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A mineradora Samarco alcançou a produção acumulada de 10 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério em abril, quando completou um ano e quatro meses da retomada gradual de suas operações nos complexos de Germano, em Minas Gerais, e Ubu, no Espírito Santo.
A empresa, que opera com 26% de sua capacidade total, encerrou 2021 com R$ 9 bilhões de faturamento e gerou mais R$ 1,1 bilhão em tributos nos estados onde atua, incluindo o montante gasto por fornecedores em compras para a companhia.
Para 2022, a empresa prevê investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Além da sustentação da retomada gradual das operações e da infraestrutura geotécnica, o valor será destinado aos projetos de descaracterização da barragem e cava de Germano, em andamento.
Retomada gradual
Após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a Samarco teve as licenças suspensas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e as operações embargadas. No final de 2017, conseguiu recuperar a licença para voltar a produzir. Segundo Rodrigo Vilela, presidente da empresa, a retomada está sendo feita de forma gradual, responsável e cautelosa.
“Estamos retomando com muita responsabilidade, uma retomada desenhada com muita cautela. Conhecemos qual a nossa responsabilidade, seja ela empresarial, social ou do setor. Além da retomada, precisamos garantir que a gente avance na descaracterização da cava e da barragem de Germano e é fundamental garantir a segurança de todas essas instalações.”
A empresa opera, desde dezembro de 2020, com 26% da sua capacidade total, utilizando um concentrador no Complexo de Germano, uma usina de pelotização em Ubu e a operação de um dos minerodutos. Além disso, vai investir, em 2022, R$ 80 milhões na manutenção das estruturas que estão paradas.
A expectativa é que cerca de 8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério sejam produzidas até dezembro de 2022. Da retomada operacional até o momento, foram embarcados 100 navios, tendo como principais destinos os mercados das Américas, Europa, Oriente Médio, Norte da África e Ásia. Ela também atende ao mercado interno.
A empresa deve atingir 32% da capacidade produtiva no ano que vem, 60% em 2026 e 100% em 2029, quando poderá produzir 30 milhões de toneladas de pelotas por ano. O ano de 2029 também é o prazo final para descaracterização da barragem e cava de Germano.
Produção e exportação
A empresa possui duas categorias de produtos destinados à siderurgia: pelotas para alto forno e de redução direta. A extração e o beneficiamento do minério são feitos no Complexo de Germano, em Mariana. O mineroduto leva o produto para o Complexo de Ubu, em Anchieta, no Espírito Santo, onde ele passa pela usina de pelotização e embarca no terminal portuário. Atualmente, a empresa conta com 1.500 empregados diretos, totalizando 9.000 empregos diretos e indiretos.
Monitoramento e segurança
O diretor de Planejamento e Operações da Samarco, Sérgio Mileipe, afirma que a empresa tem uma “obsessão” em fazer mineração segura. Por isso, optaram por mudar a maneira de descartar os rejeitos. Os rejeitos de minério são formados de lama (polpa) que representa 20% e areia que corresponde a 80%.
A lama agora é depositada em uma cava, com capacidade de 10 milhões de metros cúbicos e não mais nas barragens de contenção, como a que rompeu em Mariana, em 2015.
“A estrutura é a mais estável possível do ponto de vista geotécnico. Não tem nenhum tipo de dique ou barreira de contenção a não ser o terreno natural, que é basicamente formado por rocha. Não tem para onde a lama escapar. Essa é a alternativa que estamos usando hoje: dispor toda lama produzida em uma cava totalmente confinada, em um terreno rochoso”, afirma Mileipe.
Ele explica que a cava ainda tem recurso mineral para ser explorado, mas que a empresa decidiu utilizar o espaço mesmo assim, para garantir a segurança. “Foi a única alternativa viável, do ponto de vista de segurança para poder voltar (a produzir) com uma mineração sem barragem.”
A expectativa, no futuro, é que esse rejeito seja retirado e levado para outras estruturas que ainda dependem de licenciamento.
Já o rejeito sólido (areia) vai para as pilhas de disposição de resíduos. Mas antes, ele passa por um processo de filtragem. “A pilha tem um limite de crescimento e alguns parâmetros como tempo para que a água seja drenada e compactação da camada de areia. É preciso obedecer um limite técnico máximo e áreas muito grandes para espalhar o material.”
Segundo Mileipe, a expectativa é que, no futuro, a lama também possa passar pelo processo de empilhamento. “Desde que a gente consiga garantir segurança na estabilidade geotécnica da estrutura.”
O novo sistema de filtragem, na unidade de Germano, faz parte dos projetos de retomada da mineradora, com investimento de US$ 380 milhões. Ele filtra 20 mil toneladas de resíduos por dia.
A operação de 100% da capacidade total da empresa também esbarra nas soluções e licenciamentos para que os rejeitos sejam depositados em locais seguros. “A nossa limitação hoje, no plano de negócios, é a estrutura para disposição de resíduos. Não é uma questão meramente técnica, tem a questão do licenciamento ambiental.”
Outro gargalo é a descaracterização da barragem de Germano. “Depois que ela for descaracterizada é que poderemos avançar em uma nova área de exposição de rejeitos. Trabalhamos para achar soluções para esses rejeitos.”
A empresa também tem um Centro de Monitoramento Integrado (CMI) que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. O centro possui mais 1.500 instrumentos como câmeras, peneiras, drones, piezômetros, sirenes, radares, estações meteorológicas e acelerômetros para monitoramento, em tempo real, das estruturas na unidade de Germano.
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Após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, a Samarco teve as licenças suspensas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e as operações embargadas. No final de 2017, conseguiu recuperar a licença para voltar a produzir. Segundo Rodrigo Vilela, presidente da empresa, a retomada está sendo feita de forma gradual, responsável e cautelosa.
“Estamos retomando com muita responsabilidade, uma retomada desenhada com muita cautela. Conhecemos qual a nossa responsabilidade, seja ela empresarial, social ou do setor. Além da retomada, precisamos garantir que a gente avance na descaracterização da cava e da barragem de Germano e é fundamental garantir a segurança de todas essas instalações.”
A empresa opera, desde dezembro de 2020, com 26% da sua capacidade total, utilizando um concentrador no Complexo de Germano, uma usina de pelotização em Ubu e a operação de um dos minerodutos. Além disso, vai investir, em 2022, R$ 80 milhões na manutenção das estruturas que estão paradas.
A expectativa é que cerca de 8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério sejam produzidas até dezembro de 2022. Da retomada operacional até o momento, foram embarcados 100 navios, tendo como principais destinos os mercados das Américas, Europa, Oriente Médio, Norte da África e Ásia. Ela também atende ao mercado interno.
A empresa deve atingir 32% da capacidade produtiva no ano que vem, 60% em 2026 e 100% em 2029, quando poderá produzir 30 milhões de toneladas de pelotas por ano. O ano de 2029 também é o prazo final para descaracterização da barragem e cava de Germano.
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A empresa possui duas categorias de produtos destinados à siderurgia: pelotas para alto forno e de redução direta. A extração e o beneficiamento do minério são feitos no Complexo de Germano, em Mariana. O mineroduto leva o produto para o Complexo de Ubu, em Anchieta, no Espírito Santo, onde ele passa pela usina de pelotização e embarca no terminal portuário. Atualmente, a empresa conta com 1.500 empregados diretos, totalizando 9.000 empregos diretos e indiretos.
Monitoramento e segurança
O diretor de Planejamento e Operações da Samarco, Sérgio Mileipe, afirma que a empresa tem uma “obsessão” em fazer mineração segura. Por isso, optaram por mudar a maneira de descartar os rejeitos. Os rejeitos de minério são formados de lama (polpa) que representa 20% e areia que corresponde a 80%.
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“A estrutura é a mais estável possível do ponto de vista geotécnico. Não tem nenhum tipo de dique ou barreira de contenção a não ser o terreno natural, que é basicamente formado por rocha. Não tem para onde a lama escapar. Essa é a alternativa que estamos usando hoje: dispor toda lama produzida em uma cava totalmente confinada, em um terreno rochoso”, afirma Mileipe.
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Segundo Mileipe, a expectativa é que, no futuro, a lama também possa passar pelo processo de empilhamento. “Desde que a gente consiga garantir segurança na estabilidade geotécnica da estrutura.”
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