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No terceiro mês, do terceiro ano de seu terceiro mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz sua terceira visita a Minas Gerais, sendo a desta terça-feira (11/3) a segunda em menos de uma semana. Após ter passado por um acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Sul do estado na sexta-feira (7/3), o presidente retorna ao estado com agendas em indústrias na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O petista intensifica seus compromissos externos em momento em que lida com baixa popularidade e tenta viabilizar seu governo em Brasília com uma reforma ministerial.
Lula começa o dia no Polo Automotivo de Betim, na Grande BH. Pela manhã, o presidente visita a Stellantis para a inauguração do centro de desenvolvimento de produtos de mobilidade híbrida-flex. À tarde, a comitiva presidencial parte para Ouro Branco, na fábrica da Gerdau, onde anunciará um investimento de R$ 1,5 bilhão para a produção de aço.
Na última sexta-feira, o presidente participou de um evento de desapropriação de terras e entrega de propriedades para famílias em 24 estados brasileiros. A cerimônia aconteceu no acampamento do MST no Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, um dos mais antigos e populosos do movimento no Brasil. Na ocasião, Lula discursou com foco na reforma agrária e na carestia dos alimentos no país, em movimento de reaproximação com as bases eleitorais históricas.
As diferenças de agenda nos últimos compromissos de Lula exemplificam o momento atual do Palácio do Planalto. Na última semana, a pesquisa AtlasIntel mostrou que a reprovação do governo chegou a 53% em fevereiro, maior percentual para o petista em todo seu período no poder. A aprovação foi de apenas 45,7%. Dias antes, levantamento da Genial/Quaest mostrou que no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, os três estados mais populosos do país, a rejeição ultrapassou a marca de 60%.
Os dados mostram ainda que Lula perdeu popularidade em extratos onde historicamente é popular, como o Nordeste do Brasil e as classes sociais mais baixas. Um dos pontos considerados cruciais para esta reprovação é a alta nos preços dos alimentos, problema atacado pelo presidente durante discurso no MST e em ações como o fim dos impostos de importação sobre itens da alimentação básica dos brasileiros.
Agora, com empresários e integrantes da indústria, Lula vai conversar com outro público e colocar à prova sua capacidade de conciliação. O diálogo com as bases eleitorais da esquerda e o mercado financeiro e o setor industrial foi uma habilidade destacada do petista nos dois primeiros mandatos e é uma aposta da agenda atual em um momento de trabalhos pela retomada da popularidade da gestão.
As agendas com o setor industrial podem também colocar frente a frente Lula e Romeu Zema (Novo). Os chefes de Executivo trocaram farpas públicas recentemente ao falar sobre o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Em meio à discussão, o mineiro não compareceu ao evento de assinatura da concessão da BR-381. O governador foi novamente convidado para os eventos em Ouro Branco e Betim, mas não confirmou presença.
Mudança nos ministérios
Enquanto viaja por Minas Gerais, Lula coordena em Brasília uma reforma ministerial. Também nesta empreitada, o presidente tem trabalhado em duas frentes diferentes. As alterações na Esplanada dos Ministérios têm origem na necessidade de abrir espaços ao Centrão e garantir governabilidade na metade final da gestão. A expectativa é que a concessão de cargos garanta maioria, ou, ao menos, mais tranquilidade para votações no Congresso Nacional.
Embora membros do governo e mesmo integrantes do PT anseiem pelas movimentações pragmáticas para dar espaço a partidos como o PSD, que já conta com três pastas na administração, as ações práticas de Lula neste sentido apenas movimentaram peças petistas.
MG tem só 7 cidades com nota máxima em capacidade de pagamento de dívidas
Ontem, em Brasília, Lula assinou a nomeação de Alexandre Padilha (PT) como novo ministro da Saúde no lugar de Nísia Trindade. O petista deixou a Secretaria de Relações Institucionais, vaga preenchida por Gleisi Hoffmann, presidente do PT nos últimos oito anos.
À frente da legenda, Gleisi se notabilizou pelo contato direto com Lula durante o período da prisão em Curitiba e pela defesa aguerrida do partido durante seu período de maior turbulência. O retrospecto recente lhe conferiu uma imagem de radical, o que vai de encontro ao original intuito de agradar ao centrão com a reforma ministerial.
Na cerimônia de posse, Gleisi discursou em tom apaziguador e sinalizou para o exercício de sua função na pasta com intuito de aprimorar o diálogo entre o Executivo e o Legislativo para a reta final do governo Lula.
"Chego para somar. Foi essa missão que recebi e pretendo cumprir num governo de ampla coalizão, dialogando com as forças políticas do Congresso e com as expressões da sociedade, suas organizações e movimentos [...] tenho plena consciência do meu papel que é da articulação política", afirmou a petista.
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Lula começa o dia no Polo Automotivo de Betim, na Grande BH. Pela manhã, o presidente visita a Stellantis para a inauguração do centro de desenvolvimento de produtos de mobilidade híbrida-flex. À tarde, a comitiva presidencial parte para Ouro Branco, na fábrica da Gerdau, onde anunciará um investimento de R$ 1,5 bilhão para a produção de aço.
Na última sexta-feira, o presidente participou de um evento de desapropriação de terras e entrega de propriedades para famílias em 24 estados brasileiros. A cerimônia aconteceu no acampamento do MST no Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, um dos mais antigos e populosos do movimento no Brasil. Na ocasião, Lula discursou com foco na reforma agrária e na carestia dos alimentos no país, em movimento de reaproximação com as bases eleitorais históricas.
As diferenças de agenda nos últimos compromissos de Lula exemplificam o momento atual do Palácio do Planalto. Na última semana, a pesquisa AtlasIntel mostrou que a reprovação do governo chegou a 53% em fevereiro, maior percentual para o petista em todo seu período no poder. A aprovação foi de apenas 45,7%. Dias antes, levantamento da Genial/Quaest mostrou que no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, os três estados mais populosos do país, a rejeição ultrapassou a marca de 60%.
Os dados mostram ainda que Lula perdeu popularidade em extratos onde historicamente é popular, como o Nordeste do Brasil e as classes sociais mais baixas. Um dos pontos considerados cruciais para esta reprovação é a alta nos preços dos alimentos, problema atacado pelo presidente durante discurso no MST e em ações como o fim dos impostos de importação sobre itens da alimentação básica dos brasileiros.
Agora, com empresários e integrantes da indústria, Lula vai conversar com outro público e colocar à prova sua capacidade de conciliação. O diálogo com as bases eleitorais da esquerda e o mercado financeiro e o setor industrial foi uma habilidade destacada do petista nos dois primeiros mandatos e é uma aposta da agenda atual em um momento de trabalhos pela retomada da popularidade da gestão.
As agendas com o setor industrial podem também colocar frente a frente Lula e Romeu Zema (Novo). Os chefes de Executivo trocaram farpas públicas recentemente ao falar sobre o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Em meio à discussão, o mineiro não compareceu ao evento de assinatura da concessão da BR-381. O governador foi novamente convidado para os eventos em Ouro Branco e Betim, mas não confirmou presença.
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Enquanto viaja por Minas Gerais, Lula coordena em Brasília uma reforma ministerial. Também nesta empreitada, o presidente tem trabalhado em duas frentes diferentes. As alterações na Esplanada dos Ministérios têm origem na necessidade de abrir espaços ao Centrão e garantir governabilidade na metade final da gestão. A expectativa é que a concessão de cargos garanta maioria, ou, ao menos, mais tranquilidade para votações no Congresso Nacional.
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À frente da legenda, Gleisi se notabilizou pelo contato direto com Lula durante o período da prisão em Curitiba e pela defesa aguerrida do partido durante seu período de maior turbulência. O retrospecto recente lhe conferiu uma imagem de radical, o que vai de encontro ao original intuito de agradar ao centrão com a reforma ministerial.
Na cerimônia de posse, Gleisi discursou em tom apaziguador e sinalizou para o exercício de sua função na pasta com intuito de aprimorar o diálogo entre o Executivo e o Legislativo para a reta final do governo Lula.
"Chego para somar. Foi essa missão que recebi e pretendo cumprir num governo de ampla coalizão, dialogando com as forças políticas do Congresso e com as expressões da sociedade, suas organizações e movimentos [...] tenho plena consciência do meu papel que é da articulação política", afirmou a petista.