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A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, que relatou que Mourão sofreu morte encefálica após o episódio ocorrido dentro da unidade policial.
Segundo a Polícia Federal, o investigado foi socorrido por agentes que estavam no local no momento da ocorrência. Ele recebeu procedimentos de reanimação ainda nas dependências da corporação e, em seguida, foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento hospitalar. Apesar das tentativas de salvamento, não sobreviveu.
O caso ocorreu no mesmo dia em que novas medidas da operação foram cumpridas contra investigados ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Mourão era apontado nas investigações como alguém ligado ao grupo e ficou conhecido entre investigadores pelo apelido “Sicário”.
De acordo com a Polícia Federal, o episódio ocorrido dentro da superintendência foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso na Corte. A corporação informou ainda que todos os registros em vídeo do ocorrido serão encaminhados ao tribunal para análise.
A PF também abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte. A investigação deve esclarecer como se deu a ocorrência dentro da unidade policial e quais foram os eventos que antecederam o episódio.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e executivos ligados à instituição. A apuração envolve crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O empresário Daniel Bueno Vorcaro, controlador do banco, foi preso preventivamente pela Polícia Federal no âmbito da investigação. A operação também alcançou familiares e outros suspeitos ligados ao grupo empresarial investigado.
Investigação sobre rede de vigilância
Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de um grupo associado ao Banco Master. Segundo o jornal O Globo,as investigações, ele liderava uma estrutura informal conhecida como “A Turma”, utilizada para realizar vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias ou críticas ao grupo investigado.
A Polícia Federal aponta que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar esses serviços classificados pelos investigadores como ilícitos.
O inquérito também indica que ele teria acessado bases restritas de órgãos públicos utilizando credenciais de terceiros. Entre os sistemas consultados estariam bancos de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até plataformas internacionais de segurança.
Suspeita de plano contra jornalista
Na decisão que autorizou a prisão de Mourão, do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros alvos da operação, o ministro André Mendonça afirmou que há indícios de que o empresário teria discutido com Mourão a possibilidade de simular um assalto ou criar uma situação semelhante para atingir o colunista Lauro Jardim.
Segundo o magistrado, a intenção seria “prejudicar violentamente” o jornalista e, assim, “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. Em nota, Vorcaro negou que tenha intimidado ou ameaçado jornalistas.
Defesa e audiência de custódia
Mais cedo, a defesa de Mourão afirmou ter sido surpreendida pela informação sobre a tentativa de suicídio. Um advogado foi enviado à sede da Polícia Federal em Belo Horizonte para acompanhar a situação. Mais cedo, durante depoimento à corporação, o investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Ele ainda deveria passar por audiência de custódia nesta quarta-feira.
Histórico de investigações
Segundo o Globo, Mourão respondia desde 2021 a uma ação do Ministério Público de Minas Gerais que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. De acordo com a investigação, ele e outros envolvidos teriam estruturado um esquema de pirâmide financeira para captar investidores em diversas regiões do país.
Entre junho de 2018 e julho de 2021, o investigado teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias vinculadas a empresas sob seu controle.
As autoridades também apontam que, antes de integrar o suposto esquema de pirâmide, Mourão atuava como agiota. Uma análise feita pelo setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais em um celular apreendido do acusado indicou que ele exercia papel de liderança dentro da organização investigada.
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O caso ocorreu no mesmo dia em que novas medidas da operação foram cumpridas contra investigados ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Mourão era apontado nas investigações como alguém ligado ao grupo e ficou conhecido entre investigadores pelo apelido “Sicário”.
De acordo com a Polícia Federal, o episódio ocorrido dentro da superintendência foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso na Corte. A corporação informou ainda que todos os registros em vídeo do ocorrido serão encaminhados ao tribunal para análise.
A PF também abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte. A investigação deve esclarecer como se deu a ocorrência dentro da unidade policial e quais foram os eventos que antecederam o episódio.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e executivos ligados à instituição. A apuração envolve crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O empresário Daniel Bueno Vorcaro, controlador do banco, foi preso preventivamente pela Polícia Federal no âmbito da investigação. A operação também alcançou familiares e outros suspeitos ligados ao grupo empresarial investigado.
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Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de um grupo associado ao Banco Master. Segundo o jornal O Globo,as investigações, ele liderava uma estrutura informal conhecida como “A Turma”, utilizada para realizar vigilância, coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias ou críticas ao grupo investigado.
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Defesa e audiência de custódia
Mais cedo, a defesa de Mourão afirmou ter sido surpreendida pela informação sobre a tentativa de suicídio. Um advogado foi enviado à sede da Polícia Federal em Belo Horizonte para acompanhar a situação. Mais cedo, durante depoimento à corporação, o investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Ele ainda deveria passar por audiência de custódia nesta quarta-feira.
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Segundo o Globo, Mourão respondia desde 2021 a uma ação do Ministério Público de Minas Gerais que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. De acordo com a investigação, ele e outros envolvidos teriam estruturado um esquema de pirâmide financeira para captar investidores em diversas regiões do país.
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