Profissionais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) ameaçam retomar a greve com a convocação de uma nova assembleia para a próxima segunda-feira (13/4), na porta do Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, às 10h. A categoria alega que o governo do estado não cumpriu o prazo prometido para apresentar respostas às reivindicações.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fhemig (SindPros), Carlos Martins, o governador Mateus Simões (PSD) havia se comprometido, no dia 23 de março, a analisar a pauta da categoria e dar um retorno em até dez dias.

“Já se passaram esses dez dias, até descontando o feriado. E a única coisa que tivemos de resposta foi falar de uma reforma no Hospital João XXIII. Nós não precisamos disso, precisamos de valorização”, afirmou.

A categoria cobra, principalmente:

Reajuste salarial
Pagamento correto da insalubridade
Melhores condições de trabalho
Garantia de direitos básicos, como alimentação adequada durante a jornada

Críticas e insatisfação

Ainda segundo o sindicalista, a proposta apresentada pelo governo não atende às demandas consideradas prioritárias pelos trabalhadores. “Ele não deu resposta à nossa pauta real. A questão da insalubridade e outros itens seguem sem solução”, disse.

Na assembleia da próxima segunda-feira (13), os trabalhadores devem decidir se retomam a greve e quais serão os próximos passos do movimento “É importante que todos participem para cobrarmos o que foi prometido e avaliarmos o nosso movimento”, convocou Martins.

Relembre a suspensão da greve

Após uma reunião com Simões no dia 23 de março, os profissionais decidiram por suspender a greve. A decisão foi tomada durante um encontro realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com a participação de trabalhadores da categoria.

Na época Carlos Martins afirmou que a suspensão ocorreu após o compromisso do governo de analisar as reivindicações da categoria. “Ele (Simões) pediu um prazo de 10 dias para encaminhar nossa pauta junto às secretarias e apresentar uma resposta. Diante disso, os trabalhadores avaliaram que poderíamos suspender a greve temporariamente”, afirmou.

Posicionamento

A reportagem procurou a Fhemig e o governo de Minas para comentar as declarações e informar sobre o andamento das negociações, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.