da construção democrática", declarou.
Cenário segue indefinido
A movimentação ocorre enquanto o senador Cleitinho insiste que permanece pré-candidato ao governo de Minas. Na noite dessa quarta-feira (29/7), o parlamentar declarou que disputará a eleição e negou ter desistido da candidatura ou que apoiaria Marcelo Aro.
Horas antes, o Republicanos divulgou uma nota criticando a demora de Cleitinho em definir sua situação e indicou que a legenda poderia seguir outro caminho.
Segundo o próprio Cleitinho, o anúncio foi adiado em razão do luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia no último dia 18 de julho. O senador afirmou que pretende conversar com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para tentar obter a oficialização de sua candidatura.
Nos bastidores, entretanto, Republicanos, PP e União Brasil discutem alternativas para a disputa estadual. Marcelo Aro passou a ser tratado como uma das principais opções do grupo caso Cleitinho não consiga viabilizar sua candidatura.