A Prefeitura de Belo Horizonte nomeou Laura Costa, ex-diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), para comandar a Diretoria de Políticas para as Juventudes (DPJU) da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. A nomeação foi publicada nesta terça-feira (4), no Diário Oficial do Município (DOM) de segunda (3), que circulou com atraso.  

Laura Costa também ocupa o cargo de secretária estadual de Mulheres do PSB, partido ao qual está filiada desde 2022. Sua nomeação, no entanto, não foi uma indicação partidária, mas uma escolha nominal. O PSB ainda não teve nenhuma indicação neste novo mandato de Fuad Noman (PSD).

No primeiro turno das eleições municipais, o partido lançou outra candidatura, com Paulo Brant, então presidente municipal da legenda, como vice na chapa de Gabriel Azevedo (MDB). A candidatura terminou em quarto lugar, com 10,55% dos votos válidos. 

No segundo turno, o PSB declarou apoio a Fuad dez dias após o resultado do primeiro turno, em uma reunião realizada sem a presença de Paulo Brant. Em dezembro, Brant anunciou nas redes sociais sua filiação ao MDB. A nova diretora de Juventudes participou da campanha do prefeito reeleito como coordenadora de Mulheres no segundo turno.

Quem é Laura Costa? 
Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e especialista em Gestão Pública pelo Instituto Four, Laura é ativista pelos direitos das mulheres e pela educação.  

A nova chefe da DPJU já ocupou o cargo da UNE como diretora nacional de Políticas Públicas para a Juventude. Em 2020, se candidatou para vereadora de Belo Horizonte, tendo obtido 2.017 votos. O Solidariedade, partido que estava na época, não atingiu o quociente eleitoral. Ela não foi eleita.

O que faz a DPJU? 
Entre as atribuições da diretoria, está gestão do passe livre, que abriu as inscrições na segunda-feira (3). Segundo a prefeitura, o órgão tem como competência principal a articulação de redes de políticas públicas com o objetivo de promover os direitos das juventudes no município de Belo Horizonte. Outros exemplos de atuação são: colaborar no planejamento e execução de políticas públicas, programas e ações voltadas para jovens; desenvolver estudos e pesquisas, sistematizando informações que orientem o atendimento nas políticas públicas municipais relacionadas às juventudes; e assessorar a gestão e garantir o funcionamento do Centro de Referência das Juventudes.