Em 24 de março deste ano, o Senado aprovou o projeto de lei (PL 896/2023) que equipara a misoginia ao racismo. Se aprovado pela Câmara dos Deputados, misoginia será uma infração sem prescrição e fiança. Por isso, quem praticar ou induzir a misoginia estará sujeito às mesmas punições dos crimes de preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade.

Entretanto, o mesmo projeto encontrou dissenso na Câmara dos Deputados. A docente da PUC Minas, Profa. Dra. Mônica Januzzi, explica que este cenário “indica que, para muitos e muitas, o tema da misoginia é uma forte tecnologia de manutenção do patriarcalismo, haja vista que, para muitos e muitas, o PL é marcado por excessos de subjetividade que poderiam ser mal interpretados. A argumentação rasa de que, muitas vezes, trata-se apenas de ‘brincadeiras’ ou comentários, é a mesma usada no racismo como forma de naturalizar práticas de depreciação, subalternização, opressão e, muitas vezes, desumanização”.

Para refletir sobre como o ódio ao feminino reverbera nos contextos midiáticos contemporâneos, os Programas de Pós-graduação em Comunicação e Psicologia da PUC Minas ofertam a disciplina Misoginia, Mídia e Testemunho. A matéria, ministrada por Mônica Januzzi e pelo Prof. Dr. Mozahir Salomão Bruck, terá uma aula aberta e gratuita nesta segunda-feira, 13 de abril, às 13h30, Campus Coração Eucarístico. Com o tema Narrativas e violências, a palestra convidou a Profa. Dra. Mirian Chrystus (UFMG), integrante do movimento Quem Ama Não Mata, para contribuir com o debate.

Serviço

Aula Narrativas e violências, da disciplina Misoginia, Mídia e Testemunho

13 de abril (segunda-feira), às 13h30

Sala de multimeios (3° andar) do prédio 42

PUC Minas Campus Coração Eucarístico (av. Dom José Gaspar, 500)