array(31) {
["id"]=>
int(177187)
["title"]=>
string(81) "Tradição une produção de laticínios e turismo rural no Norte de Minas Gerais"
["content"]=>
string(5434) "Memória afetiva, apoio familiar e dedicação são os principais ingredientes do requeijão moreno fabricado no município de Serranópolis de Minas . No Sítio Vó Luzia, Carlos Alessandro Lucas e a esposa produzem de forma artesanal cerca de 50 quilos da iguaria semanalmente.
A atividade é uma tradição passada entre gerações. “Meu avô era produtor de leite e para aproveitar o que sobrava e ganhar uma renda extra, minha avó produzia requeijão moreno para vender na cidade”, conta o produtor.
Após o falecimento da matriarca, ninguém deu continuidade à produção. Em 2019, a alta produção de leite e a saudade de sentir o gosto da iguaria motivaram Carlos a iniciar a fabricação. Segundo ele, várias tentativas foram realizadas. “Com a lembrança de vê-la produzindo, a orientação do meu pai e de outros familiares consegui chegar ao ponto”.
Para ter a produção regularizada, Carlos procurou o auxílio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Orientações sobre boas práticas de fabricação de requeijão moreno e regularização de agroindústria, assistência técnica sobre bovinocultura leiteira estão entre os trabalhos realizados pelo extensionista Gentil Dias Neto.
Além do requeijão, a família produz doce de leite e manteiga de requeijão e se dedicam à produção de café. A comercialização dos produtos é realizada em Belo Horizonte e no sítio. A qualidade do produto já rendeu medalhas em vários concursos.
Sucessão familiar
Carlos relata que o sítio Vó Luiza está na família há 80 anos e a atividade rural sempre foi sua paixão. “Aprendi com meu avô, meu pai e nunca pensei em ir para a cidade. Para mim é um privilégio continuar o trabalho dos meus avós e espero que meus filhos sejam os próximos sucessores”.
Turismo
A ideia de abrir as porteiras para o turismo surgiu em 2020 de forma inesperada e com uma proposta de inovação. “Meu amigo deu a ideia para que convidássemos um pequeno grupo de amigos para um café com requeijão. As pessoas gostaram e fizeram a propaganda boca a boca”, conta o produtor.
Aos poucos a atividade ajudou a família a superar um dos maiores desafios que já enfrentaram durante a trajetória: a falta de recurso financeiro.
Para conhecer a história do sítio, andar a cavalo, apreciar o café, o requeijão, as quitandas e as frutas da região é necessário realizar agendamento.
Segundo o extensionista, o sucesso da família está na boa receptividade e no espírito empreendedor. Gentil destaca que a atividade de turismo não é uma tradição no município, mas está dando os primeiros passos. “Tem muito potencial , principalmente pelas belezas da Cordilheira do Espinhaço, sendo uma ótima opção para gerar emprego e renda para os produtores”.
A Emater-MG tem auxiliado na divulgação do empreendimento por meio do projeto estratégico Ruralidade Viva. “Com o Ruralidade Viva, conectamos os visitantes às experiências da agricultura familiar. A atividade reflete o crescimento do turismo rural em Minas Gerais, valorizando o trabalho dos produtores e fortalecendo a economia local”, destaca a coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato, Thatiana Daniella Moura Garcia.
"
["author"]=>
string(21) "Minas1/Agência Minas"
["user"]=>
NULL
["image"]=>
array(6) {
["id"]=>
int(634432)
["filename"]=>
string(25) "cafe-da-manhaminas-1a.jpg"
["size"]=>
string(6) "405598"
["mime_type"]=>
string(10) "image/jpeg"
["anchor"]=>
NULL
["path"]=>
string(5) "aass/"
}
["image_caption"]=>
string(33) "Carlos A. Lucas / Arquivo pessoal"
["categories_posts"]=>
NULL
["tags_posts"]=>
array(0) {
}
["active"]=>
bool(true)
["description"]=>
string(95) "Atividades são marcadas por memória afetiva e inovação
"
["author_slug"]=>
string(20) "minas1-agencia-minas"
["views"]=>
int(108)
["images"]=>
NULL
["alternative_title"]=>
string(0) ""
["featured"]=>
bool(false)
["position"]=>
int(0)
["featured_position"]=>
int(0)
["users"]=>
NULL
["groups"]=>
NULL
["author_image"]=>
NULL
["thumbnail"]=>
NULL
["slug"]=>
string(76) "tradicao-une-producao-de-laticinios-e-turismo-rural-no-norte-de-minas-gerais"
["categories"]=>
array(1) {
[0]=>
array(9) {
["id"]=>
int(435)
["name"]=>
string(5) "Minas"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "minas"
}
}
["category"]=>
array(9) {
["id"]=>
int(435)
["name"]=>
string(5) "Minas"
["description"]=>
NULL
["image"]=>
NULL
["color"]=>
string(7) "#a80000"
["active"]=>
bool(true)
["category_modules"]=>
NULL
["category_models"]=>
NULL
["slug"]=>
string(5) "minas"
}
["tags"]=>
NULL
["created_at"]=>
object(DateTime)#539 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-28 16:24:28.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["updated_at"]=>
object(DateTime)#546 (3) {
["date"]=>
string(26) "2026-01-29 22:02:04.000000"
["timezone_type"]=>
int(3)
["timezone"]=>
string(13) "America/Bahia"
}
["published_at"]=>
string(25) "2026-01-29T22:00:00-03:00"
["group_permissions"]=>
array(4) {
[0]=>
int(1)
[1]=>
int(4)
[2]=>
int(2)
[3]=>
int(3)
}
["image_path"]=>
string(30) "aass/cafe-da-manhaminas-1a.jpg"
}
Memória afetiva, apoio familiar e dedicação são os principais ingredientes do requeijão moreno fabricado no município de Serranópolis de Minas . No Sítio Vó Luzia, Carlos Alessandro Lucas e a esposa produzem de forma artesanal cerca de 50 quilos da iguaria semanalmente.
A atividade é uma tradição passada entre gerações. “Meu avô era produtor de leite e para aproveitar o que sobrava e ganhar uma renda extra, minha avó produzia requeijão moreno para vender na cidade”, conta o produtor.
Após o falecimento da matriarca, ninguém deu continuidade à produção. Em 2019, a alta produção de leite e a saudade de sentir o gosto da iguaria motivaram Carlos a iniciar a fabricação. Segundo ele, várias tentativas foram realizadas. “Com a lembrança de vê-la produzindo, a orientação do meu pai e de outros familiares consegui chegar ao ponto”.
Para ter a produção regularizada, Carlos procurou o auxílio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Orientações sobre boas práticas de fabricação de requeijão moreno e regularização de agroindústria, assistência técnica sobre bovinocultura leiteira estão entre os trabalhos realizados pelo extensionista Gentil Dias Neto.
Além do requeijão, a família produz doce de leite e manteiga de requeijão e se dedicam à produção de café. A comercialização dos produtos é realizada em Belo Horizonte e no sítio. A qualidade do produto já rendeu medalhas em vários concursos.
Sucessão familiar
Carlos relata que o sítio Vó Luiza está na família há 80 anos e a atividade rural sempre foi sua paixão. “Aprendi com meu avô, meu pai e nunca pensei em ir para a cidade. Para mim é um privilégio continuar o trabalho dos meus avós e espero que meus filhos sejam os próximos sucessores”.
Turismo
A ideia de abrir as porteiras para o turismo surgiu em 2020 de forma inesperada e com uma proposta de inovação. “Meu amigo deu a ideia para que convidássemos um pequeno grupo de amigos para um café com requeijão. As pessoas gostaram e fizeram a propaganda boca a boca”, conta o produtor.
Aos poucos a atividade ajudou a família a superar um dos maiores desafios que já enfrentaram durante a trajetória: a falta de recurso financeiro.
Para conhecer a história do sítio, andar a cavalo, apreciar o café, o requeijão, as quitandas e as frutas da região é necessário realizar agendamento.
Segundo o extensionista, o sucesso da família está na boa receptividade e no espírito empreendedor. Gentil destaca que a atividade de turismo não é uma tradição no município, mas está dando os primeiros passos. “Tem muito potencial , principalmente pelas belezas da Cordilheira do Espinhaço, sendo uma ótima opção para gerar emprego e renda para os produtores”.
A Emater-MG tem auxiliado na divulgação do empreendimento por meio do projeto estratégico Ruralidade Viva. “Com o Ruralidade Viva, conectamos os visitantes às experiências da agricultura familiar. A atividade reflete o crescimento do turismo rural em Minas Gerais, valorizando o trabalho dos produtores e fortalecendo a economia local”, destaca a coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato, Thatiana Daniella Moura Garcia.