Em entrevista para a rádio Líder FM de Ubá, na Zona da Mata, no final da manhã desta sexta-feira (2), Alexandre Kalil, candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, fez críticas ao atual governo estadual. Dentre elas, o postulante ao Palácio Tiradentes, falou sobre o ‘abandono’ da região nos últimos anos.

“O abandono completo do governo de Minas com a Zona da Mata vai acabar. Eu prometo que a Zona da Mata não ficará abandonada. Eu vou tomar providências já em janeiro, para que a gente reconstrua e dê condição para esse polo moveleiro tão importante, para esse povo que tanto produz e gera imposto para Minas, tenha uma condição digna de escoar, para empregar. Essa região que perdeu muito nesses últimos oito anos, nesse descaso e nesse desmando de um governo que não pregou um prego na parede nem de Ubá, nem de Juiz de Fora, nem da região”, apontou.

Ele criticou a falta de investimentos na recuperação das cidades que sofreram com as fortes chuvas de fevereiro deste ano, que resultaram em 74 mortos e milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas.

“Em Belo Horizonte, quando eu fui prefeito, aconteceu algo parecido com o que teve aí. Choveu 200 milímetros em três horas. Destruiu a cidade. Imagine se R$40 milhões em ajuda que foram levados para a Zona da Mata adianta alguma coisa? Só em BH nós gastamos R$700 milhões, com recursos próprios, sem dinheiro do governo federal, sem um tostão do governo estadual”, salientou.

O pedetista se comparou com seus principais adversários na disputa ao governo, Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Patrus Ananias (PT).

“Não vou prometer que 'vou fazer', nós vamos organizar primeiro, arrecadar primeiro, é por isso que não pode tirar IPVA das cidades. Se a gente cortar o IPVA, estaremos tirando 6 bilhões por ano dos municípios. Espero tirar essa diferença para o Cleitinho na consciência de todo mundo, na comparação. Temos o Patrus, que eu respeito muito, mas que representou pro estado uma coisa muito ruim, foi muito ruim o governo (do PT), não está no DNA deles esse enxugamento da máquina, de não dar emprego pra companheirada, isso é muito ruim. E o outro candidato está dizendo em tirar dinheiro dos municípios, temos 13,6 bilhões de receita do IPVA, 40% são dos municípios. Com que autoridade o governador pode saquear os municípios? Quem sofre é o povo que o elegeu”, afirmou.

Alexandre Kalil voltou a falar sobre as ações que tomou durante a pandemia, quando era prefeito de Belo Horizonte.

“Nós temos que organizar, enxugar, colocar o dinheiro na hora certa e no lugar certo, pois você não sabe a hora em que vai cair um dilúvio na sua cabeça, uma pandemia na sua cabeça, o governo de Minas, este atual, começou a criar protocolos na pandemia, roxo, azul, vermelho, mas não tomou nenhuma atitude, devia ter fechado o estado todo, isso (o fechamento que ele fez em BH) causou prejuízo em algumas áreas sim, no comércio, bar, restaurante, mas era o necessário”, disse.

Educação

Horas depois, em entrevista para a rádio Autêntica Favela, de Belo Horizonte, o pedetista endossou a valorização dos professores

“Essa terceirização de professores, de escola, isso de passar a escola para o município tomar conta, isso aí não. Isso aí, no meu governo, vai acabar. Professor tem que ser concursado, tem que ter curso, ser valorizado e ter plano de carreira. Professor, médico, policial. Isso aí não pode ser terceirizado. Quem tem que tomar conta é o estado”, disse.

O postulante ao Palácio Tiradentes também comentou como encontrou a situação da pasta quando tomou posse como prefeito da capital mineira, em 2017.

“Quando eu cheguei, salsicha e ovo eram merenda. Eu falei: ‘salsicha não é carne, ovo não é carne’. Entendeu? Professora valorizada. Ah, não pagava 13º, eu passei a pagar. Ah, não pagava o salário inteiro, eu passei a pagar. Sabe quanto foi o aumento que eu dei para os professores quando eu era prefeito de Belo Horizonte? 125% em seis anos. Sabe como é que faz isso? Com o estado rico, com o estado arrecadando”, afirmou.