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string(73) "André Mendonça é o novo relator do caso Master após saída de Toffoli"
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string(7152) "BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) sorteou o ministro André Mendonça para assumir o inquérito do Banco Master. Ele substituirá Dias Toffoli, que renunciou à relatoria da investigação nesta quinta-feira (12/2) após uma reunião com os pares.
Com a saída do ministro, o inquérito sobre a suposta fraude de R$ 12,2 bilhões do Master em emissão de títulos de crédito falsos foi redistribuído em sorteio eletrônico. Foi retirado do sorteio, além de Toffoli, o presidente do STF Edson Fachin, que está a cargo de funções administrativas.
O que aconteceu?
O Supremo retirou de Dias Toffoli o inquérito sobre a fraude bilionária do banco Master. Ele era relator desde dezembro de 2025, quando puxou a investigação para o STF a pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. A saída foi acordada entre os ministros da Corte nesta quinta-feira como resposta à escalada da pressão sobre o então relator.
A situação chegou a um impasse na última segunda-feira (9) quando a Polícia Federal (PF) entregou um relatório que liga Toffoli à investigação. O tribunal, entretanto, não reconheceu a suspeição do ministro na nota que informou a saída dele da relatoria. Os ministros analisam que todos os atos dele foram válidos e desprezam a existência de suspeição ou impedimento.
Apesar disso, a presidência do STF disse ter recebido um pedido de Toffoli para redistribuição do processo. "A pedido do ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à presidência do tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob sua relatoria para que a presidência promova a livre redistribuição", informam os ministros em nota conjunta.
Menções a Toffoli
A relatoria de Toffoli é colocada sob suspeitas pela opinião pública desde que o colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim revelou que o ministro viajou ao lado do advogado do ex-diretor do Master Luiz Antônio Bull. Toffoli e Augusto de Arruda Botelho tomaram um voo privados juntos rumo a Lima, Peru, para assistir à final da Libertadores.
Quinze dias após assumir a relatoria da investigação, Toffoli autorizou a PF a tomar novos depoimentos, mas restringiu as oitivas às salas de audiência do STF. À época, o ministro justificou que os depoimentos deveriam ser “gravados e acompanhados” pelos juízes auxiliares do próprio gabinete.
Toffoli também determinou que os documentos e as informações enviadas pela 10ª Vara Federal da Justiça do Distrito Federal ficassem sob custódia do STF. O ministro atribuiu a decisão à necessidade de “afastar eventuais nulidades” e alcançar “resultados efetivos, com a estrita observância do processo legal”.
As críticas levaram Toffoli a recuar em determinados episódios. O ministro chegou a determinar uma acareação entre o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e Vorcaro, mas voltou atrás e excluiu Aquino, que não é investigado.
O ministro também recuou após insistir que todo o material apreendido pela PF durante a segunda fase da operação, realizada em janeiro, ficasse custodiado no STF. Toffoli transferiu a custódia para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e, mais tarde, liberou quatro peritos criminais da autoridade policial a analisarem o acervo probatório.
Tayayá Resort
Pressionado, Toffoli admitiu, nesta quinta-feira, ser sócio dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR). Os irmãos foram sócios do Arleen Investimentos, cujo sócio oculto, segundo revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”, é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, entre setembro de 2021 e fevereiro de 2025.
O ministro, no entanto, negou conhecer Zettel e, ainda, “qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima” com Vorcaro. “Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, concluiu, em manifestação nesta quinta.
Toffoli também alegou que a sociedade com os irmãos é registrada na Junta Comercial e que faz prestações anuais à Receita Federal. “Todos os atos e informações da (empresa) Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, pontuou.
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Com a saída do ministro, o inquérito sobre a suposta fraude de R$ 12,2 bilhões do Master em emissão de títulos de crédito falsos foi redistribuído em sorteio eletrônico. Foi retirado do sorteio, além de Toffoli, o presidente do STF Edson Fachin, que está a cargo de funções administrativas.
O que aconteceu?
O Supremo retirou de Dias Toffoli o inquérito sobre a fraude bilionária do banco Master. Ele era relator desde dezembro de 2025, quando puxou a investigação para o STF a pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro. A saída foi acordada entre os ministros da Corte nesta quinta-feira como resposta à escalada da pressão sobre o então relator.
A situação chegou a um impasse na última segunda-feira (9) quando a Polícia Federal (PF) entregou um relatório que liga Toffoli à investigação. O tribunal, entretanto, não reconheceu a suspeição do ministro na nota que informou a saída dele da relatoria. Os ministros analisam que todos os atos dele foram válidos e desprezam a existência de suspeição ou impedimento.
Apesar disso, a presidência do STF disse ter recebido um pedido de Toffoli para redistribuição do processo. "A pedido do ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à presidência do tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob sua relatoria para que a presidência promova a livre redistribuição", informam os ministros em nota conjunta.
Menções a Toffoli
A relatoria de Toffoli é colocada sob suspeitas pela opinião pública desde que o colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim revelou que o ministro viajou ao lado do advogado do ex-diretor do Master Luiz Antônio Bull. Toffoli e Augusto de Arruda Botelho tomaram um voo privados juntos rumo a Lima, Peru, para assistir à final da Libertadores.
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Tayayá Resort
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Toffoli também alegou que a sociedade com os irmãos é registrada na Junta Comercial e que faz prestações anuais à Receita Federal. “Todos os atos e informações da (empresa) Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição”, pontuou.