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Brasil247 – A agressão militar desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, na manhã deste sábado, 28 de fevereiro, foi interpretada pelo sociólogo Boaventura Sousa Santos como um movimento com alvo geopolítico mais amplo: os BRICS, a multipolaridade e, por consequência, países estratégicos como o Brasil. Em entrevista ao vivo à TV 247, concedida poucas horas depois do início da ofensiva, Boaventura alertou para a possibilidade de escalada regional com repercussões globais e defendeu que o Brasil “deve se preparar para o pior” no ciclo político que se aproxima.
No programa, o jornalista Leonardo Attuch abriu a transmissão classificando a situação como “gravíssima” e relatando que Estados Unidos e Israel teriam lançado um “ataque preventivo” contra o Irã em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. Ele afirmou ainda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria divulgado um vídeo nas redes sociais declarando guerra e exigindo rendição. Foi nesse contexto que Boaventura retomou o alerta feito no dia anterior, quando publicou um artigo no Brasil 247 afirmando que “pode estar começando a terceira guerra mundial”.
“Não lhes convém a multipolaridade”
Para Boaventura, o ataque não se explicaria apenas por motivos militares imediatos, mas por uma disputa de fundo sobre a configuração do sistema internacional. Ele descreveu um bloco composto por Estados Unidos, Israel e União Europeia como um “conjunto em declínio” que, justamente por se ver em declínio, buscaria impedir a consolidação de uma ordem multipolar.
Na sua avaliação, a China já teria entendido que Washington não estaria interessado em uma transição negociada para a multipolaridade. “Os Estados Unidos não estão interessados em nenhuma multipolaridade, estão interessados em guerra”, afirmou. Como exemplo do grau de alerta em Pequim, ele citou a aprovação do “maior orçamento militar de sempre” pela China, sugerindo que o país estaria se preparando para um cenário de confronto.
Boaventura insistiu que guerras frequentemente começam por incidentes que parecem periféricos, mas se tornam catalisadores de processos maiores. Desta vez, disse ele, o episódio teria “um significado grande”, porque envolve diretamente um país vinculado ao BRICS e uma das principais rotas energéticas para a Ásia.
Irã, petróleo e a lógica de “destruição”
Ao ser questionado sobre por que atacar o Irã agora, quando havia negociações em curso, Boaventura afirmou que o país seria, hoje, a peça central de resistência regional ao poder dos Estados Unidos, especialmente por sua capacidade de influenciar o equilíbrio do Oriente Médio e por sua relevância energética para a China.
Ele comparou o caso iraniano com o venezuelano e argumentou que, enquanto a Venezuela teria sido “neutralizada”, o Irã seria alvo de tentativa de “destruição” por ser, em sua leitura, “a única força que neste momento, não sendo a China, é a única que resiste”. Para ele, a guerra na Ucrânia também teria servido para manter a Rússia “refém” e limitada em sua capacidade de atuar em outros tabuleiros.
Ao comentar as dimensões tecnológicas do conflito, Boaventura mencionou a guerra cibernética como instrumento central de uma escalada global, afirmando que haveria movimentações na área de satélites e sistemas de comunicação capazes de “neutralizar qualquer reação” do Irã.
BRICS enfraquecidos e risco crescente para o Brasil
Quando Leonardo perguntou o que aconteceria se os Estados Unidos conseguissem derrubar rapidamente o regime iraniano e instaurar um governo alinhado, Boaventura respondeu que os BRICS tenderiam a sair enfraquecidos. Na sua visão, a Rússia já estaria limitada pelo prolongamento da guerra na Ucrânia, e a perda do Irã representaria um golpe energético e estratégico para a China.
A partir dessa leitura, ele apontou o Brasil como o país que, dentro do bloco, ganharia centralidade na mira das pressões futuras. “O país que consta depois de todos eles é o Brasil”, disse, lembrando que o país entraria em ano eleitoral e que, por isso, seria necessário “prever o pior” para evitar que ele se concretize.
Boaventura criticou uma decisão citada por ele como erro estratégico do Itamaraty: o veto à entrada da Venezuela nos BRICS. Segundo sua argumentação, a medida teria enfraquecido a China e exposto o Brasil a uma ilusão perigosa de que concessões poderiam produzir tratamento diferenciado por parte de Trump. “Erro absoluto”, declarou.
“Mudança de regime” e turbulência pré-eleitoral
Em uma das passagens mais sensíveis da entrevista, Boaventura afirmou ver risco de “mudança de regime” no Brasil, seja por uma derrota eleitoral da esquerda, seja por turbulências no período pré-eleitoral. Ele descreveu o ambiente como atravessado por forças internas que poderiam ser ativadas, citando a existência de uma extrema direita que, segundo ele, não estaria “destruída” e manteria influência em setores da sociedade e das instituições.
“O Trump tem essa arma na mão”, afirmou, ao argumentar que, em contextos de pressão internacional, países acabam “precisando dele” e podem ser empurrados a concessões, sob risco de desestabilização. Para Boaventura, esse padrão já teria sido aplicado em outros países da região, que ele descreveu como “neutralizados”, e poderia se voltar contra o Brasil.
ONU enfraquecida e apelo por institucionalização do bloco
Questionado sobre a capacidade do sistema internacional de conter a escalada, Boaventura afirmou que as Nações Unidas já não serviriam “para absolutamente nada” e defendeu que o BRICS deveria avançar em institucionalização e na construção de pilares de uma nova ordem. Ele relatou que, no artigo mencionado por Leonardo, sugeriu uma pressão para que o secretário-geral da ONU renunciasse por não cumprir a missão de evitar guerras.
Ainda assim, reconheceu dificuldades, apontando que a China estaria “muito isolada” e que a Rússia seria, na sua leitura, um “peso morto” em termos de articulação internacional, por estar presa ao conflito ucraniano.
Europa “perdida” e a incerteza sobre o papel regional
Ao ser perguntado sobre a Europa, Boaventura foi direto: “A Europa está perdida”. Ele criticou o que viu como submissão estratégica do continente e rejeitou a ideia de ameaça russa ao território europeu, tratando-a como um discurso recorrente e historicamente instrumentalizado.
No Oriente Médio, ele alertou para o risco de a guerra se expandir por envolver atores e fraturas antigas, inclusive dimensões religiosas e disputas regionais. Mencionou a fragilidade de países árabes diante de compromissos militares e comerciais com Washington e apontou a Turquia como “elefante dentro da sala”, por ser membro da OTAN e país islâmico, com potencial papel decisivo em um ambiente que poderia “arder” de ponta a ponta.
Discurso de Netanyahu e “destrução retórica”
No fim da conversa, Leonardo leu trechos de uma declaração atribuída ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, descrevendo a operação como missão para eliminar uma “ameaça existencial” e conclamar o povo iraniano a se insurgir contra o regime. Boaventura qualificou esse tipo de pronunciamento como “destrução retórica” e afirmou que haveria “mentiras” no discurso, sobretudo ao tentar colar Israel e Estados Unidos como vítimas de uma mesma agressão.
Ele também afirmou receber informações segundo as quais, no início de protestos e confrontos, haveria atuação de “agentes infiltrados” e descreveu o cenário como um esforço para produzir ruptura interna e derrubada do governo iraniano.
“Discutimos a guerra porque não queremos a guerra”
Ao encerrar, Boaventura destacou que analisar a guerra é, para ele, uma forma de buscar caminhos para evitar o pior. E deixou, como síntese, uma linha difícil de sustentação para o Brasil: preservar uma posição ativa contra a escalada, sem se tornar alvo direto de retaliação.
Nas palavras do sociólogo, trata-se de impedir a submissão sem precipitar uma confrontação que coloque o país “na mira” de Washington. A entrevista terminou com a promessa de novas análises ao longo do dia, enquanto o noticiário internacional seguia em rápida atualização.
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No programa, o jornalista Leonardo Attuch abriu a transmissão classificando a situação como “gravíssima” e relatando que Estados Unidos e Israel teriam lançado um “ataque preventivo” contra o Irã em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. Ele afirmou ainda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria divulgado um vídeo nas redes sociais declarando guerra e exigindo rendição. Foi nesse contexto que Boaventura retomou o alerta feito no dia anterior, quando publicou um artigo no Brasil 247 afirmando que “pode estar começando a terceira guerra mundial”.
“Não lhes convém a multipolaridade”
Para Boaventura, o ataque não se explicaria apenas por motivos militares imediatos, mas por uma disputa de fundo sobre a configuração do sistema internacional. Ele descreveu um bloco composto por Estados Unidos, Israel e União Europeia como um “conjunto em declínio” que, justamente por se ver em declínio, buscaria impedir a consolidação de uma ordem multipolar.
Na sua avaliação, a China já teria entendido que Washington não estaria interessado em uma transição negociada para a multipolaridade. “Os Estados Unidos não estão interessados em nenhuma multipolaridade, estão interessados em guerra”, afirmou. Como exemplo do grau de alerta em Pequim, ele citou a aprovação do “maior orçamento militar de sempre” pela China, sugerindo que o país estaria se preparando para um cenário de confronto.
Boaventura insistiu que guerras frequentemente começam por incidentes que parecem periféricos, mas se tornam catalisadores de processos maiores. Desta vez, disse ele, o episódio teria “um significado grande”, porque envolve diretamente um país vinculado ao BRICS e uma das principais rotas energéticas para a Ásia.
Irã, petróleo e a lógica de “destruição”
Ao ser questionado sobre por que atacar o Irã agora, quando havia negociações em curso, Boaventura afirmou que o país seria, hoje, a peça central de resistência regional ao poder dos Estados Unidos, especialmente por sua capacidade de influenciar o equilíbrio do Oriente Médio e por sua relevância energética para a China.
Ele comparou o caso iraniano com o venezuelano e argumentou que, enquanto a Venezuela teria sido “neutralizada”, o Irã seria alvo de tentativa de “destruição” por ser, em sua leitura, “a única força que neste momento, não sendo a China, é a única que resiste”. Para ele, a guerra na Ucrânia também teria servido para manter a Rússia “refém” e limitada em sua capacidade de atuar em outros tabuleiros.
Ao comentar as dimensões tecnológicas do conflito, Boaventura mencionou a guerra cibernética como instrumento central de uma escalada global, afirmando que haveria movimentações na área de satélites e sistemas de comunicação capazes de “neutralizar qualquer reação” do Irã.
BRICS enfraquecidos e risco crescente para o Brasil
Quando Leonardo perguntou o que aconteceria se os Estados Unidos conseguissem derrubar rapidamente o regime iraniano e instaurar um governo alinhado, Boaventura respondeu que os BRICS tenderiam a sair enfraquecidos. Na sua visão, a Rússia já estaria limitada pelo prolongamento da guerra na Ucrânia, e a perda do Irã representaria um golpe energético e estratégico para a China.
A partir dessa leitura, ele apontou o Brasil como o país que, dentro do bloco, ganharia centralidade na mira das pressões futuras. “O país que consta depois de todos eles é o Brasil”, disse, lembrando que o país entraria em ano eleitoral e que, por isso, seria necessário “prever o pior” para evitar que ele se concretize.
Boaventura criticou uma decisão citada por ele como erro estratégico do Itamaraty: o veto à entrada da Venezuela nos BRICS. Segundo sua argumentação, a medida teria enfraquecido a China e exposto o Brasil a uma ilusão perigosa de que concessões poderiam produzir tratamento diferenciado por parte de Trump. “Erro absoluto”, declarou.
“Mudança de regime” e turbulência pré-eleitoral
Em uma das passagens mais sensíveis da entrevista, Boaventura afirmou ver risco de “mudança de regime” no Brasil, seja por uma derrota eleitoral da esquerda, seja por turbulências no período pré-eleitoral. Ele descreveu o ambiente como atravessado por forças internas que poderiam ser ativadas, citando a existência de uma extrema direita que, segundo ele, não estaria “destruída” e manteria influência em setores da sociedade e das instituições.
“O Trump tem essa arma na mão”, afirmou, ao argumentar que, em contextos de pressão internacional, países acabam “precisando dele” e podem ser empurrados a concessões, sob risco de desestabilização. Para Boaventura, esse padrão já teria sido aplicado em outros países da região, que ele descreveu como “neutralizados”, e poderia se voltar contra o Brasil.
ONU enfraquecida e apelo por institucionalização do bloco
Questionado sobre a capacidade do sistema internacional de conter a escalada, Boaventura afirmou que as Nações Unidas já não serviriam “para absolutamente nada” e defendeu que o BRICS deveria avançar em institucionalização e na construção de pilares de uma nova ordem. Ele relatou que, no artigo mencionado por Leonardo, sugeriu uma pressão para que o secretário-geral da ONU renunciasse por não cumprir a missão de evitar guerras.
Ainda assim, reconheceu dificuldades, apontando que a China estaria “muito isolada” e que a Rússia seria, na sua leitura, um “peso morto” em termos de articulação internacional, por estar presa ao conflito ucraniano.
Europa “perdida” e a incerteza sobre o papel regional
Ao ser perguntado sobre a Europa, Boaventura foi direto: “A Europa está perdida”. Ele criticou o que viu como submissão estratégica do continente e rejeitou a ideia de ameaça russa ao território europeu, tratando-a como um discurso recorrente e historicamente instrumentalizado.
No Oriente Médio, ele alertou para o risco de a guerra se expandir por envolver atores e fraturas antigas, inclusive dimensões religiosas e disputas regionais. Mencionou a fragilidade de países árabes diante de compromissos militares e comerciais com Washington e apontou a Turquia como “elefante dentro da sala”, por ser membro da OTAN e país islâmico, com potencial papel decisivo em um ambiente que poderia “arder” de ponta a ponta.
Discurso de Netanyahu e “destrução retórica”
No fim da conversa, Leonardo leu trechos de uma declaração atribuída ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, descrevendo a operação como missão para eliminar uma “ameaça existencial” e conclamar o povo iraniano a se insurgir contra o regime. Boaventura qualificou esse tipo de pronunciamento como “destrução retórica” e afirmou que haveria “mentiras” no discurso, sobretudo ao tentar colar Israel e Estados Unidos como vítimas de uma mesma agressão.
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“Discutimos a guerra porque não queremos a guerra”
Ao encerrar, Boaventura destacou que analisar a guerra é, para ele, uma forma de buscar caminhos para evitar o pior. E deixou, como síntese, uma linha difícil de sustentação para o Brasil: preservar uma posição ativa contra a escalada, sem se tornar alvo direto de retaliação.
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